Hoje (22 de abril) é comemorado o Dia Internacional do Planeta Terra. A data representa a luta em defesa do meio ambiente, de modo a promover a reflexão sobre a importância do planeta, a partir do desenvolvimento de uma consciência ambiental. Mas dentre todos os desastres vistos nos últimos anos, um dos que chamam mais atenção é em relação aos animais: 40% desapareceram desde que a data foi criada, em 1970.

Os dados, que foram publicados neste domingo (21) pela associação ambientalista Zero, representam a maior taxa de desaparecimento de espécies animais desde que os dinossauros foram extintos, há mais de 60 milhões de anos. Mas com uma ressalva: ao contrário do destino dos dinossauros, a rápida extinção de espécies em nosso mundo hoje é o resultado da atividade humana. A Zero estima que os seres humanos tenham impactado 83% da superfície terrestre, desde ecossistemas a espécies de animais.

“A destruição global sem precedentes e a rápida redução das populações de plantas e animais selvagens estão diretamente ligadas a causas impulsionadas pela atividade humana: alterações climáticas, desmatamento, perda de habitat, tráfico e caça furtiva, agricultura insustentável, poluição e pesticidas, para citar alguns. Os impactos são de grande alcance”, alerta a entidade, em seu site.

Outro dado diz respeito às populações animais nos ecossistemas de água doce, que reduziram em 75%, desde 1970. Sem contar os 40% das 11 mil espécies de aves do mundo que estão em declínio, de acordo com a associação.

Trabalho conjunto

Mas será que ainda há tempo de reverter essa situação? A Zero diz que sim, e que isso só dependerá de um esforço coletivo entre cidadãos e agentes políticos, com trabalhos voltados a essas questões. “Todos os seres vivos têm um valor intrínseco e cada um desempenha um papel único na complexa teia da vida. Devemos trabalhar juntos para proteger espécies ameaçadas e ameaçadas de extinção: abelhas, recifes de corais, elefantes, girafas, insetos, baleias e muito mais”, ressaltou.

A Zero destacou, em tópicos, o que é preciso fazer:

– Educar e sensibilizar para a taxa acelerada de extinção de milhões de espécies e as causas e consequências desse fenómeno.

– Alcançar grandes vitórias políticas que protejam grandes grupos de espécies, bem como espécies individuais e os seus habitats.

– Construir e participar num movimento global que abrace a natureza e seus valores.

– Incentivar ações individuais, como a adoção de dieta baseada em vegetais e a interrupção do uso de pesticidas e herbicidas.

Por José Rossi Neto