Programa de tratamento contra o tabagismo
Barueri implanta um projeto piloto de tratamento contra o tabagismo
O tabaco transformou-se na maior causa de doenças e mortes prematuras que poderiam ser evitadas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o tabagismo deve ser considerado uma epidemia generalizada e, por isso, tem que ser combatido. A fumaça do cigarro é uma mistura de aproximadamente 4.720 substâncias tóxicas diferentes, que contém mais de 60 produtos cancerígenos e atuam sobre os diversos sistemas e órgãos do corpo humano.
De acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), o tabaco está associado à 90% das mortes por câncer de pulmão, 80% dos enfisemas pulmonares, 40% dos derrames cerebrais, 30% das mortes por câncer, 30% das doenças coronarianas e mais de 80% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Só os fumantes não acreditam que o tabaco causa 9 mortes por hora, 80 mil por ano; e que 10 milhões de pessoas vão morrer nos próximos 30 anos, nas Américas.
Para tentar diminuir os números alarmantes, algumas cidades brasileiras já implantaram programas anti-tabagismo e agora é a vez de Barueri. O programa foi apresentado ao Secretário de Saúde Dr. Mauricio Tundisi pelo médico psiquiatra Ronaldo Kobayashi, do CRAD – Centro de Referência de Alcoolismo e Drogadição e a Dra. Elza Maria, da UBS Maria de Lourdes Hernandes Matos, do Engenho Novo, junto com outros profissionais envolvidos. Na ocasião, o Secretário classificou o projeto como ousado que tem como objetivo “diminuir sensivelmente a quantidade de fumantes, colaborando assim para que essas pessoas tenham saúde e qualidade de vida daqui para frente”.
Em janeiro, foi iniciado um projeto piloto de tratamento contra o tabagismo para a população em geral e inclusive funcionários. Essa ação atende a uma solicitação do Ministério da Saúde, que irá fornecer os medicamentos, e tem como objetivo diminuir o índice de fumantes em Barueri, que registra 16,5% do total de habitantes do município.
Inicialmente o projeto está sendo desenvolvido na UBS do Engenho Novo e CRAD. Posteriormente, outras UBS serão capacitadas para realizar uma triagem inicial e encaminhar os casos para tratamento, que terá a duração de três meses e será aplicado uma vez por semana. Vale lembrar que a maioria dos casos não necessita de uso de medicamentos, sendo eficaz somente com acompanhamento multidisciplinar.
