Osasco e Carapicuíba batem recorde em casos de dengue na região

Ambos registraram 22 casos nos dois primeiros meses do ano. Os municípios que tiveram menos registros da doença foram Itapevi e Jandira, com um caso cada. Já Cotia e Barueri tiveram quatro casos cada um e Santana de Parnaíba três

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Foto: Vagner Santos

Entre os municípios da Região Oeste, Osasco e Carapicuíba foram os que mais registraram casos de dengue nos dois primeiros meses do ano. Osasco teve 12 casos confirmados, enquanto que Carapicuíba teve dez. Os dados são do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual da Saúde.

Os municípios que tiveram menos registros da doença foram Itapevi e Jandira, com um caso cada. Já Cotia e Barueri tiveram quatro casos e Santana de Parnaíba três.

Há duas semanas, a Circuito publicou uma matéria (veja aqui) sobre um residencial na divisa de Cotia e Carapicuíba que chegou a registrar oito casos de dengue.

A informação foi obtida pela reportagem através de alguns moradores que contaram que receberam em suas casas um comunicado alertando para os casos. A administração do local confirmou a informação, mas não quis dar mais detalhes. Por outro lado, tanto a Prefeitura de Cotia quanto a Prefeitura de Carapicuíba, negaram o ocorrido.

Focos de dengue também foram encontrados no telhado de uma escola municipal de Cotia, há uma semana (veja aqui).  A Prefeitura garantiu que foram dadas as devidas orientações para eliminação do problema. Disse ainda que a Secretaria de Educação foi informada do ocorrido para que oriente os funcionários do local para que este tipo de situação não volte mais a acontecer.

De acordo com a Vigilância Epidemiológica, em todo o estado de São Paulo, este ano, já foram confirmados mais de 40 mil casos de dengue e 29 mortes devido à infecção. Conforme diretriz do SUS (Sistema Único de Saúde), o trabalho de campo para combate ao mosquito Aedes aegypti compete primordialmente aos municípios.

Orientações

Por isso, é importante relembrar as dicas para evitar que as casas e apartamentos se transformem em criadouros:

– Coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira sempre fechada;

– Folhas e tudo o que possa impedir a água de correr pelas calhas também precisam ser removidos;

– Encha os pratos dos vasos de plantas com areia até a borda;

– Troque a água e lave o vaso das plantas aquáticas com escova, água e sabão pelo menos uma vez por semana;

– Garrafas e recipientes que acumulam água devem ser sempre virados para baixo;

– Caixas d’água também devem permanecer fechadas e todos os objetos que acumulam água, como embalagens usadas, devem ser jogados no lixo.

Por José Rossi Neto