Games podem ser benéficos para a saúde

Segundo cientistas, o videogame pode influenciar positivamente no estado emocional, na vitalidade e o empenho dos jovens

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Considerado há muito tempo como vilão, o videogame evoluiu e mostrou que também pode ser extremamente positivo, tanto para crianças quanto adultos. Há diversas pesquisas recentes que comprovam a eficiência de alguns modelos, na vida das pessoas.

Cientistas descobriram que jogar videogame pode influenciar positivamente no estado emocional dos jovens, a vitalidade, o empenho, a competência e autoaceitação. Esse comportamento também está associado a uma maior autoestima, ao otimismo, à resiliência e a relacionamentos saudáveis e boas relações sociais.

Uma universidade da Califórnia descobriu que alguns jogos podem melhorar a capacidade de multitarefas em idosos. Treinar com frequência em um game de corrida faz com que o sistema cognitivo inteiro do cérebro fique mais ligado. Pessoas de mais idade não só conseguem fazer várias tarefas ao mesmo tempo, mas também aprimoram a memória e a atenção de longo prazo.

“Além da reabilitação motora, na melhora da memória, da atenção e da concentração, o videogame facilita, também, no aprendizado, pois envolve motivação e competição”, diz o médico clínico Mauro J. Lopes.

Existem, ainda, games que permitem que as pessoas dancem ou façam exercícios físicos – nesse caso, a atividade proposta pelo jogo faz com que os indivíduos mexam todo o corpo e gastem calorias de uma maneira divertida.

“Os jogos de antigamente desenvolviam apenas os membros superiores, mas como agora o videogame já exige movimentos do corpo todo, desenvolve também coordenação geral, ajudando no reflexo e, até mesmo, no equilíbrio”, explica Dr. Mauro.

O senso comum, porém, de que jogar videogames nos torna socialmente isolados, agressivos e/ou preguiçosos, não corresponde à realidade, de acordo com os estudos.

“Nunca acreditei que o videogame fizesse mal à saúde, pois ele ajuda você a raciocinar e reagir melhor a dadas situações do cotidiano quando tem contato com os jogos”, afirma o publicitário Ricardo Gomes, que costuma jogar durante três horas por dia.

“Se os games certos forem jogados no tempo correto, o ser humano pode desenvolver habilidades específicas e até utilizar alguns como parte do tratamento contra certas doenças”, esclarece Mauro Lopes.

Por outro lado, passar muito tempo jogando, assim como abusar de tecnologias em geral, não é bom para a saúde mental e física das pessoas. Uma pesquisa mostrou que esse mau hábito está associado a efeitos negativos como ansiedade, insônia e sedentarismo.

“Dosar o tempo é muito importante. A recomendação, para evitar que esta prática vire um vício, é jogar, por até, duas horas por dia, mais do que isso, pode haver complicações, tanto na vista quanto na postura”, aconselha o especialista.

Por Giovanna Chagas