Sou Voluntária com muito prazer!

Mariana Maia, Kátia Gontijo, Maria Lucia de Andrade e Ana Cristina Bartmann.
Ana Cristina Bartmann, Kátia Gontijo, Maria Lúcia de Andrade e
Mariana Camargo. Quatro mulheres essenciais. Essenciais porque,
cada uma à sua maneira, dedica-se ao trabalho voluntário.
Segundo o dicionário Aurélio, a palavra “voluntário” tem origem
no latim “voluntas” (vontade) e quer dizer aquele que age espontaneamente,
por vontade própria.
”Entendo que o trabalho voluntário deva ser algo que se faz de coração.
Caso contrário não funciona”, concorda Ana Cristina Bartmann.
Especialista em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, ela é voluntária do Núcleo de Enfrentamento à Pobreza (Nuepo). Lá, intermedia
as relações da entidade com seu público, colabora na comunicação,
na elaboração e execução de
eventos, na criação de material institucional
e na assessoria de imprensa. Ana
Cristina também ajuda a fazer sacolas de
verduras ou frutas, separa roupas e sapatos
ganhos por meio de doação e é responsável
pelo berçário durante a imensa
festa de Natal organizada pela entidade. “Esse trabalho mais prático e menos intelectual é importante para me sensibilizar
ainda mais com a causa”.
O desejo de fazer alguma coisa pelo
próximo surgiu quando Ana Cristina ainda
era adolescente. “Eu queria ajudar,
mas não sabia como e nem aonde”. A menina cresceu, casou, tornouse
mãe, conheceu seu Pieter, fundador do Nuepo e bingo! “A sua
proposta de trabalhar ações voltadas para a família fez um sentido
enorme para mim.” Seu trabalho de conclusão da sua pós-graduação
(Proposta de Intervenção no Núcleo de Enfrentamento da Pobreza
(NUEPO) - Uma contribuição das Relações Públicas para
Organizações não-governamentais de pequeno porte) foi início do
trabalho voluntário. Desde então, Ana Cristina não se desligou mais
da entidade. “É por meio do trabalho voluntário que eu me sinto valorizada
porque estou fazendo algo importante, porque estou fazendo
a minha parte, dedicando meus conhecimentos e meu tempo para gente que realmente precisa. É lá que, do meu jeito, eu acredito estar
exercendo minha espiritualidade.”
“Para que haja transformação
estrutural e efetiva, as entidades
devem existir, não para mascarar a
realidade do país ou do próprio
voluntário que se vê satisfeito em‘fazer a sua parte’, mas paralelamente
às políticas públicas”. Mariana Maia
Kátia Gontijo acredita na generosidade natural do ser humano.
Embora sentisse a necessidade de ajudar o próximo desde jovem, só
foi se envolver com o trabalho voluntário após o nascimento do seu segundo
filho, Mateus, portador da Síndrome de Down. Profissionalizouse
em yoga para crianças especiais e fundou o Instituto Sou Especial,
uma associação que cuida da saúde de bebês especiais carentes da
região, com atendimento gratuito de yoga, fonoaudiologia, pediatria homeopática,
nutricionista e psicologia familiar. “Com esse trabalho, nos
momentos em que me relaciono, toco e cuido das crianças, entro em
contato com o amor incondicional. Tomei
consciência da responsabilidade de servir
e não de ajudar. Quando ajudamos nos
tornamos superiores e quando servimos
exercemos a humildade e isso é lindo!"
“Acho que sou voluntária desde sempre.
Nasci no meio de pessoas que sempre
trabalharam em benefício dos que necessitavam”,
começa a educadora Maria
Lúcia de Andrade que dá apoio a várias
instituições. “Ser voluntária é meu caminho
de vida. É doação”. Maria Lúcia, quando
jovem, trabalhou por muitos anos como
voluntária de hospital. “Eu trabalhava no
que fosse necessário, levando a juventude que tinha na época”. Quando
se mudou para a Granja Viana, há 11 anos, foi levar algumas roupas
na Assa (Assistência Social Santo Antônio) e saiu de lá com um convite
para trabalhar com idosos. “Foi um presentão. Descobri minha vocação.
Adoro trabalhar com a ‘maturidade’. É uma lição de vida”. Além
da Assa, Maria Lúcia também desenvolve atividades na Associação
São Joaquim de Apoio à Maturidade, entidade que ajudou a fundar. “Sou muito grata pela vida ter me proporcionado essa oportunidade”.
Mariana Maia tem 17 anos e é voluntária no Projeto Âncora onde
faz mediação de leitura. Dizendo-se emocionada com o entusiasmo
das crianças, Mariana valoriza demais o seu trabalho, principalmente o relacionamento, a troca de experiências e a afetividade. Mas, se sente
decepcionada com a falta de consciência e sensibilidade de adultos e
entidades em relação à importância da literatura. Para ela, trabalho voluntário é “agir pelo todo, do qual fazemos parte”. Apesar de toda a sua
juventude, faz uma interessante análise sobre a importância das entidades
sociais: “Para que haja transformação estrutural e efetiva, as entidades
devem existir, não para mascarar a realidade do país ou do próprio
voluntário que se vê satisfeito em “fazer a sua parte”, mas paralelamente às políticas públicas”.
