Há 31 anos trabalhando na Granja Viana, sempre no ramo imobiliário, Hélio Alterman começou sua carreira quando um terreno de 1000m² era considerado pequeno e as casas não tinham telefone, campainha, nem muro. “Sempre acreditei que a região oeste seria a única por onde São Paulo poderia crescer”. Hoje, como proprietário da Proinvest, Hélio consegue ver o crescimento da região com olhos de “granjeiro” e empreendedor. Comenta sobre tudo o que está vindo para o bairro e conclui: “Acho que o ‘boom’ demorou a chegar à Granja Viana. Pena que a prefeitura não planejou nem investiu na infra-estrutura necessária para acompanhar. A população precisa ter consciência de que, se o crescimento não tem volta, é melhor que seja feito por quem entende do assunto. São bem vindos aqueles empreendedores que vêm para fazer coisa boa e ouvem as necessidades da região.”
À frente do loteamento Vintage, lançado na Estrada do Capuava, Gustavo Cavalcanti, sócio proprietário da EPC Empreendimentos, concorda com Hélio em vários aspectos. “O mercado imobiliário demorou em descobrir a Granja Viana que ficou esquecida durante muito tempo. Embora pareça o contrário, a chegada dos grandes empreendedores ainda é muito tímida”.
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| “São bem vindos aqueles empreendedores que vêm para fazer coisa boa e ouvem as necessidades da região” |
Praticamente nascido no bairro (sua família vive na região há 40 anos), Gustavo tem vínculo real e afetivo com a região. “Os empreendimentos da EPC, como o Vintage e o Reserva São Paulo II têm compromisso com o bom desenvolvimento urbano e residencial da Granja Viana. Queremos que ela cresça bem planejada, segura e preservando a natureza e a qualidade de vida”.
Para ele, a Granja Viana está saturada de condomínios residenciais. “Atualmente a região precisa de projetos comerciais e empresariais para fixar as pessoas no bairro e criar melhores condições de trabalho. Só assim ela deixará de ser um bairro dormitório. Por isso, nossos próximos projetos serão direcionados nesta direção”.
O diretor da construtora Godoi, Renato Marques de Godoi acredita que, no futuro, o comércio e serviços da região cresçam de forma organizada possibilitando que a população reduza sua necessidade de trafegar pela Raposo Tavares e passe, a, além de residir, também trabalhar, consumir e se divertir no bairro. “Se isto acontecer, o morador da Granja Vianna terá uma qualidade de vida inigualável e seus imóveis uma expressiva valorização. Além disto, o Rodoanel se tornará a cada ano mais importante para todo o Estado, o que trará benefícios para a região”.
Com investimentos em projetos residenciais, comerciais e empresariais na região, Renato Godoi reconhece o charme especial do bairro e aponta a falta de infra-estrutura, em especial no eixo Raposo Tavares, como o principal problema. “O perfil do bairro, especialmente a forma como ele se consolidará no futuro, é fundamental para nossa escolha de investimento. O incorporador que tem seu foco de atuação nesta região certamente está preocupado em cuidar e melhorar o bairro de seus empreendimentos, pois ele é o cartão de visita para os novos clientes!”
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| “É um crescimento frágil e delicado, ainda baseado em compradores da própria região” |
A Sispar Empreendimentos Imobiliários também desenvolve seus projetos levando em consideração as características do bairro. Para a realização do Condomínio Raízes, desenvolvido em terreno de 40.000m² comprado da família Vianna, procurou interferir o mínimo possível no meio ambiente. “Compramos um dos melhores terrenos da Granja Vianna. Pela localização (ao lado do futuro shopping e do condomínio Vila Vianna), pela sua posição na rua (um terreno alto com vista privilegiada) e pela proximidade com a Raposo e o Rodoanel” comemora Paulo Roberto Funari, engenheiro da empresa. Segundo ele, a Granja Viana e Alphaville são as regiões fora de São Paulo mais procuradas pelos investidores, que têm seus olhos voltados principalmente para a região oeste da capital como Vila Leopoldina, Vila Hamburguesa e Ceasa.
Número um em investimentos em São Paulo, a Cyrela começou a namorar a Granja Viana em 2007, com o lançamento do Vertentes. Mais recentemente, adquiriu um terreno de 800.000 m² no Cotolengo, km 25,5, onde será implantado um empreendimento de 200.000m², com mais de um condomínio, a ser lançado até o primeiro semestre de 2010. A empresa também desenvolve um terceiro negócio na região, cuja aquisição ainda não está finalizada. “Investimos em todas as boas regiões da Grande São Paulo,” diz Ubirajara Spessotto, diretor de incorporação da Cyrela.
Para ele, a Granja Viana, apesar de ser Cotia, está praticamente inserida na zona oeste de São Paulo, região que cresce predominantemente com classe média alta e luxo. Além disso, está colada a Alphaville, via Rodoanel, e a empresa tem interesse em operar em todos os segmentos deste cinturão.
Segundo Ubirajara, a Granja Viana não é um mercado gigante e o sucesso do seu crescimento vai depender da capacidade da prefeitura atrair novos empreendimentos através de investimentos em infra-estrutura, saneamento e avenidas. “Como empreendedor, sei que a discussão sobre o crescimento tem que ser mais ampla.
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| “Investimos em todas as boas regiões da Grande São Paulo.” |
Mas, se ele vai acontecer de qualquer jeito (nossa população é muito jovem e ainda temos 100 anos para crescer), é melhor que ele ocorra através da ocupação com bons empreendimentos que atuam com planejamento e respeito às leis. Se não, a região se deteriora, com favelas e ocupações irregulares”. Fã incondicional das pesquisas de mercado, o diretor Ubirajara Spessotto apresenta um dado interessante sobre os investimentos feitos na região: 90% das vendas dos empreendimentos da Cyrela são feitas para pessoas que já vivem na Granja Viana.
Para os empreendedores, Santana do Parnaíba é dos municípios da região metropolitana de São Paulo com mais terra bruta para oferecer ao mercado imobiliário. Prova disso, é a recente aquisição de quase 5 milhões de m² em Santana do Parnaíba pela Brascan, empresa multinacional canadense colocada entre as três primeiras construtoras e incorporadoras do país. Segundo Antônio Baptista, gerente comercial da empresa, o déficit habitacional brasileiro é de 4 milhões “e as construtoras têm a responsabilidade de construir e construir muito”. No que se refere a investimentos do setor imobiliário na região metropolitana oeste de São Paulo, o gerente tem seu olhar mais voltado para os municípios de Barueri e Santana do Parnaíba, conhecidos como ‘oeste nobre’ por terem plano de urbanização bem definidos, boas vias de acesso, qualidade de instalação imobiliária e excelente parceria dos municípios. “Quem não quer morar bem?”, conclui.
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