Inclusão uma questão de educação
Em termos gerais, podemos definir que Pessoa Portadora de Deficiência (PPD) ou Pessoa com Deficiência (PD) ou ainda Pessoa com Necessidades Especiais (PNE) é a que apresenta, em comparação com a maioria das pessoas, significativas diferenças físicas, sensoriais ou intelectuais, inatos e/ou adquiridos de caráter permanente e que acarretam dificuldades em sua interação com o meio físico e social. Uma pessoa que, dentre outros atributos e características, tem uma deficiência.
Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do “diferente”. Esse desconforto diminui com a convivência. Assim, quanto mais contato e convivência temos com pessoas com deficiência, maior é o exercício da inclusão.
Para uma sociedade inclusiva, um passo importantíssimo é a educação inclusiva, ou seja, a inclusão de portadores de necessidades especiais na rede comum de ensino em todos os seus graus.
A escola deve tornar-se um meio para qualquer aluno estudar, dando suporte e recursos para enfrentar desafios.
A base da educação inclusiva é considerar a deficiência de uma criança ou de um jovem como mais uma das muitas características diferentes que os alunos possam ter. E, sendo assim, respeitar essa diferença e encontrar formas adequadas para transmitir o conhecimento e avaliar o aproveitamento de cada aluno. O objetivo é fazer com que cada indivíduo atinja seu potencial máximo.
O papel da escola deve ser revisto, ele não deve ser limitado e baseado na transmissão de conhecimento e na individualização das tarefas de aprendizagem. E essencial que a instituição passe a se dedicar à formação de sujeitos éticos, políticos, justos, cooperativos, autônomos.
Para que isso ocorra é importante que a escola use estratégias de colaboração e cooperação entre os alunos, entre os professores e professor-aluno. A parceria com os pais e com a comunidade também deve fazer parte desse processo.
A escola deve propiciar aos professores da classe comum suporte técnico eficiente para auxiliá-lo nesse processo.
Processo esse que está apenas começando e que com certeza precisará de um trabalho árduo de sociabilidade, respeito e cidadania nos quais as escolas devem ser pioneiras.
Não existe uma fórmula pronta, as soluções devem ser pesquisadas e construídas a partir de experiências, de observações, de conversa com familiares, especialistas, e principalmente, com o próprio aluno com deficiência.
Andrea Siciliano é psicóloga, pós graduada em psicopedagogia (PUC). Atua nas áreas de Educação e Clínica com crianças e adolescentes.
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