Etec de Osasco leva projeto sobre lixo eletrônico a feira na USP

Professor da Escola Técnica Estadual Dr. Celso Giglio conduz oficina de reciclagem de componentes de computadores na mostra paralela à Febrace.

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A Escola Técnica Estadual (Etec) Dr. Celso Giglio, de Osasco, levou à 3ª Feira de Invenção e Criatividade (FIC) um projeto de reaproveitamento de lixo eletrônico. A mostra faz parte da 17ª edição da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), que ocorre até 21 de março, no prédio do Inova USP, na Cidade Universitária, na Capital. Ao todo, 20 projetos de unidades do Centro Paula Souza (CPS) serão expostos na Febrace neste ano.

O trabalho é liderado pelo professor Luiz Cezar Pena e tem como mote mostrar aos visitantes como é possível transformar o que seria descartado em material educativo. O projeto Criando Jogos Educativos com Lixo Eletrônico será apresentado em formato de workshop. O público aprenderá como utilizar componentes de computadores, como teclados, mouses e placas, para criar brincadeiras como jogo de damas, resta um e palavras cruzadas.

“Hoje temos um mundo digitalmente dependente do uso de aparelhos eletrônicos e sua utilização só tende a crescer. Portanto, existe a necessidade urgente de uma gestão adequada do lixo eletrônico, tanto por parte do setor público, como do privado”, analisa Pena. Para os participantes, uma oficina de montagem dos brinquedos também mostrará como os jogos podem ser utilizados na alfabetização de jovens e adultos e até mesmo como fonte de renda.

Dados sobre o tema também serão exibidos na mostra, a exemplo de indicadores brasileiros que apontam o Brasil como o sétimo maior produtor de lixo eletrônico do planeta, com 1,5 milhão de toneladas descartadas por ano, segundo estudo da Organização das Nações Unidas (ONU). “Acredito no poder da educação, por meio de projetos interdisciplinares, para uma mudança drástica de comportamento. Nossos alunos já estão contribuindo para isso e com certeza serão os profissionais e cidadãos diferenciados que o mercado tanto procura, com consciência sobre a sustentabilidade”, completa o docente.

O workshop foi apresentado na edição do ano passado da FIC e também em uma escola da rede estadual.