Barueri se destaca em investimento na Saúde na região

De acordo com a análise do Conselho Federal de Medicina (CFM), referente ao ano de 2017, a cidade aplicou R$ 2,3 mil por habitante, sendo o 4º município que mais investiu na área entre todos do país. Entre as cidades da região oeste, Cotia ficou na 6ª posição, aplicando para cada morador a quantia de R$410,00

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A cidade de Barueri foi a que mais investiu na Saúde entre os municípios da região oeste. De acordo com a análise do Conselho Federal de Medicina (CFM), referente ao ano de 2017, a cidade aplicou R$ 2,3 mil por habitante, sendo o 4º município que mais investiu na área entre todos do país.

O estudo teve como base as chamadas Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS), declaradas no Sistema de Informações sobre os Orçamentos Públicos em Saúde (Siops), do Ministério da Saúde.

Segundo o levantamento, os municípios da região que menos aplicaram na área foram Carapicuíba, com R$182 por cada morador, e Jandira, que gastou R$227. Eles estão na lista dos 2.800 municípios brasileiros que gastaram menos de R$ 403 na saúde de cada habitante.

Entre as nove cidades da região oeste, Cotia ficou na sexta posição, com o investimento de R$410 por munícipe. Já Santana de Parnaíba ficou em 2º, investindo R$1,4 mil.

Osasco aparece em 3º lugar na pesquisa entre os municípios vizinhos. No ano de 2017, a cidade gastou R$683 para cada morador. Na sequência vem Pirapora do Bom Jesus (R$521,00) e Itapevi (R$506,00), ficando, respectivamente, na 4ª e 5ª posição.

O levantamento explica que os municípios menos populosos arcam proporcionalmente com uma despesa per capita maior. Em 2017, nas cidades com menos de cinco mil habitantes, as prefeituras gastaram, em média, R$ 779,00 na saúde de cada cidadão – quase o dobro da média nacional identificada.

Ainda de acordo com o estudo, os municípios das regiões Sul e Sudeste foram os que apresentaram uma maior participação no financiamento do gasto público em saúde, isso porque possuem a maior capacidade de arrecadação.

Ranking nacional

Entre os mais altos valores per capita naquele em 2017, estão os das duas menores cidades do país. Com apenas 839 habitantes, Borá (SP) lidera o ranking municipal, tendo aplicado R$ 2,9 mil para cada habitante.

Em segundo lugar, aparece Serra da Saudade (MG), cujas despesas em ações e serviços de saúde alcançaram R$ 2,7 mil por pessoa.

Na outra ponta, entre os que tiveram menor desempenho na aplicação de recursos, estão três cidades de médio e grande porte. Todas elas estão situadas no estado do Pará: Cametá (R$ 67,54), Bragança (R$ 71,21) e Ananindeua (R$ 76,83).

Entre as capitais, Campo Grande (MS) assume a primeira posição, com gasto anual de R$ 686 por habitante. Em segundo e terceiro lugares aparecem São Paulo (SP) e Teresina (PI), onde a gestão local desembolsou, respectivamente, R$ 656 e R$ 590 por habitante em 2017.

Em desvantagem, estão situadas Macapá (AP), com R$ 156; Rio Branco (AC), com R$ 214; além de Salvador (BA) e Belém (PA), onde os valores ficaram próximos de R$ 245 por pessoa.

Por José Rossi Neto