Tumulto e falta de segurança inviabilizam
debate entre candidatos a prefeito
Era pra ser um dos momentos para entrar na história da cidade.
Um marco da democracia. Mas não foi. O debate entre os
candidatos a prefeito de Cotia teve que ser cancelado depois
de um grande tumulto e completa falta de segurança. As mídias
organizadoras lamentam profundamente o ocorrido e pedem
desculpas pela não realização do evento. Erramos
Erramos ao subestimar a quantidade de pessoas que
participariam do debate, tendo em vista que a participação
popular em atividades cívicas sempre foi muito rara na cidade.
Erramos ao não acreditar no poder de organização das massas em prol de uma causa. Erramos ao primar pela democracia não
restringindo ou limitando a participação do público no debate.
Erramos ao acreditar que os candidatos fossem cumprir a regra
de não levar 'torcida organizada' para o debate cuja única
finalidade era ajudar o eleitor a fazer sua escolha. Mais uma
vez ficou claro, que não podemos acreditar em políticos.
Erraram os candidatos ao não lembrarem suas equipes de cabos de que não estavam indo para um ringue e sim para um evento
cívico e democrático. Erraram as equipes que não tiveram a mínima civilidade, não souberam se
Estrada do Espigão: carros de som e muita baderna
atrapalhavam o trânsito na região.
comportar numa casa em
que foram convidados e muito bem recebidos.
Tudo estava indo muito bem. Pela primeira vez as mídias locais se
uniram na promoção de um evento cujo objetivo era contribuir com
a democracia e com o papel social de informar e formar cidadãos.
A direção do Colégio Mario Schenberg de pronto ofereceu o espaço
para sediar o evento. Organização e assessoria de candidatos se
reuniram para acertar as regras que foram aceitas por todos. Entre
elas, a solicitação de que cada um iria acompanhado de no máximo
10 pessoas. A Secretaria de Segurança Pública, na pessoa do
secretário Nelson Bruno, se comprometeu em garantir a segurança
do local com a Guarda Civil.
Quase 200 perguntas foram enviadas por e-mail aos 5
candidatos, o que nos deixou muito satisfeitos, afinal o público
estava participando, interessado em conhecer as propostas de
governos dos candidatos.
Na noite de terça-feira, quem passou pela Estrada do Espigão,
rua da faculdade Mario Schenberg, se deparou com um
gigantesco congestionamento, típico de horário de pico, com
o trânsito parando na Rodovia Raposo Tavares. Do lado de
fora da escola, a cena era de final de um clássico de futebol
no Morumbi. Só que, neste caso, não eram apenas duas
torcidas, mas quatro equipes, prontas para o que desse e
viesse. Gritos, murros, xingamentos, empurrões, tiraram o
brilho do evento que não aconteceu mesmo com a presença
de quatro, dos cinco candidatos convidados – Ailton Ferreira
(PV), Carlão Camargo (PSDB), Mario Ribeiro (PSB) e Tagarela
(PTB). Luiz Carlos Santos do Psol não compareceu (sendo
também uma torcida organizada a menos).
O não comparecimento da Guarda Civil (que só chegou ao local
quase duas horas depois, quando o tumulto já tomava conta do
local), dificultou ainda mais as coisas. Apenas a segurança e
os funcionários da faculdade heroicamente tentavam acalmar
os ânimos e preservar o local. De certo modo conseguiram.
A presença de espírito, liderança e o imenso poder de persuasão
do delegado da Granja Viana Alexandre Palermo foi decisiva e
importante para manter a ordem e a segurança do local. Aos
poucos, as torcidas que já haviam deixado o auditório e se
concentravam no ginásio de esportes foram deixando o local,
muitos comemorando o feito, a vitória por ter impedido que o
debate acontecesse. E assim, o cenário se desfez. Perdemos
Perderam os candidatos que não apresentaram suas propostas
(se é que realmente queriam isso). Perderam os eleitores que
deixaram de conhecer um pouco mais os candidatos para no
dia 5 de outubro fazer a melhor escolha.
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Recanto São Camilo
Quem passa pela esquina da José Felix de Oliveira com a Avenida
São Camilo deve estar se perguntando sobre as obras que
acontecem no Recanto São Camilo. Embora da rua, note-se apenas a ampliação do estacionamento, a movimentação que acontece lá dentro é muito maior. O Recanto está investindo em
um grande projeto de ampliação e modernização visando mais
conforto e melhor qualidade de vida ao idoso.
Sem perder a característica arquitetônica colonial espanhola de
quando foi construído, o Recanto São Camilo, com 76000m² de área,
deve se transformar, num futuro próximo, em um dos centros mais
modernos de atendimento ao idoso.
Já em 2009, devem ser inauguradas, duas novas alas, uma cozinha
totalmente adaptada e lavanderia hospitalar. Além disso, toda a área externa está sendo ampliada com o objetivo de tirar os idosos do quarto e receber os familiares. O projeto prevê a construção de quiosques, o cultivo de uma horta de produtos orgânicos, jardim adaptado, campo de futebol, área
para caminhada e muito espaço de confraternização para os idosos e também para familiares e comunidade.
E não pára por aí. Sem pressa e caminhando passo após passo, o recanto ainda deve inaugurar, 30 salas para atendimento ambulatorial, área para fisioterapia, pronto socorro, centro de diagnóstico por imagem, academia e spa. Daqui a 5 anos, toda essa reforma deve culminar com a inauguração de mais um Hospital São Camilo que já tem unidades na Pompéia, Ipiranga e Santana. Este hospital deve começar com 20 leitos e ir crescendo conforme a demanda até atingir 150 leitos.
Segundo o idealizador e administrador do Recanto São Camilo, Padre Osmar Penso, as obras estão começando pelo entorno e pela infraestrutura para depois chegar ao hospital. Padre Osmar conta ainda que o projeto prevê a plantação de mais de 500 palmeiras imperiais na área de lazer.
A concretização deste projeto é um antigo sonho do engenheiro Roberto Martinez, que, além de ser o responsável pela obra é também filho do arquiteto Antonio Martinez Noya, construtor do Recanto São Camilo em 1959.