Alunos da Fatec Cotia se mobilizam para criar projeto social em bairro carente da cidade

Chamado de ‘Cantinho da Leitura’, o projeto consiste na revitalização do prédio, que pertence a Associação Amigos de Bairro, criando uma biblioteca infanto-juvenil e desenvolvendo outras atividades. Para ser concretizado, o projeto necessita agora de doações financeiras e apoio de voluntários

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Foto: Reprodução

Um grupo de alunos da Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Cotia criou um projeto educacional em prol da comunidade do Jardim Nova Cotia, bairro carente do município. Chamada de ‘Cantinho da Leitura’, a ideia consiste na revitalização do espaço, que pertence a Associação Amigos de Bairro, criando uma biblioteca infanto-juvenil e desenvolvendo outros projetos.

O objetivo, segundo os organizadores, é fazer com que o ambiente se torne acolhedor e atrativo para as crianças da região, estimulando a busca pela leitura e o aprendizado. Para ser concretizado, o projeto necessita agora de doações financeiras.

“Estamos contando com o apoio de amigos, empresas e voluntários para execução de manutenção predial, reforma e organização do espaço”, diz o grupo, que pede também doações de materiais escolares, além de lâmpadas e pallets para a montagem de estantes dos livros.

HISTÓRIA

A preocupação com a inclusão sociocultural dos jovens e das crianças do bairro já é antiga. Em 1999, nasceu a Associação Amigos de Bairro do Jd Nova Cotia, onde os membros construíram um espaço que serviu, de início, para abrigar famílias em extrema carência, em períodos de frio e chuva.

Aos poucos, a ideia foi potencializada. Os associados investiram em atividades de fonte de renda para as famílias, principalmente no trabalho de reciclagem, que contribuiu consideravelmente com a limpeza da região.

Voltadas aos jovens e às crianças, atividades de recreação, como esporte, música, aulas de reforço escolar, entre outras, foram oferecidas durante um bom tempo.

A Prefeitura de Cotia chegou a disponibilizar um terreno onde foi construído o atual prédio da associação que, em média, atendia 50 crianças por dia com atividades escolares. No entanto, segundo os moradores, a atual gestão municipal encerrou o apoio ao projeto que, aos poucos, foi perdendo seus voluntários, paralisando, desta forma, toda as atividades na associação.

Por José Rossi Neto