Arquitetura da educação

Especialistas de escolas da região nos ajudam a pensar como deverá ser a educação do futuro e quais são as situações desafiadoras a ser enfrentadas

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Vivemos em um mundo que se transforma a cada dia e o grande desafio é planejar uma educação capaz de preparar o educando para essas transformações. Educar é uma tarefa complexa e que requer não somente competência, mas também dedicação dos seus construtores.

Além da formação profissional dos educadores, é importante criar um ambiente seguro e convidativo para a aprendizagem. “Todos os alunos têm a capacidade de contribuir à maneira intelectual. Nossa obrigação é criar circunstâncias que facilitem esse processo”, comenta o educador argentino Carlos Cabana. O que ele, que é professor de uma escola pública dos Estados Unidos, tem construído no campo da aprendizagem da Matemática tem sido objeto de estudos em razão dos resultados significativos. Cabana esteve, em agosto, no Brasil trabalhando na formação de professores do Colégio Sidarta, que está adotando o ensino para equidade (EpE).

Nesta dinâmica, baseada em pesquisas da Universidade de Stanford, a sala da aula é vista como um sistema social de interações, favorecendo o trabalho em conjunto. Os grupos recebem uma folha impressa com o mesmo problema a ser resolvido e um enunciado com poucas informações para permitir múltiplas hipóteses. Nas paredes são afixados cartazes que orientam como proceder. “Graças aos princípios do EpE, é possível descrever todos os alunos em termos positivos: o que eles sabem fazer e quais características têm que são importantes para que possam aprender ou que facilitem sua aprendizagem”, explica Cabana.

Assim como ele, a pedagoga Esther Carvalho também defende a busca pela equidade. “Uma educação boa para todos, esse é um desafio muito grande”, ressalta Esther. E Cabana completa: “na escola, estamos acostumados a privilegiar uma definição de inteligência baseada na rapidez, na capacidade de lidar com abstrações, poder de memorização, saber vocabulário e ler bem. Mas isso é uma grande falha e impede que todos aprendam”, critica.

Sob essa perspectiva, perguntamos: a educação é para quem? Para todos ou apenas para quem merece ou sabe mais? “Todos os alunos desejam aprender. Mas é a escola, infelizmente, que comunica que eles são ou não capazes”, responde o educador argentino, que faz duras críticas à avaliação também. “Avaliação para quê? Para dividir capazes e incapazes? As avaliações ditam e determinam o currículo. Além disso, tira a oportunidade de responder ao que meus alunos precisam e também de usar minha criatividade. Para modificar isso, é preciso mudar as tarefas e o modo de ensinar em geral para que facilite o uso de várias formas de inteligência”, comenta.

A própria Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) elencou alguns pilares fundamentais nos quais a educação deve estar embasada: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e, finalmente, aprender a ser. “Esses pilares, propostos por Jacques Delors, trazem fundamentos de uma educação que prepara o jovem para o mundo contemporâneo de rápidas mudanças”, explica Esther.

Desde 2015, o Colégio Rio Branco, no qual ela é diretora-geral, é a única instituição do Brasil a integrar o Research Schools Projects International, oferecido por pesquisadores da Harvard Graduate School of Education. Há um tempo, o Colégio fez uma pesquisa na área da Matemática também, com duas abordagens: uma centrada no professor e outra no aluno. “Como resultado, descobrimos que a abordagem centrada no aluno é mais significativa em termos de aprendizagem e comprometimento”, comenta. No contexto escolar, o educador é o mediador entre o objeto do saber e o sujeito, para que este possa ser autor do seu próprio conhecimento! Uma aprendizagem eficiente, portanto, é construída sobre a base da crítica e da reflexão sobre o objeto do conhecimento.

