Bolsa que carrega celular vence hackaton de wearables

O Hackathon WeAr + C&A promove a criação de roupas e acessórios conectados e aconteceu neste final de semana no IED do RJ.

2311
Bolsa que carrega o celular sem fio e por energia solar, vence o Hackathon WeAr + C&A (Foto: Marina Benzaquem Modelo: School Models)
Uma camisola para grávida que capta os batimentos cardíacos do bebê, uma camiseta bot responde perguntas das crianças através da inteligência artifical Watson da IBM, uma pochete inteligente carrega o celular através da captação de energia solar, um top, desenvolvido por um grupo de engenheiros e estilistas da Colômbia, memoriza os passos de dança. Estes são alguns dos wearables prototipados neste final de semana por 40 maratonistas de tecnologia e moda selecionados entre 200 inscritos. Eles passaram dois dias reunidos no segundo Hackathon WeAr + C&A, no IED do Rio de Janeiro.
Em 30 horas eles cumpriram o desafio de desenvolver roupas e acessórios funcionais que supram a necessidade dos consumidores conectados, atendendo a ambos os sexos. Os maratonistas, divididos em 7 grupos de 5 integrantes, tiveram à sua disposição, ferramentas e equipamentos para a confecção digital dos wearables como a impressora de tecido da Epson. Além de auxilio de mentores especializados como Dudu Bertholini (moda) e Luciano Alakija (tecnologia).
“A ideia deste hackathon é promover a entrada da moda na era digital. Criar produtos em sintonia com o mundo atual” diz criadora do festival WeAr, Alexandra Farah, que tem o Hackathon como uma de suas atividades. “Foi impressionante ver como a qualidade dos protótipos criados este ano foi muito superior aos do ano passado, nosso primeiro Hackathon”.
“Hackathon é uma oportunidade de conhecer talentos que tem ideias para criar produtos realmente novos e conectados que solucionem questões do dia a dia dos mais de 1 milhão de consumidores que entram todos os dias nas nossas lojas”, diz Paulo Corrêa, presidente da C&A.
A maratona começou na manhã de sábado e, no domingo à tarde, os times vencedores foram escolhidos por uma banca de jurados, incluindo nomes como Yamê Reis, Muti Randolph e André Carvalhal. Os três times vencedores receberam um troféu impresso 3D e prêmios. Os jurados analisaram os wearables criados levando em conta critérios como funcionalidade, design, capacidade de atender ambos os sexos e viabilidade de produção em larga escala. O vencedor do 1º lugar, criado pelo grupo Condutivas de Ana Carolina da Hora, Alexia Honzak, Christine Engelberg, Fernanda Road e Sofia Affonseca, é uma bolsa de praia que captar energia solar e carregar o celular automaticamente por indução, sem necessidade de fios. O grupo Seven, ficou com o 2º lugar com a Cycle Jacket. Projetada para ciclistas e corredores, transmite por leds sinalizadores aumentando a segurança ao chamar atenção dos veículos. E em 3º lugar ficou o protótipo Sound Jacket, do grupo de mesmo nome, criou uma jaqueta que controla o celular por comando de voz.
Agência Lema
www.agencialema.com