Cotia pode ter Central de Hemodiálise

Atualmente 273 pessoas da cidade são obrigadas a irem três vezes por semana para São Paulo para tratamento. Para que esta situação mude, Assembleia Legislativa precisa aprovar projeto de lei do deputado cotiano Márcio Camargo

0
1189
Imagem ilustrativa (divulgação)

A Assembleia Legislativa deve votar, após o recesso de julho, o Projeto de Lei 857/2016, de autoria do deputado Márcio Camargo, que autoriza o governo estadual a criar o Centro Especializado em Hemodiálise e Diálise Peritoneal, em Cotia.

A proposta já foi aprovada pelas comissões e está pronta para a Ordem do Dia – votação final em plenário, desde 30 de setembro do ano passado.

De acordo com o parlamentar, essa unidade de saúde pública, caso seja aprovada, oferecerá apoio psicológico e nutricional, além de assistente social para atender a comunidade de baixa renda ou que vive em situação de vulnerabilidade social. “O local terá por finalidade a abordagem e o tratamento multidisciplinar à saúde das pessoas com problemas renais”, completou.

Atualmente pacientes que precisam deste tipo de tratamento são transportes por carros da Secretaria de Saúde para centros de homodiálise em São Paulo, e são obrigados a acordar de madrugada e enfrentar horas de estrada semanalmente. Com a construção do centro de hemodiálise na cidade, a qualidade de vida destas pessoas deve melhorar.

“A rotina de pacientes em hemodiálise pode ser muito desgastante se considerarmos o tempo de deslocamento do paciente do domicílio ao centro de hemodiálise, em geral, três vezes por semana”, comentou o secretário de Saúde de Cotia doutor Magno Sauter.  Segundo o médico, atualmente 273 pessoas vivem esse rotina na cidade. “Ter um centro de hemodiálise no município será um ganho na qualidade de vida destes pacientes, permitindo uma rotina menos estressante, tanto para o paciente quanto para os familiares.”

Márcio Camargo afirmou que caberá à Secretaria de Estado da Saúde coordenar e orientar as diretrizes à implementação de uma política pública para o diagnóstico e o tratamento das pessoas atingidas pela doença.

“Também é importante ressaltar que o governo estadual poderá celebrar convênios com associações de saúde, hospitais ou Santas Casas para o cumprimento dos objetivos previstos neste Projeto de Lei”,  finalizou o parlamentar.

Doutor Magno Sauter explica que a doença renal crônica tem sido considerada um problema de saúde pública. A continuada perda da função renal pode levar muitos pacientes para a Doença Renal Crônica terminal que necessita de algum tipo de terapia renal substitutiva (hemodiálise).