Não podemos esquecer, também, que a aprendizagem é um processo fundamental da vida. Todo indivíduo aprende e, por meio da aprendizagem, desenvolve os comportamentos que o possibilitam viver. Por isso, para a psicóloga Lidia Arantagy, a escolar precisa transmitir valores como integridade, empatia, respeito e senso crítico. “Nós temos por objetivo criar cidadãos com todas essas qualidades”, faz questão de frisar. “Sabe qual é o principal recurso para conseguirmos instalar esses pilares nos nossos jovens? Exemplo. Não adianta fazer belíssimos sermões sobre integridade e passar no acostamento, porque todo mundo passa. Ou parar em fila dupla em frente à escola, porque todo mundo faz. A própria escola, se tiver preconceitos, já joga fora a empatia”, comenta. Logo, a aprendizagem não é somente o que acontece entre as paredes de uma sala de aula, mas em todo o ambiente em que aluno e educador estão inseridos.

Diante de todas essas considerações, conclui-se que o grande desafio da educação é proporcionar um ensino que contemple vivências para que os alunos superem seus limites, explorem e libertem sua criatividade, gastem energia de maneira produtiva e sejam vistos de maneira única no quadro de capacidades e atributos que suas múltiplas inteligências podem trazer. São esses tijolos que construirão a educação do futuro.


Avaliação para quê?

As avaliações não permitem que os alunos pensem juntos, já que, em muitos casos, elas são artificiais em vocabulário, conteúdo e formato. Soma-se a isso o fato de que o professor, em algumas situações, não sabe como utilizar os resultados e acaba por dividir os alunos da sua comunidade escolar.

A avaliação pode ser entendida como um importante canal de comunicação entre professor e aluno. Para o professor, norteia seu trabalho, possibilita que conheça melhor as dificuldades de seus alunos e como melhor transmitir o conhecimento. Para o aluno, além de conferir se o que compreendeu está de acordo com as expectativas do docente, a avaliação também possibilita que busque aprimorar seus métodos de estudo. Uma boa avaliação propõe desafio, levando os alunos a buscar patamares mais altos.

Marcos Lanner – Coordenador do ensino médio do Colégio Anglo Leonardo da Vinci

O “pensar juntos” ocorre o tempo todo: nos questionamentos, nas reflexões mediadas e na construção do conhecimento entre alunos e professores. As avaliações não são encaradas com temor e preocupações no Ensino Fundamental II. As crianças participam da correção, em um momento de refletir sobre os erros, esclarecer dúvidas, retomar conteúdos não aprendidos. Assim, elas podem buscar os recursos oferecidos para melhorar, como plantões de dúvidas, orientação educacional, exercícios extras etc. Além disso, a avalição não acontece só por meio de provas. Pesquisas, trabalhos em grupo, tarefas de casa e apresentações também contam nota. Ou seja, o aluno é avaliado por inteiro em seu processo de aprendizagem.

Régia Zerbinatti – Coordenadora do ensino fundamental II do Colégio Anglo Leonardo da Vinci


Professor-mediador

Todos os alunos têm capacidade de contribuir, à sua maneira intelectual, para cada atividade proposta. Como o professor, que nada mais é do que um mediador, pode atuar de maneira eficaz e produtiva para criar circunstâncias que facilitem esse processo?

Para mediar situações no ensino é necessário quebrar o paradigma de que o professor é o detentor do saber, despir-se do antigo papel e confiar na nova roupagem. Mediar é facilitar processos de aprendizagem, não basta responder, é preciso questionar e considerar as experiências que o aluno traz, além da escola.

O conhecimento descentralizado flui para um encontro mais democrático, afetivo e efetivo em que professor e aluno aprendem juntos. É necessário ter intenção e disponibilidade para instigar o aluno, provocar reflexões, despertar o desejo de aprender e fazer conexões, para a construção autônoma e crítica do conhecimento.

Pensar a dinâmica da sala de aula como um ambiente colaborativo sob a supervisão do professor, agora tutor, é fundamental. Falar menos, ouvir mais, responder menos, perguntar mais!

