Carapicuíba tem nova Residência Terapêutica

Segundo a coordenadora, a nova rotina será absorvida, respeitando o quadro clínico de cada morador

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Devido à Lei da reforma psiquiátrica, que determina a extinção progressiva dos manicômios no país, o Governo do Estado encaminhou para Carapicuíba dez pacientes com transtornos mentais, vindos de hospitais psiquiátricos de São Paulo. O objetivo é trazer autonomia e qualidade de vida a essas pessoas, sem a necessidade de viverem em hospitais.

Para acolher os pacientes, a Prefeitura alugou no último mês uma casa, localizada no bairro Jardim das Belezas, com três quartos, dois banheiros, sala, cozinha, dispensa e área de convivência social, que possui árvores frutíferas e espaço para horta. A nova Residência Terapêutica foi decorada e recebeu mobília e eletrodomésticos novos, além de roupas de cama, mesa e banho, tornando o ambiente adequado e aconchegante.

Os moradores contam com equipe multiprofissional composta por quatro enfermeiros, seis cuidadores, dois cozinheiros e dois auxiliares de serviços gerais, além da supervisão da coordenadora Francisca Soares, que explica a importância das Residências Terapêuticas para os pacientes. “Além de ter a autonomia e qualidade de vida que um hospital não oferece, aqui eles podem alcançar a liberdade para sonhar de novo, fazer planos e ter uma vida como cidadãos e não como pacientes”, explica.

Segundo a coordenadora, a nova rotina será absorvida, respeitando o quadro clínico de cada morador. Ela explica que, com o tempo, atividades de recreação, como exercícios físicos, música, bate-papo, jogos e passeios farão parte do cotidiano. Além de atividades domésticas moderadas, como retirar o lixo, abrir o portão para as visitas e recolher a roupa na lavanderia.

“Depois de anos vivendo em hospitais, aos poucos eles estão se lembrando de como é ter um lar, com amigos e novas experiências”, comemora a coordenadora Francisca.

Rede de Atenção Psicossocial

Para o atendimento de pessoas com transtornos psiquiátricos, Carapicuíba conta com ampla rede de atenção psicossocial. Ao todo, são duas Residências Terapêuticas, para pacientes encaminhados pelo Governo do Estado, e três Centros de Atenção Psicossocial (Caps), sendo o Infantil, para crianças de 2 a 17 anos; o Adulto e o álcool e Drogas, para pessoas a partir dos 18 anos. Vale ressaltar que no início da atual gestão, todos os Caps receberam reforma completa.