Empreendedorismo feminino

Para abrir o diálogo sobre empreendedorismo feminino, entrevistamos a Dani Junco, mãe do Lucas e CEO da B2Mamy Aceleradora, rede que potencializa novos negócios entre mulheres.

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Elas buscam por protagonismo, independência financeira, flexibilidade de horários, mais proximidade com a família, e muitos outros sonhos. O empreendedorismo tem crescido entre as mulheres, e elas são maioria em negócios com menos de 3,5 anos (15,4% contra 12,6% de homens).

Com o mercado de trabalho ácido e altamente competitivo, as mulheres investem em olhar para seus potenciais e transformá-los em trabalho. Para abrir o diálogo sobre empreendedorismo feminino, entrevistamos a Dani Junco, mãe do Lucas e CEO da B2Mamy Aceleradora, rede que potencializa novos negócios entre mulheres.

 

Dani, quais são as principais dores que impulsionam a mulher a querer empreender?
Eu acredito que existem dois tipos de mulheres empreendendo: a mulher que identifica uma oportunidade de negócio e empreende, e a outra mulher que não consegue retornar ao mercado de trabalho após a maternidade ou por idade, e enxerga no empreendedorismo a oportunidade de gerar trabalho e renda.
Vejo como o empreender por amor e pela dor, e ambas tem chances de sucesso.

 

O empreendedorismo feminino está crescendo no país, mas queremos saber: Empreender é para toda mulher?
Acho que aqui não cabe recorte de gênero, eu acredito que empreender não é para qualquer pessoa. Ter DNA empreendedor sim, resolver problemas, ter pensamento crítico, ser proativo, isso todos podem ter e desenvolver.
Agora para empreender é preciso lidar com 3 coisas: risco, vendas e pessoas. Empreender é uma montanha russa, tem que estar o tempo todo com olho em vendas, trabalhar com o dinheiro e ter habilidade com pessoas. Você não precisa ser bom em tudo, e aí pode encontrar alguém com habilidades complementares para ser seu parceiro. Agora, se você definitivamente não é bom com essas três coisas, empreender não é para você, seja você mulher ou homem.

 

Qual a importância da rede para fortalecer a figura da mulher no mercado de trabalho?
Tem números por aí que provam o que eu vou dizer: mulheres em rede tem a voz mais forte. Isso aqui e no mundo. E não é sobre só voz, e sim sobre os números que alcançamos juntas.
Ser mãe sozinha é difícil, ser mulher sozinha é difícil, quando você trabalha em rede você tem conexões melhores e agiliza processos. Em rede você resolve problemas mais rápidos, porque você tem com quem contar, você tem ao seu lado pessoas com habilidades diferentes que podem contribuir com seu negócio.
Em rede, em comunidade, nós estamos juntas. Nós vendemos umas para as outras, colaboramos umas com as outras. E a mulher é partilha, é um fator muito nosso. Nós doamos, cuidamos, dividimos.

 

Como a gravidez do Lucas influenciou a Dani profissional?
Mudou tudo, antes eu era uma máquina foca em resultados e dinheiro. Eu queria performar e crescer nas empresas. O Lucas me fez acordar para as prioridades, ele me faz estar presente e me acendeu uma palavra poderosa: propósito.
Eu penso muito sobre o quê estou fazendo, e qual legado estou deixando. A maternidade resgatou um lado amoroso que eu herdei da minha família nordestina, o acolhimento e a pensar num mundo além de mim.
E eu acho que a B2Mamy tem no drive dinheiro e business, mas com o olhar e amor no outro. E sinto que foi o Luquinhas que me trouxe isso: equilíbrio.
Uma frase conhecida na rede B2Mamy é “Bota elas no palco”, uma forma de incentivar mulheres a apoiarem outras mulheres, dando voz, oportunidades e reconhecimento.

 


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