Conexão e colaboração são essenciais: aprendo com os pares, alunos e outras pessoas, dentro e fora da escola, conecto-me com o mundo e componho a rede de saberes sob uma perspectiva humana e globalizada. Cabe aqui um professor “problematizador”, em constante evolução e uma pergunta: como a escola pode criar circunstâncias para facilitar a formação e a atuação do professor-mediador?

Claudia Xavier – Diretora do Colégio Rio Branco – Unidade Granja Vianna


Evolução dos tempos

O que você pensa desta afirmação: “a escola está no século 19, o professor no século 20 e os alunos no século 21”.

A escola tradicional de hoje tem seus dias contados. As classes de carteiras enfileiradas pouco evoluíram desde o século 19. As aulas expositivas são desinteressantes, pouco interativas e pedem uma postura passiva do estudante. A rejeição desse modelo pela geração dos millennials é vista como indisciplina, mas os educadores começam a perceber nessa atitude apenas a inquietação de uma geração que nasceu familiarizada com dispositivos móveis e comunicação em tempo real. São exigentes, informados e com fome de agir.

A era digital derrubou simbolicamente as paredes da escola. É possível aprender a qualquer hora e em qualquer lugar. As novas tecnologias podem promover inclusão, eficiência e inovação. Mas é necessário capacitar o professor e transformá-lo em um gestor de aprendizagem. As plataformas digitais permitem ao professor direcionar a aprendizagem de forma individual, atendendo melhor o perfil de cada aluno. Armazenar avaliações e transformá-las em dados de aprendizagem ficou mais simples.

Marco Antonio Xavier – Diretor pedagógico do colégio Mario Schenberg


Metamorfose já

O educador português António Nóvoa diz que a escola não precisa de uma transformação, mas sim de uma metamorfose. Como a escola, tal qual a conhecemos, pode se reinventar e atender às necessidades deste mundo contemporâneo?

Quando o autor António Nóvoa fala sobre a metamorfose, fica claro que se refere à completa mudança que trará a essência do educador, enquanto formação intelectual e ética.

Ao falarmos em ética, concordamos que seja uma ação coletiva e exigente que contribua para a valorização do profissional e, consequentemente, do indivíduo. O fortalecimento do educador tem de eclodir de bases sólidas de formação, enriquecendo o conhecimento do docente no ambiente acadêmico e criativo.

O mundo está passando por grandes mudanças, sendo necessário que a educação encontre caminhos para desempenhar o seu papel na sociedade, a partir de reflexões que levem à prática e à conscientização de que a essência ética inicia o trabalho e a formação intelectual trará o conhecimento que levará às mudanças.

Ensinar não é uma tarefa fácil, pois exige a construção de uma pedagogia menos política, individualista e mais consciente, coerente, lógica, buscando a valorização e o apoio ao profissional para proteger a imagem pública da profissão “professor”.

Maria da Penha Romani e Nádia Romani – Colégio Raposo Tavares


Participação efetiva

A educação de um indivíduo está baseada numa parceria entre a instituição escola e a instituição família, trazendo uma experiência de participação efetiva democrática para dentro do ambiente escolar. Quais são as ações práticas para desenvolver, aplicar e ensinar a democracia?

Investigar a trajetória de Democracia e Educação na História do Ocidente apuraria nosso debate. A Democracia é uma criação grega, mais exatamente da racionalidade ateniense. Temos de alertar, no entanto, que a democracia clássica era excludente. Apesar disso, foi uma experiência que marcou para sempre o pensamento político do Ocidente.

Já escola, como entendida hoje, é um projeto da virada do século XVIII para o século XIX. Propagar os novos ideais da Revolução Francesa por intermédio da escola, para um grande número de pessoas, foi idealizado por Napoleão. Uma escola, portanto, subordinada ao Estado e aos interesses de uma classe, e não de todos. Mas que ajudou a França a edificar uma nação!

