Startup tem projeto para curar doenças editando DNA

A técnica foi testada para combater células cancerígenas e até mesmo na criação de organismo imunes ao HIV, o vírus da Aids

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Uma startup chamada Editas Medicine quer começar a editar genes do corpo humano em 2017. O objetivo é erradicar e evitar doenças usando a técnica.

Os primeiros ensaios clínicos, que devem ser realizados dentro de dois anos, serão para tratar uma rara doença que causa cegueira, a Amaurose Congênita de Leber (ACL). O projeto foi anunciado pela CEO da Editas, Katrine Bosley, durante conferência em Massachusetts.

Com sede em Cambridge, Estados Unidos, a companhia foi fundada em 2013 por especialistas das áreas de biologia, genética e engenharia de proteínas. Entre os co-fundadores está Feng Zhang, do MIT (Massachusetts Institute of Technology). O físico e químico é detentor da patente da CRISPR, uma técnica de edição de DNA que promete causar uma revolução sobre o assunto.

A CRISPR foi desenvolvida há três anos, e permite “editar” genomas de uma maneira rápida, simples e barata. Ela poderá ser usada em DNA animal ou vegetal. Entre seus benefícios está o tratamento para doenças causadas por genes danificados, como os que causam a ACL.

A técnica também foi testada para combater células cancerígenas e até mesmo na criação de organismo imunes ao HIV, o vírus da Aids. Caso os testes ocorram, eles serão os primeiros realizados de fato em humanos.

Graças ao método de edição de genoma, definido pelo Fórum Econômico Mundial como “a capacidade de desligar genes causadores de doenças”, a Editas foi escolhida, neste ano, como uma das pioneiras em tecnologia pela entidade.

Por Giovanna Chagas