Descubra novos sabores
Desde 2008, Paul MacCartney está engajado em uma campanha que pretende reduzir o consumo mundial de carne. Mas como substituir a carne? A nutricionista Simone Costa dá dicas de alternativas para que você descobrir novos sabores
Desde 2008, Paul MacCartney está engajado em uma campanha que pretende reduzir o consumo mundial de carne. Para isso, ele estimula as pessoas a trocarem as refeições da segunda-feira por opções mais verdes. Batizada de “Segunda sem carne”, a campanha já ganhou adeptos em todo o mundo que escolheram um dia da semana para ajudar a salvar o planeta.
“Um dia na semana sem consumir carne é na verdade uma chance que todos temos de fazer algo significativo e que vai no coração de várias questões importantes, como política, meio ambiente e ética de uma só vez. Isso não se trata apenas de poluição, mas também de saúde, tratamento ético dos animais, fome mundial e ativismo político e social”, resumiu o astro em matéria publicada no Portal EcoDesenvolvimento .
E ai, topa um dia da semana sem carne? Se você pensa que uma alimentação mais saudável significa comida sem sabor, está enganado. “A maioria das pessoas se preocupa com uma possível deficiência nutricional que a falta da carne possa causar. Os adeptos da dieta vegetariana podem ficar tranqüilos, já que todos os nutrientes necessários são adquiridos através de uma refeição balanceada, não necessariamente com a carne”, esclarece a nutricionista Simone Costa.
A soja, sem dúvida, é um dos ingredientes mais utilizados para substituir a carne. Pode ser preparado à semelhança do feijão branco, por exemplo. E os rebentos de soja podem ser consumidos crus (saladas), cozidos ou estufados. Outros produtos que podem ser usados para substituir a carne são o seitan, o tofu e o tempeh.
Originário da China e do Japão, o Tofu é feito a partir dos grãos de soja debulhados, moídos, cozinhados em água e escorridos. È um alimento de elevado valor protéico, de origem vegetal, que contém oito aminoácidos essenciais, bem como vitaminas e minerais, sem colesterol e que substitui a carne, o peixe, os ovos ou derivados lácteos. E muito versátil, podendo ser marinado, guisado, grelhado, salteado, assado, frito, batido em molhos e recheios, acrescentado a sopas e até doces.
O Tempeh é outro produto derivado da soja, originário da China e do Japão. Na produção do tempeh, os grãos de soja são descascados, debulhados e cozidos, sendo em seguida arrefecidos e inoculados com um fungo que fermenta o preparado. Os grãos de soja ficam aglutinados e após 24h numa incubadora, a pasta fermentada está pronta. De valor nutricional inestimável, substitui as proteínas animais e não tem gorduras saturadas nem colesterol. Com uma textura elástica, pode ser grelhado, frito ou estufado.
Já o Seitan, também originário da China e do Japão, é obtido da farinha integral de trigo à qual se adiciona água e se amassa à semelhança da preparação do pão. Após repousar num recipiente com água durante algum tempo, a massa é lavada em água corrente para que se elimine o amido e fique apenas o glúten (parte protéica). Esta massa mais dura e elástica é depois cozida em água, com tamari (molho de soja), raiz de gengibre e alga kombu. Do ponto de vista nutritivo, o seitan fornece algumas proteínas, é de fácil digestão, não tem colesterol e tem menos calorias que a carne. É um ótimo substituto desta e até no aspecto e textura lhe é semelhante. Absorve muito bem o sabor dos alimentos e dos temperos com os quais é cozinhado, podendo ser cozido, estufado, guisado ou frito.
“A chave para uma dieta vegana nutricionalmente saudável é a variedade, pois os nutrientes estão de uma maneira geral, divididos em cinco classes: carboidratos, proteínas, gorduras (incluindo óleos), vitaminas e minerais; incluindo também as fibras e a água. Todos são igualmente importantes para nosso bem estar, em quantidades variadas. É o caso da proteína vegetal, encontrada nos derivados da soja ("granulado de soja"), no leite de soja; nas leguminosas secas (feijão de qualquer tipo, grãos-de-bico, lentilhas, favas); nos cereais integrais e seus derivados (glúten ou seitan); nas sementes; e nas oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas, etc.)”, completa a nutricionista.
Cereais, sobretudo integrais, como aveia, trigo, arroz, cevada e centeio também contêm quantidades consideráveis de proteína e os seus aminoácidos complementam os das leguminosas. Por isso, inclua-os na refeição também. Conheça a pirâmide alimentar vegetariana e procure um nutricionista para ajudá-lo no planejamento do seu cardápio.

Com tantas alternativas interessantes, não será difícil substituir as proteínas e as gorduras de origem animal. E, como um dos aspectos mais importantes de uma alimentação saudável é a variedade, não faltará opções...
E lembre-se sempre: esteja aberto a conhecer novos sabores e texturas; experimente de novo aqueles vegetais que você não comia desde que era criança; tente cozinhar usando receitas de diferentes culturas; varie nos pratos; faça seu cardápio com base nas hortaliças, vegetais, legumes e cereais e inclua a proteína depois; seja criativo; invista na salada; dê sempre preferência a alimentos orgânicos e produzidos localmente.
Delicie-se!
Onde encontrar alimentos veganos
Empório Naturarte – Alimentos Saudáveis.
Av. José Giorgi, 1067 – G.Viana II – Cotia/SP tel. 4612-1977
Fonte: Simone Correia Marcelino Costa - simonenutri@itelefonica.com.br