Considerações feitas, nos colocamos o desafio de democratizar a escola em parceria com a família. Discutimos possibilidades e incentivamos espaços participativos. Duo Via, por exemplo, é um espaço do Colégio Via Sapiens para reflexão entre a Escola e os Pais. Dialogar sobre valores é a marca desse projeto. Dividir dúvidas, compartilhar caminhos e disseminar bons exemplos tem entusiasmado os participantes. Por fim, ser movido pelo que acreditamos. Construir um ensino que, respeitando diferenças, iguale a todos na busca de oportunidades.

Sílvio Luiz

Diretor de Gestão do Colégio Via Sapiens


O compromisso de transformar

Todo o projeto educacional só fará sentido se promover uma reflexão crítica sobre os desafios que estão à luz da realidade do mundo contemporâneo. Qual seria o nosso compromisso de melhorar nossa realidade e nossa sociedade? Sua comunidade escolar está preparada para transformar sua sociedade?

O desafio da escola na sociedade atual é o de formar indivíduos criativos, que acompanhem a rapidez das mudanças, que saibam ir atrás dos novos conhecimentos e que saibam usar, também, a tecnologia para isso, que gostem de aprender, que saibam trabalhar em cooperação.

Na Escola da Vila, visamos à educação de alunos críticos, aptos a construir um projeto de futuro para si, com senso de comunidade e valorização do bem comum e, para isso, buscamos novas formas de organização do trabalho mais condizentes com as demandas atuais.

O aluno é o protagonista. As situações de aprendizagem são organizadas de forma a desafiá-lo a investigar, a levantar hipóteses, a organizar suas descobertas. Os alunos apresentam suas conclusões aos colegas e aprendem a convencer e a se deixar ser convencidos. Com isso, visamos que se aproximem do percurso real de construção de conhecimento e que construam recursos que lhes possibilitem transformar o conhecimento e o mundo.

Vania Marincek, diretora da Unidade Granja Viana – Escola da Vila


Respeito ao próximo

A empatia é a matéria-prima da solidariedade. Com base nesta afirmação, de que forma a escola provoca o respeito e a integração entre alunos, professores, pais e colaboradores?

O dicionário define “empatia” como a habilidade de se imaginar no lugar de outra pessoa, de compreender sentimentos, desejos, ideias e ações de alguém. Também pode ser qualquer ato de envolvimento emocional em relação a outrem e, por fim, a capacidade de interpretar padrões não verbais de comunicação.

Falar de empatia no espaço escolar é algo relativamente novo. Engloba uma série de posturas e atitudes que, muitas vezes, não são contempladas no currículo escolar, ainda tão voltado para o conteúdo acadêmico e com pouco espaço para o desenvolvimento de competências sociais.

Dessa forma, trazer a discussão da empatia para um lugar privilegiado de reflexão é tarefa complexa e necessária. É preciso que se crie um fórum permanente e aberto. A escola, como segundo núcleo social, deve promover esse diálogo com a mesma ousadia que escolhe educar crianças e adolescentes. Desenvolver a compreensão sobre o conceito de empatia e suas implicações é tão urgente e necessário quanto ensinar a ler e a escrever, pois a intolerância, em todos os sentidos, não pode avançar. A escola é o espaço que pode (e deve) assumir essa pauta por direito e dever!

Claudia Siqueira – Sidarta


Relação participação-aprendizado

O aluno que se sente incapaz perde o estímulo para novas investidas no aprendizado e deixa de participar das atividades. Como permitir que o aluno erre sem julgar sua capacidade?

Para mediar situações de erro na escola é necessário propiciar momentos didáticos constantes e sistemáticos de reflexões com metodologias de aprendizagem que suscitem a dúvida, a elaboração de hipóteses, a formulação de estratégias. Quando o aluno aprende a analisar seus erros, fazendo uso de seus esquemas cognitivos e afetivos, descobre que neles existe uma poderosa fonte de aprendizagem e superação.

