Pontos-problema da Raposo Tavares

Do Km 24 ao Mercado Municipal de Cotia, a Circuito identificou, ao menos, seis pontos de ônibus, nos dois sentidos, que são considerados os mais críticos do trecho. Polícia Rodoviária e DER analisam possíveis alterações para a melhoria desses pontos

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Foto: José Rossi Neto

Alguns pontos de ônibus, localizados na Rodovia Raposo Tavares, têm causado alguns problemas para motoristas que utilizam a rodovia diariamente. A Circuito identificou, ao menos, seis paradas, nos dois sentidos, que são consideradas as mais críticas do trecho.

Nossa reportagem foi do Km 24 ao Mercado Municipal de Cotia, nesta semana, para conferir de perto a situação. Os principais problemas identificados são em relação à falta de baias de recuo e o acúmulo de ônibus e lotações que ficam parados, muitas vezes, por mais de três minutos aguardando os passageiros subirem.

Motoristas e motociclistas ficam vulneráveis a possíveis acidentes, já que, além de os pontos estarem em locais indevidos, nem todos os motoristas do transporte público respeitam as leis de trânsito.

Além do Km 24 e do Mercado Municipal, a reportagem também foi até os pontos do Km 25 (nos dois sentidos), do Km 29 (ao lado da empresa Gerdau, sentido interior) e no Km 32 (ao lado da passarela que dá acesso ao Extra de Cotia).

No ponto do Mercado Municipal, localizado na rua da Marinha, a Circuito flagrou alguns micro-ônibus não sinalizando para fazer a parada. Motoristas que vinham logo atrás eram obrigados a ‘adivinharem’ que os veículos iriam parar. Conforme os transportes públicos iam parando para pegar os passageiros, com a demora, uma enorme fila foi se formando, causando transtorno e congestionamento na via, que não possui recuo para os veículos coletivos pararem.

Um pouco mais a frente, ainda no sentido São Paulo, o ponto de ônibus em frente a passarela que dá acesso ao Extra Cotia também traz problemas aos motoristas. Sem faixa de recuo, os veículos ficam parados e os motoristas obrigados, mais uma vez, a esperarem os passageiros subir.

A reportagem foi, na sequência, ao ponto de ônibus do Km 29, ao lado da empresa Gerdau, considerada a parada mais perigosa da região pelo presidente da Cooperstars – cooperativa responsável pelo transporte alternativo em Cotia -, Wellington dos Santos, o Leto.

“Esse ponto é complicado, pois não tem baia de acesso. Se não tomar cuidado, pode acabar causando um acidente. É complicado tanto para quem sai ali para pegar a Raposo, quanto para quem tem que sair do ponto para poder mudar de faixa”, comentou.

A mesma opinião é compartilhada pelo Tenente da Polícia Rodoviária, Willer Cintra Pontes, que acrescenta que o ponto de parada do Km 29 será mudado de local. Segundo ele, já existe um acordo prévio entre a Prefeitura de Cotia e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) para que o ponto possa ser colocado mais abaixo de onde se encontra.

“Ali gera muito congestionamento no final da tarde e vai ser mudado. Já existe um espaço pronto e estava tudo programado para levar para baixo, não sei porque deixaram o ponto para cima. A gente intermediou uma reunião entre o DER e a prefeitura para que a mudança fosse feita”, explicou.

O DER confirmou a informação de Pontes, dizendo que engenheiros do departamento e da Prefeitura de Cotia analisam a realocação do ponto e remodelação da parada.

Km 25 e Km 24

O ponto de ônibus do Km 25 da rodovia Raposo Tavares, sentido São Paulo, também complica a vida de quem passa por lá. Ao sair da Avenida das Acácias para pegar a Raposo, quando o motorista encontra em sua frente mais de um ônibus parado, é obrigado a esperá-lo sair. O transtorno é causado, justamente, pela quantidade de ônibus e lotações que ali param para pegar os passageiros, bloqueando, dessa forma, o acesso à rodovia.

Já próximo ao McDonald’s do Km 24, o problema maior é em horário de pico. Grande quantidade de ônibus e lotações fica aglomerada no local, complicando a vida dos motoristas. Mesmo fora do horário de pico, a reportagem flagrou alguns ônibus parando fora da faixa de recuo, ocupando uma das faixas da Raposo. Um ônibus chegou, inclusive, a ficar parado por mais de 3 minutos.

O Tenente Pontes afirmou que já conversou com a prefeitura sobre esse ponto, mas salientou que não há muito o que fazer. “Quando eu conversei com a prefeitura, eles falaram que iriam acertar a questão de horário para que não ficasse esse acúmulo. No entanto, no horário de pico, não tem como e tem que mandar dois, três [ônibus] e, às vezes, eles chegam no mesmo horário naquele ponto”, disse.

O DER informou à Circuito que está analisando a adequação do ponto, acrescentando que o recuo para embarque e desembarque, comporta entre três e quatro veículos.

A reportagem também entrou em contato com a Secretaria de Transportes e Trânsito de Cotia (Settrans), por meio da assessoria de imprensa da prefeitura, e foi informada que os pontos citados são de responsabilidade do DER e do Governo Estadual. Em nota, disse ainda que a Settrans desconhece reuniões recentes para tratar do assunto.

Confira no vídeo abaixo dois flagrantes de nossa reportagem

Reportagem da Circuito flagrou dois momentos: o primeiro, no ponto de Ônibus do Km 24 (ao lado do McDonald’s da Granja Viana). Um ônibus fica por mais de 4 minutos parado, esperando os passageiros subirem. Nesse tempo de espera, outros veículos ficam atrás, aguardando a saída do ônibus do ponto.

Nosso segundo flagrante foi no ponto de ônibus do Km 32 (ao lado da passarela que dá acesso ao Extra Cotia). Como não há baia de recuo, os transportes públicos são obrigados a ocuparem uma das faixas da pista para esperar os passageiros. Motoristas são obrigados a desviarem dos veículos, arriscando-se para pegar a faixa lateral.

Por José Rossi Neto