Maternidade e carreira: essas palavras combinam? A verdade é que o mercado de trabalho segue não atrativo para quem quer ter filhos. Hoje, 48% das mulheres são demitidas no retorno da licença-maternidade. Esse número alarmante reduz a autoconfiança da mulher num momento da vida que ela já está passando por muitas mudanças, assumindo outras tantas responsabilidades na vida familiar.

É comum escutar histórias de pessoas que omitem os filhos em entrevistas, temendo perder a oportunidade. E acerca desse tema estão as perguntas que mais constrangem as profissionais, sejam elas mães ou em “idade fértil”.

“O curioso é que todos no mercado de trabalho são mães ou filhos de uma. Onde cabe tanto preconceito?”, comenta Dani Junco, fundadora da rede de empreendedorismo materno B2Mamy. O empreender ganha força a cada ano entre as mulheres, e é visto como oportunidade de seguir trabalhando, gerando renda, e cuidando dos filhos.

Sabemos que equilibrar as responsabilidades entre família e trabalho é um desafio para todos, porém o mercado de trabalho tem se apresentado mais cruel com as mulheres. O público orgânico da Cruzando Histórias é 90% feminino, e são muitos os relatos de discriminação e perseguição com as mulheres, em especial, com as mães, dentro das organizações.

“Eu amava meu emprego e trabalhei até o dia do parto, porque não queria decepcionar. Quando voltei da licença tinham trocado meu gestor e no primeiro dia eu percebi que não havia mais espaço para mim. Ele foi tirando as minhas funções e responsabilidade dia após dia, e sempre com palavras que me rebaixavam, como “vai embora cuidar da sua filha”. Um “zelo” irônico e cheio de preconceito. Em três meses ele me demitiu”, conta Tercilia Pinheiro, profissional de marketing digital e mãe da Julia.

Para ampliar o debate sobre Carreira e Maternidade, convidamos duas empreendedoras de Cotia para compartilhar suas experiências empregando e impactando mulheres.

 

  • Ana Luiza, profissional de educação física, fundadora da Women With Wings, assessoria de corrida e treinamento funcional para mulheres.
  • Julia, proprietária do restaurante Repita, que de cara já declarou sua preferência por contratar mulheres.