Entendemos o erro numa relação dialética com o acerto. Sendo assim, uma premissa “correta” sobre o erro é a de que ele é tão inerente ao processo de aprendizagem quanto o acerto. Mas, enquanto o acerto nos traz a sensação de satisfação, o erro nos remete ao incômodo e à frustração. O aluno que se sente incapaz pode perder o estímulo para novas investidas no aprendizado e deixar de participar das atividades. No entanto, não existe uma relação direta entre erro e capacidade. Lidar com situações inesperadas e inadequadas faz parte de todo processo de assimilação de algo novo que precisa ser compreendido, criado e recriado.

Sonja Marques Rodrigues Antiqueira – Diretora do Colégio Madre Iva


A inteligência não tem uma forma

Partindo desse princípio, algumas crianças têm mais facilidade para desenvolver aptidões para determinadas tarefas em relação a outras. Como atingir um denominador comum sem segregar?

Inteligência é um processo cognitivo superior que demanda outros processos mentais, como memória, atenção, motivação e raciocínio. A definição está longe de ser única e consensual, mas podemos defini-la resumidamente como “a capacidade que o indivíduo tem de aprender e lidar com situações adversas para adaptar-se ao meio e ser bem-sucedido”.

Todo ser humano nasce com potencial e habilidades que podem ser desenvolvidas ou não, o que difere uma criança de outra são as oportunidades, o ambiente e a educação que recebe. Para a neurociência, os cérebros são anatomicamente iguais, mas criam redes e conexões diferentes de acordo com os estímulos. Além disso, características de personalidade e experiências pessoais impactam na forma de inteligência. Uma pessoa com muito conhecimento nem sempre é inteligente, assim como uma pessoa inteligente não tem, necessariamente, muito conhecimento.

Para não segregarmos o potencial e a inteligência de nossas crianças é fundamental que escolas e famílias estejam atentas e se preparem para estimular o uso dos recursos tecnológicos de forma positiva e saudável.

Aprender é construir significados. Ensinar é dar oportunidade igual a todos para esta construção.

Anahid Fernandes –diretora pedagógica da Janela para o Talento


Princípio básico

A integridade é um dos valores a ser transmitidos para um indivíduo ainda criança. Como a instituição escolar pode atuar, em parceria com a família, para lapidar esse princípio?

A palavra integridade vem do latim “Integritate”, que significa a qualidade ou o estado do que é íntegro ou completo. É sinônimo de honestidade, retidão e imparcialidade. Dentro deste contexto e norteados de significados, os valores e os princípios são uns dos pontos mais importantes para a formação da personalidade de uma criança, onde sua integridade está sendo transmitida ainda na primeira fase de sua vida, que terá resultados impactantes em sua vida adulta.

Diante das transformações sociais, econômicas, culturais pelas quais passa a sociedade, os educadores têm o desafio de pensar na escola como local de transformação pessoal e crescimento intelectual dos alunos. Estamos certos de que essa desafiadora, mas doce tarefa, torna-se mais efetiva quando escolas com o mesmo propósito se unem, em laços de parceria, para proporcionar às famílias uma educação norteada pela concepção cristã de mundo, tendo como fundamento os princípios bíblicos e os valores ético-morais universais.

Marcela Assis, diretora pedagógica da Villa Happy


A prática de inovar

Conhecer novas práticas não significa que o professor vá aplicá-las em sala de aula. Como a instituição escolar lida com a motivação de seu professor, estimulando-o à inovação?

A proposta é inovar a cada ano, capacitando educadores para atuar em diferentes contextos da dinâmica escolar.

Por meio das mídias sociais, os pais podem acompanhar as diferentes atividades que são realizadas no ambiente escolar, muitas transmitidas ao vivo, motivando alunos e professores a desenvolver atividades acima das expectativas, integrando ainda mais a relação escola e família e valorizando o desenvolvimento do aluno e o trabalho da equipe.

Semestralmente, formações na área técnica ou pedagógica são realizadas para manter a equipe atualizada e atenta às mudanças no meio educacional. O corpo docente é sempre convidado a compor grupos de formação, participar de ciclos de palestras e discutir novos desafios.

