Escolas de francês

Onde estudar francês em Paris

françabrLogo que cheguei aqui, me matriculei na Aliança Francesa. Fiz essa escolha devido a praticidade que a escola proporciona ao admitir novos alunos semanalmente e pelo fato de nos deixar livre para escolher a duração do curso. Achei as aulas boas para os alunos que já tem uma base gramatical da língua e precisam praticar, pois eles investem em bastante conversação e menos teoria. Porém o motivo que me atraiu inicialmente foi justamente o que me decepcionou posteriormente. A cada semana entrava um aluno novo na sala atrapalhando o ritmo da aula pois geralmente e naturalmente eles se sentiam perdidos. A minha professora não me parecia uma tremenda conhecedora de francês, não sabendo explicar por diversas vezes o porque disso ou daquilo.O curso serviu para eu começar a entender o que as pessoas falavam e quando saí de lá, já me virava e falava timidamente porém eu sou super crítica comigo mesma e ainda não me sentia segura para sair por aí batendo papo.

Depois de gastar uma pequena fortuna nessa primeira escola, ouvi dizer que as subprefeituras ofereciam um curso gratuito e parle françaisdecidi experimentar. O processo foi simples : fui até a Marie do meu bairro, fiz um teste, paguei uns trocados (você paga se tiver condições mas a quantia é mínima) e estava inscrita. O inconveniente é que as aulas começam no final de setembro e vão até junho portanto se você quiser entrar em outra época é quase impossível. Na mesma sala havia três turmas de diferentes níveis, separadas por mesas grandes, e para cada mesa, um professor, por estarmos todos no mesmo ambiente sentia dificuldade de concentração pois volta e meia alguém elevava o tom da voz e atrapalhava a nossa compreensão. Os professores não eram necessariamente professores de profissão e sim senhoras/senhores que faziam o trabalho por beneficência Apesar de terem muita boa vontade, eles não tinham um método de ensino pré-definido o que dificultou o aprendizado. Muitos dos meus colegas eram pessoas mais velhas do que eu e estavam na França ha muitos e muitos anos.Aprenderam a língua ”na rua “ portanto tinham muitos vícios de linguagem e dificuldade de aprender.

Um curso que só vale a pena para quem realmente não pode pagar uma escola.

Eu estava com pressa pois dali a cinco meses prestaria o concurso para um mestrado e Auditorio Sorbonnemeu francês teria que estar tinindo.

Descobri que o curso de primavera da Sorbonne começaria dali a algumas semanas e duraria pouco menos de quatro meses. Achei que seria perfeito para mim. Corri para aquela belíssima faculdade e fiz a inscrição.

Eles chamam o curso de “civilização francesa” e ele consiste em aulas diárias de gramática, semana sim e semana não de aulas diárias de fonética e duas vezes por semana a tal da civilização que acontece duas vezes por semana.Para essa aula você pode optar ou por escolher um tema de seu interesse e assistir aulas ministradas através de palestra ou assistir aulas que vão mais a fundo na história da França, arte, arquitetura e um pouco de política.Eu, como prestaria para o mestrado em breve, optei por essa última opção para conhecer melhor a longa história desse país.

Comparando com os preços com a Aliança, apesar de não ser barato, achei que a Sorbonne tinha melhor custo-benefício. Depois de provas para conhecer o meu nível em gramática e Audit. Sorbonneconversação, as aulas finalmente começaram.

O curso de gramática foi impecável. Minha professora tinha um profundo conhecimento da língua, era didática, paciente, uma fofa e muito competente. Eu tinha muito prazer em ir para a escola e era a primeira da sala. Aprendi e muito. Saí de lá muito mais segura, falando bem e consciente das riquezas e dificuldades da língua.


Em relação a aula de fonética achei interessante pois você escuta sua própria voz através das gravações e percebe os seus erros de pronúncia.Mas depois de um tempo comecei a achar aquela aula meio boba.

Formatura Sorbonne

Formatura Sorbonne

O curso de civilização apesar de tratar de temas interessantíssimos me cansava pois o professor era um tanto quanto atrapalhado, levava para todas as aulas um PowerPoint que nunca funcionava e aí como não poderia fazer o que tinha programado, lia textos muito complexos com linguajar de séculos atrás que dificultavam a nossa compreensão e só me davam sono. Acho que foi falta de sorte com o professor.Ele era simpático coitado, mas eu não via a hora da aula acabar.

Minhas amigas que optaram pelas palestras não ficaram nem um pouco satisfeitas,sorbonne diziam que as aulas não acrescentavam. Então fica aqui um conselho : se você não for apaixonado por nenhum dos temas que eles abordam nas aulas ou palestras de civilização, opte por não fazê-lo. Inconvenientes : A aula de gramática era em um endereço e a de fonética e civilização em outro. Eu ia para a fonética, e na saída corria, pegava o metrô, chegava na aula de gramática sempre esbaforida pois começava 30 minutos após o final da primeira, e depois já saia correndo para voltar ao primeiro endereço para a aula de civilização.Erraram na logística do curso.Isso é fato. E esse ponto era desgastante.

Ao final de três meses e pouco fomos submetidos a uma mega prova de três horas no maior estilo vestibular.Milhares de pessoas e tensão no ar. E depois uma prova oral. Depois de aprovado,você tem direito a uma formatura em um lindo auditório, com diploma, toga, discursos e tudo mais. Até parecia que eu estava me tornando bacharel em francês devido ao clima do evento.

Eu me formando

Eu me formando

Na minha opinião a Sorbonne oferece o melhor curso, abrangente, sólido, com métodos de ensino bem específicos e professores de qualidade. Já para as pessoas que não falavam nada de francês ouvi muitas reclamações de sentirem falta de praticar a língua. Mas você também pode pedir aulas de reforço de conversação.É uma saída.

Agora cabe a você escolher o que te convém….