Sabesp tem 60 dias para entregar planos de segurança das barragens de Cotia

Cronograma em relação à segurança das barragens da Represa Pedro Beicht e da Cachoeira da Graça deverá ser entregue ao Departamento de Águas e Energia (DAEE). O órgão fiscalizador adiantou, no entanto, que as barragens de Cotia possuem um sistema de controle da vazão, que monitora o nível de água armazenada, reduzindo, dessa forma, os riscos de extravasamento

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A Sabesp realizou uma inspeção nas barragens da Represa Pedro Beicht e da Cachoeira da Graça, em Cotia, para saber se haveria riscos de rompimento delas. Agora, a companhia tem até 60 dias para enviar ao Departamento de Águas e Energia (DAEE) um Plano de Segurança para avaliar o que poderá ser feito nos locais para evitar possíveis rompimentos.

A inspeção foi realizada após a queda da barragem 1 da Mina do Feijão, em Brumadinho (MG), que resultou em centenas de mortes. Em todo o país, são 815 barragens que têm alto potencial de risco, segundo a Agência Nacional das Águas (ANA). As barragens de Cotia não estão nessa lista.

O DAEE esclareceu que isso se deve ao fato de os reservatórios de Cotia possuírem um sistema de controle da vazão, que monitora o nível de água armazenada, reduzindo, dessa forma, os riscos de extravasamento.

As barragens da Represa Pedro Beicht e da Cachoeira da Graça estão cadastradas no SNISB (Sistema Nacional de Informação de Segurança de Barragens). Ambas estão na Reserva do Morro Grande, situadas nas bacias inferiores e superiores do Rio Cotia.

Sobre a barragem Pirapora

Apesar de ter sido listada como uma das barragens com risco de rompimento no país, no último relatório da Agência Nacional das Águas (ANA), a barragem Pirapora, localizada na cidade de Pirapora do Bom Jesus, não apresenta riscos estruturais e opera com licença regular, de acordo com a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), responsável pelo empreendimento.

“A estrutura tem plano de segurança, com manutenções, inspeção regular de segurança, leitura de instrumentação e análise dos dados”, esclareceu a empresa em nota.

No relatório da ANA, a barragem possuía médio risco de rompimento, com alto potencial de dano causador. Além dessa barragem, o município conta também com a estrutura de Rasgão, que tem baixo risco de romper e outra barragem sem nível de classificação definido.

 

 Por José Rossi Neto