Revolução Constitucionalista de 1932 completa 86 anos

O estopim do movimento foi o desaparecimento de quatro estudantes, em uma tentativa de invasão da sede de um jornal favorável ao regime varguista

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(Reprodução)

Esta segunda (9), feriado no estado de São Paulo, marca os 86 anos da Revolução Constitucionalista de 1932, movimento armado em que o Estado, sem aliados, entrou em guerra contra o resto do país. O objetivo era derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas e promulgar uma nova Constituição para o Brasil. Quando assumiu, Vargas nomeou interventores nos Estados. Os paulistas não aceitaram um interventor de fora e se rebelaram contra os novos rumos da política brasileira.

O estopim do movimento foi o desaparecimento de quatro estudantes, em uma tentativa de invasão da sede de um jornal favorável ao regime varguista. A morte dos jovens Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade se transformou no símbolo do movimento e formam o acrônimo M.M.D.C., que remete às iniciais dos nomes dos estudantes.

Um dos monumentos mais emblemáticos de São Paulo faz referência à Revolução de 9 de julho de 1932. Trata-se do Obelisco do Ibirapuera, oficialmente chamado Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32. Lá estão sepultados os corpos dos mortos durante o movimento paulista.

O conflito durou meses e foi encerrado quando assinada a rendição que pôs fim à Revolução. Os principais líderes da revolta tiveram os seus direitos políticos cassados e foram deportados para a Europa.

A mobilização partiu de grupos políticos ligados à cafeicultura do Estado, depois da derrubada do governo de Washington Luís, em 1930.

Palácio 9 de julho

Há 50 anos, a sede da Assembleia Legislativa paulista foi batizada de Palácio 9 de Julho. O prédio foi inaugurado em 25 de janeiro de 1968, durante a celebração do 414º aniversário da capital. Esta é a quarta sede Legislativa do Estado, que desde sua fundação, em 1835, passou pelo Colégio dos Jesuítas (Palácio do Governo), no atual Pátio do Colégio, pelo “Casarão do João Mendes”, onde hoje é a praça João Mendes, e pelo Palácio das Indústrias, no parque Dom Pedro II.

O prédio possui 36 mil metros quadrados. Para sua construção foram necessários cinco anos, seis meses e vinte três dias de trabalho além da força de mil operários.

A construção em seu formato retangular, coberta por um granito cinza e mármore branco, segue a arquitetura da escola modernista, influenciada por Oscar Niemeyer, os arquitetos responsáveis por seu desenho foram Adolfo Rúbio Moraes e Fábio Kok de Sá Moreira.