Tóquio se constrói na nossa imaginação como a cidade das tecnologias, modernidade e novidades futurísticas em qualquer âmbito a ser abordado, e de fato, conta com muitos traços de tudo isso, mas a dose de tradição no dia-a-dia japonês é grande. A começar pelo ritual matinal dos muitos que passam nos templos para agradecer e fazer suas preces antes de começarem suas rotinas caóticas nos prédios que parecem do ano 3018, intercalados por parques (ou jardins, como eles chamam) milimetricamente podados e cuidados, e construções milenares, normalmente de propósito religioso.

E na hora de se produzirem é nítido que se baseiam no mesmo contraste, moderno X tradicional. Com certeza o lugar mais fashion das mais de 200 cidades que já visitei, Tóquio surpreende nos looks desde o momento que se pisa no aeroporto. Últimos lançamentos de marcas globais são vistos com frequência em qualquer estação de metrô, e não é incomum ver saias longas com tênis de esporte, cabelos coloridos e brincadeiras boas de ton sur ton, ou estampas em estampas; mas não se engane, decotes são quase inexistentes, cabelos bagunçados chocam facilmente, meia-calça cor da pele é padrão e as maquiagens estão sempre perfeitamente em dia. De novo o moderno é cool, mas sem sair muito do “certinho”.

Como já era de se esperar, a relação com o consumidor nos estabelecimentos é igualmente formal, apesar do botão para chamar o garçon, dos pedidos em máquina, dos pagamentos com google pay e dos restaurantes em que se come em pé para não demorar muito, a maneira que tratam o cliente é sempre reverenciativa, com termos de extremo respeito e invariavelmente acompanhadas de inúmeras “inclinadinhas de cabeça”, que fazem para tudo, aliás.

É lindo de ver dois extremos coexistindo de modo nem um pouco conflitante na multidão de Tóquio, e viver o melhor de dois drives do turismo: a cultura tradicional e as tecnologias. Ter infinitos estímulos de led em um só quarteirão e se arrepiar oferecendo um incenso em um dos muitos templos que tiram o fôlego.

Tóquio, conhecida como a cidade aquática, para mim se configura melhor como a cidade dos extremos. Do melhor dos extremos.

 

 

 

 

 


Foi aos 16 anos que a jovem Layla Foz saiu da Granja Viana para ganhar, não só o mundo, mas seguidores nas redes sociais. Essa leonina, granjeira da gema, cresceu e apareceu. Começou com o blog “Aos Olhos de Quem Vê” e hoje mantém um canal sobre lifestyle no Instagram, com 138 mil seguidores. Isso sem falar no site CallMeLayla, em que comercializa produtos de moda com pegada sustentável. Mora no Havaí, viaja pelos quatro cantos do mundo e influencia por onde passa.