Monstrinhos invadem a cidade de Cotia

Jogadores de Pokemon Go desbravam a cidade para a captura dos pequenos bichinhos

2007
Foto: William Melo/Revista Circuito

Cotia foi invadida por pequenos monstros. Não, não é um ataque de Gremlins, bichinhos de um filme dos anos de 1980, dirigido por Steven Spielberg, e sim a Pokemon mania que já está atraindo crianças, adolescentes e até adultos de todas as idades.

“Ele parou o carro no acostamento da rodovia Raposo Tavares para capturarmos um Pokemon”, declarou um casal que procurava os monstrinhos na Praça de Alimentação do centro de compras The Square Open Mall.

Ok, admito, para fazer essa matéria tive que baixar o aplicativo da Play Store em meu celular e sair procurando Pokemons.

Mas vamos às definições: Pokémon Go é um jogo eletrônico free-to-play de realidade aumentada voltado para smartphones. Foi desenvolvido por uma colaboração entre a Niantic, Inc., a Nintendo e a The Pokémon Company para as plataformas iOS e Android.

O jogo utiliza dados do Google Maps para mapear o seu entorno e inserir os bichinhos por todos os lugares. Ou seja, o jogo espalha os Pokémons por sua cidade com a finalidade de que você se torne um caçador, e no ápice do embate, com a captura de várias espécies, torne-se um mestre.

Você começa o jogo empolgado, até perceber que por mais que tenha feito todos os esforços para se destacar, descobre que o jogo, que foi liberado ontem (03/08) no Brasil, já tem alguém, com muito mais tempo de sobra para brincar, que se tornou líder em sua região.

Em meu caso, o jogador (ou caçador) havia feito 2789 pontos, e tinha montado seu ginásio de treinamento e combate próximo à fonte do The Square Open Mall. Até que não são muitos pontos, mas para se destacar na brincadeira, é necessário tempo e disposição para sair pela cidade atrás de Pokémons.

Mas está aí um dos pontos positivos do app: ele mostra o que tem ao entorno das pessoas que por muitas vezes, pela correria do dia a dia, passa despercebido.

Um desses casos é a escultura de aço, do artista plástico Nino Ferraz, localizada no km 22,5 da rodovia Raposo Tavares, próximo à padaria Dona Deola.

Neste local (PokéStops) os participantes podem coletar pokebolas, artefatos esféricos utilizados para capturar os monstrinhos.

Outro ponto legal da brincadeira é você até pode nunca ter feito amigos bêbedo leite, mas fará amigos jogando o app.

“Estou aqui o dia todo no trabalho, e como tenho flexibilidade de tempo, termino capturando os Pokémons que esta entorno do quiosque e conhecendo pessoas que estão fazendo a mesma coisa aqui”, declara um dos caçadores que trabalha em um estabelecimento especializado em cervejas.

“Estou achando que esses montrinhos também gostam de cerveja, porque aqui está cheio deles”, afirma o gerente do estabelecimento.

Agora vai uma dica muito importante: divirtam-se pela cidade em sua captura, porém é necessário o máximo de cuidado no trânsito, pois você pode até capturar sua presa, mas ao dirigir com o celular em mãos, se arriscará cometer um acidente ou ainda levar uma multa pesada no bolso e alguns pontos na CNH.

Outro cuidado é com o risco de assaltos, quando procurar os monstrinhos em vias públicas. Já há relato que um jogador teve o celular roubado na noite de quarta-feira (03/08) enquanto tentava capturar Pokémons na Avenida Paulista, região central de São Paulo.