Depois de sete anos, o Ministério Público de Cotia está com o quadro completo de promotores de Justiça. A partir deste mês, serão cinco os responsáveis pela promoção da Justiça na cidade em seus diversos setores, do crime ao meio ambiente, direitos dos idosos e defesa da cidadania.

A revista Circuito divulga em primeira mão a nova equipe que se junta ao veterano promotor Ricardo Navarro, que fez as honras da casa, recebendo e nos apresentando os novos colegas.

“O promotor de Justiça é o advogado da sociedade”, define Navarro. “Todas as causas que existem interesse público, o MP vai ter sua atuação”, completa. E ressalta que o MP, ao contrário do juiz, não é inerte, ou seja, não precisa esperar uma provocação ou uma ação para atuar, embora a maioria das denúncias e investigações cheguem até ele por meio dos cidadãos e só depois vão para o juiz, que como o próprio nome já diz, tem a função de julgar, condenar ou absolver os envolvidos nos crimes.

“Nunca estive tão feliz como agora”, disse Navarro ao apresentar os novos colegas. “São quatro colegas muito valorosos e cientes de que ser promotor de Justiça não é algo fácil e que devemos investigar e ir pra cima de quem quer que seja.”

Para Navarro, a chegada dos novos promotores deve agilizar os trabalhos do MP e aumentar a capacidade de investigação com o time completo.

“Todos que aqui chegaram vieram por vontade própria, escolheram a cidade de Cotia para trabalhar, não foi por acaso ou por falta de opção e chegamos com muita vontade de trabalhar. Peço à população que fique à vontade para trazer as denúncias”, completou o promotor Marcelo Cassola.

Responsável pelo Tribunal do Júri, Luiz Fernando Rebellato, o caçula entre os cinco, com apenas 31 anos, finaliza esperando que não tenha que atuar em muitos plenários, pois isso significaria muitas vidas ceifadas ou tentadas. “A população pode confiar no Ministério Público, estamos de portas abertas. Quem fala pelas vítimas somos nós. Quando o MP acusa, é você, homem ou mulher, que ele defende.”

Quem são eles

Camila Teixeira Pinho, 38 anos, atuava anteriormente em Ibiúna na defesa dos Direitos Humanos, onde estão incluídos os crimes contra idosos, pessoas com deficiência e saúde pública.

Ricardo Navarro, 46 anos, está em Cotia desde abril de 2013, e agora, sem acumular atribuições, deve atuar nas causas da Infância e Juventude.

Marcelo Silva Cassola, 38 anos, atuava em Itapevi há seis anos e será responsável pelas investigações de crimes contra o patrimônio público e improbidade administrativa.

Luiz Fernando Bugiga Rebellato, 31 anos, atuava em Itapevi e será responsável pelo Tribunal do Júri.

Marilia Molina Schlittler, 34 anos, atuava em São José do Rio Pardo na área de crime ambiental.

Importante salientar que todos os promotores dividem o atendimento no Juizado Especial Criminal (Jecrim) – crimes considerados de menor potencial ofensivo.

Por Sonia Marques