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Tudo ao mesmo tempo em julho: férias, Copa do Mundo e início das campanhas eleitorais. É sobre este assunto que escreve Marcos Sá.

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Férias, Copa do Mundo e início das campanhas eleitorais, três fatos dos mais importantes para o brasileiro. Todos ao mesmo tempo agora, em julho de 2018. Você sabia que em pouquíssimos países do mundo o trabalhador tem direito a 30 dias de férias por ano, como no Brasil? Sem contar nossos juízes, deputados e senadores, que têm 90 dias, mais as famosas licenças remuneradas. Na maioria dos países desenvolvidos, os dias de férias anuais vão aumentando conforme o número de anos trabalhados, até o limite de 20 dias por ano. Mas quem não gosta de férias? O duro por aqui é que não sobra salário para aproveitar as férias. E é aqui que entra a Copa do Mundo. Não adianta os chatos de plantão falarem que o futebol desvia a atenção dos nossos problemas. Copa é Copa. E tomara que sejamos campeões. Melhora a nossa estima e anima o brasileiro. Ficar em casa de férias vendo todos os jogos passa a ser um programão para quem está com a grana curta. E quem não está? O país vive a maior e mais longa crise da sua história, bomba-relógio armada por Dilma, o zero à esquerda, nos seis anos do seu desgoverno e de sua equipe de incompetentes com iniciativa. Incompetentes com iniciativa são uma praga na sociedade. Além de destruírem a economia, nos deixaram de presente o seu vice, também eleito pelos que nela votaram e que se meteu nas mais nefastas confusões. E é aqui que entram as eleições. Temos visto pelo Brasil afora e redes sociais adentro, as mais diversas manifestações de protesto contra tudo. Aumento de tarifas, falta de segurança, Educação e Saúde em frangalhos, aumento de impostos e a maioria das reclamações são concentradas contra o Temer. O cara, de fato, é ruim, o zero à direita, cometeu os mesmos erros da velha política do conchavo, dos seus antecessores, é acusado de corrupção, e governa para se defender e se manter no cargo. Só pensa nisso. Mas nossos problemas têm origens muito mais complexas e passam por soluções complexas. Não basta elegermos um novo presidente e tudo se ajeitará. Óbvio que um presidente eleito com maioria tem apoio popular e mais força para mudanças, desde que não seja outro poste. Mas a solução passa por mudar o congresso, não reelegendo os deputados e senadores de sempre. Lutar para que os novos eleitos reduzam os benefícios do judiciário, do legislativo e do executivo. Acabar com as absurdas diferenças entre a previdência pública e privada. Reduzir o número de vereadores, deputados e senadores, enfim, acabar com o privilégio daqueles que deveriam defender nossos interesses, mas só pensam nos deles. As eleições de outubro vão eleger deputados estaduais, governadores, deputados federais, senadores e o presidente da República. Serão cinco votos por eleitor. Não vai ser fácil escolher nossos cinco preferidos. Mas se não os escolhermos bem, daqui um a ano estaremos discutindo os mesmos problemas de hoje. E ficaremos eternamente achando que o Brasil é o país do futuro. Futuro que nunca chegará, graças às nossas escolhas erradas. Os exemplos de más escolhas estão aí para quem quiser ver. O Rio, com seus Brizolas, Garotinhos, Garotinhas e Cabrais, e a Venezuela com seus Chaves de cadeia, Maduros e podres. Aproveitem as férias, curtam a Copa e comecem a pesquisar em quem votar. Só assim nossa vida mudará. Para melhor ou para pior. A escolha é nossa!

Por Marcos Sá, consultor de mídia impressa, com especialização em jornais, na Universidade de Stanford, Califórnia, EUA. Atualmente é diretor de Novos Negócios do Grupo RAC de Campinas

 


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