Agir pelo todo, por vontade própria, de coração. Caminho de vida,
experiência, troca energética, doação, satisfação por fazer a sua parte,
contribuição para diminuir os abismos sociais. Não importa a definição.
O fato é que o trabalho voluntário é indispensável na sociedade de hoje.
Se antes tinha a função de diminuir o sofrimento dos desprovidos, agora
tornou-se agente de mudanças nas esferas pública e privada.
Hoje existe uma mobilização globalizada em relação às necessidades
do mundo. Países ricos ajudam os mais pobres; empresas, igrejas,
indústrias e bancos, fazem seus papéis nas necessidades regionais; o
Centro de Voluntariado dá apoio profissional para gerenciamento de voluntários;
as pastorais estão em todas as frentes de trabalhos comunitários;
os hospitais têm seus centros de voluntários; grupos organizam bazares
em benefício de alguma entidade.
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), feita pelo
IBGE, em 2006, demonstra que 12 milhões de pessoas ou 6,8% da população
brasileira desenvolvem algum tipo de trabalho não remunerado,
ou seja, exercem algum trabalho voluntário em instituição religiosa, beneficente
ou de cooperativismo. E existem aquelas pessoas que ajudam
outras sem vínculo com qualquer instituição. “É o voluntário mais voluntário
que pode existir. Temos muitas cigarras anônimas espalhadas por
esse imenso país”, diz Maria Lúcia.
Granja Viana
Com uma população de bom poder aquisitivo, mas com regiões no
entorno bastante carentes, a Granja Viana abriga cerca de 30 entidades,
todas com credibilidade. É difícil ver um granjeiro que não esteja ligado
a alguma instituição, mesmo que só participando dos bazares que acontecem
ao longo do ano. Dentre as principais carências do bairro, Maria
Lúcia aponta para a necessidade de creches, de centros recreativos para
crianças e de pessoas que visitem famílias para conhecer suas reais
necessidades. “Talvez devêssemos investir menos em segurança e mais
no social. De qualquer forma, o que não falta é trabalho para quem tem
disposição de trabalhar nas necessidades da nossa população.
Entidades Sociais:
Entidade |
Contato |
| ACORDE – OFICINA PARA DESENVOLVIMENTO HUMANO |
Tel. 4704-2920 |
| ASSIST. SOCIAL DA SOC. ESPÍRITA DE COTIA (ASSEC) |
Tel. 4703-5249 |
| ASSOCIAÇÃO BENEFICENTE INSTITUTO CISNE |
Tel. 4169-8253 |
| ASS. DOS PAIS E AMIGOS DOS EXCEPCIONAIS (APAE) |
Tel. 4703-6856 |
| ASSOCIAÇÃO FILANTRÓPICA CRIANÇA FELIZ |
Tel. 4611-1129 |
| ASSOCIAÇÃO LAR SANTA MARIA |
Tel. 4703-3352 |
| ASSOCIAÇÃO TOCA DAS HORTTENSIAS |
Tel. 4612-2843 |
| ASSOCIAÇÃO SÃO JOAQUIM DE APOIO À MATURIDADE |
Tel. 4146-3014 |
| ASSOCIAÇÃO SOCIAL SANTO ANTÔNIO (ASSA) |
Tel. 4702-2580 |
| CASA DA CRIANÇA EXCEPCIONAL MARIA MAIA |
Tel. 4186-1127. |
| CASA DE APOIO PASTORAL DA SAÚDE |
Tel. 4612-4018 |
| CASA DO SOL – INST. DE AMPARO À CRIANÇA |
Tel. 4703-6032 |
| CEPAE – CENTRO DE PROFOFISSIONALIZAÇÃO E APOIO AO EMPREGO |
Tel. 4702-7172 |
| CREIO - CENTRO DE RECUPERAÇÃO ESPECIAL E INTEGRAÇÃO ORIENTADA |
Tel. 4159-2777 |
| FUNDAÇÃO DE ASSISTÊNCIA À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE MARIA CAROLINA |
Tel. 4702-6359 |
| INSTITUTO SOU ESPECIAL |
katiagontijo@hotmail.com |
| LAR AMOR AO PRÓXIMO |
Tel. 4181-7286 |
| LAR ESCOLA FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER |
Tel. 4611-0641 |
| LAR FRATERNIDADE CASA DE EMMANUEL |
Tel. 4611-0265 |
| NUEPO - NÚCLEO DE ENFRENTAMENTO À POBREZA |
Tel. 4777-0433 |
| PEQUENO COTOLENGO DOM ORIONE |
Tel. 4612-2662 |
| PROJETO ÂNCORA |
Tel. 4612-2592 |
|