Com reuniões específicas, conseguimos traçar planos e metas a ser alcançadas para elevar o nível de ensino a cada ano e fortalecer o trabalho pedagógico. Toda a equipe conta com acesso a diferentes canais, que vão de orientações ao compartilhamento de informações e experiências que podem agregar no trabalho individual e coletivo, dentro e fora da sala de aula.

Anderson Fernando Lourenço Agostinho, professor de História do Colégio Talento


Público x Privado

Há 105 mil escolas que oferecem pré-escola no Brasil e atendem 5 milhões de alunos. Destes, 24,3% frequentam a rede privada. No Ensino Fundamental I, 18% dos alunos frequentam escolas privadas, o que colaborou para um crescimento de 34,9% dessa rede nos últimos oito anos. Já no Ensino Fundamental II, 14,8% dos alunos frequentam escolas privadas.


Caráter antes do conhecimento

Os primeiros anos da vida escolar de uma criança no Japão são dedicados ao desenvolvimento do respeito pelo próximo, compaixão e generosidade, bem como a introduzir os conceitos de certo e errado, justiça, autocontrole e determinação. Essas habilidades estabelecem o equilíbrio necessário para ter sucesso dentro da sala de aula e por todo o resto da vida do estudante.


Psicologia positiva

Nos últimos anos, o sistema de ensino de Singapura passou por uma reforma profunda. Uma das mudanças aplicadas foi o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais baseadas em recentes descobertas da psicologia positiva. Essas mudanças moldaram a forma como as matérias são ensinadas, além de estimular a positividade na vida das crianças.


Menor segregação

Separar as crianças com diferentes níveis de aprendizado é uma prática bastante comum ao redor do mundo, colocando-as em salas de aula distintas. Na Alemanha, no entanto, as escolas atuam de forma mais generalizada e compreensiva, permitindo que crianças de diferentes níveis possam aprender juntas, na mesma sala de aula. Isso diminui a segregação entre os estudantes e aumenta a flexibilidade em lidar com pessoas diferentes.


Reforma do Ensino Médio

Sancionada pelo presidente Michel Temer em fevereiro, a reforma depende da promulgação da nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que dará diretrizes para a implementação das mudanças. Se a nova BNCC entrar em vigor no começo de 2018, as instituições e os órgãos de ensino terão o ano seguinte para planejamento, com as modificações entrando em vigor a partir de 2020. A reforma propõe um currículo mais flexível e conectado com as aspirações dos jovens. Ao fim dos três anos, o aluno deverá ter tido 3.000 horas de aula, com, no máximo, 1.800 dedicadas à carga prevista no BNCC. Língua Portuguesa e Matemática serão obrigatórias, enquanto outras matérias, como Educação Física e Artística, Sociologia e Filosofia, precisarão ser ministradas em, pelo menos, uma das etapas de ensino. Para que a reforma tenha maior efetividade, foi necessário modificar algumas questões também na Educação Básica – entre elas, a obrigatoriedade do ensino de Inglês a partir da 6a série e de aulas de Educação Artística.


Evolução do conceito de Inteligência

Durante muito tempo, acreditou-se que a inteligência podia ser facilmente medida, determinada e comparada por meio de testes, como o famoso teste de QI. No entanto, com o tempo, notou-se que nem sempre as pessoas mais inteligentes e bem-sucedidas obtinham os melhores resultados. Isso porque, de acordo com o psicólogo Howard Gardner, há sete tipos de inteligência: Linguística, Lógica, Motora, Espacial, Musical, Interpessoal e Intrapessoal. Todas as pessoas têm um pouco de cada uma dentro de si; no entanto, desenvolve mais um tipo que acaba se sobrepondo aos outros. É chamada de Inteligência Clássica, a que aparece no teste de QI.


Porcentagem das pessoas em que cada tipo de inteligência predomina:

Inteligência Linguística: 29%

Inteligência Lógica: 29%

Inteligência Motora: 16%

Inteligência Espacial: 14%

Inteligência Musical: 6%

Inteligência Interpessoal: 4%

Inteligência Intrapessoal: 2%