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Após vacina, diarréia por rotavírus despenca 95% em SP


Balanço da Secretaria de Estado da Saúde aponta que o número de casos de diarréia causada por rotavírus despencou 94,7% no Estado de São Paulo na comparação entre 2005 e 2007. O principal motivo foi a introdução da vacina contra a doença no calendário básico do Sistema Único de Saúde (SUS), ocorrida em março de 2006.

Em 2005 quando a vacina ainda não estava disponível na rede pública, houve 3.144 ocorrências ligadas a surtos (dois ou mais casos num mesmo local em curto espaço de tempo) no Estado. Já em 2007 foram confirmados apenas 164 casos. Neste ano são apenas 3, registrados de janeiro a julho. Em 2006 haviam sido 2.084 casos.

O levantamento também revelou que, do total de amostras de fezes de casos suspeitos encaminhadas para análise no Instituto Adolfo Lutz, órgão da Secretaria, apenas 3,7% foram positivas para rotavírus neste ano, contra 10% em 2007, 16,2% em 2006 e 17,7% em 2005.

Em 2005 o número de casos de rotavírus representava 57% do total de ocorrências de diarréia ligadas a surtos. Esse percentual caiu para 48% em 2006, 7% em 2007 e apenas 1% de janeiro a julho deste ano.

“O início da vacinação gratuita de bebês há dois anos foi, sem dúvida, o principal fator para a redução dos casos de diarréia por rotavírus, evitando a disseminação da doença em todo o Estado”, afirma Maria Bernadete de Paula Eduardo, responsável pela Divisão de Doenças Transmitidas por Água e Alimentos do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria.

Para ficar imune à doença, as crianças precisam tomar duas doses da vacina. A primeira aos dois meses de idade (no máximo com três meses e 7 dias) e a segunda dose com cinco meses de idade (no máximo com cinco meses e 15 dias). É de extrema importância respeitar espaço de pelo menos um mês entre cada dose.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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