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Vasos e plantas são os vilões da dengue no Estado


Na capital e Grande São Paulo o principal problema foi em relação às caixas d'água e reservatórios

Os pratos e vasos utilizados em plantas são os recipientes que mais concentram focos de dengue no Estado de São Paulo. É o que aponta estudo da Secretaria de Estado da Saúde com base em vistorias de 2,5 milhões de imóveis realizadas em 2007 pelos municípios paulistas e pela Sucen (Superintendência de Controle de Endemias), órgão da pasta.

Do total de larvas coletadas em todo o Estado que deram positivo para Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, 28,9% estavam em vasos, pratos ou outros tipos de recipientes associados a uma planta para ornamentação, como pingadeiras, por exemplo (veja dados regionais abaixo).

Na capital e Grande São Paulo o principal problema foi em relação às caixas d'água e reservatórios, responsáveis por 44,2% do total de recipientes positivos.

Materiais considerados inservíveis, como latas, frascos, plásticos e entulhos, responderam por 13,1% dos locais que deram positivo para o vetor da dengue no Estado, enquanto caixas d’água e reservatórios representaram 10,3% do total.

Os recipientes fixos dos imóveis, como calhas, lajes, ralos e fontes, representaram 8,9% dos locais considerados positivos para Aedes aegypti, e os pneus, 6%. Já os bebedouros de animais responderam por 5,5% do total, e os recipientes naturais, como bromélias e ocos de árvores, por 2,4%.

“É importante que os moradores estejam atentos aos potenciais criadouros do Aedes aegypti, evitando o acúmulo de água parada, que é o ambiente mais propício para a proliferação do mosquito transmissor da doença”, afirma o coordenador da Sucen, Affonso Viviani Júnior.

Ema novembro a Secretaria vai realizar um mutirão de varredura e limpeza em todo o Estado, em parceria com os municípios, para remover possíveis criadouros do mosquito em imóveis residenciais, cemitérios, depósitos, ferros-velhos e prédios comerciais. O trabalho marcará a Semana Estadual de Combate à Dengue, preparando o Estado para o período de calor e de chuvas.

De janeiro a setembro deste ano houve no Estado de São Paulo 7.125 casos de dengue autóctones (com transmissão local), o que representa uma queda de 92,1% em relação aos 90.286 casos da doença registrados no mesmo período de 2007.

 

 


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