Para começar o papo, já que vocês têm rodas nos pés – ou melhor, na casa – onde vocês estão agora?
Hoje [a entrevista foi feita em 18 de maio de 2019] estamos na fábrica de motorhome que patrocina a gente, em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Aqui fizemos a manutenção da casa e a instalação dos painéis solares de outra empresa que nos patrocina, esta de Caxias do Sul. Nossos equipamentos são bem modernos, de última geração. E nos orgulhamos de ser autossuficientes do ponto de vista de energia elétrica. Dá para lavar roupa, acionar o ar- condicionado com a energia que nós mesmos geramos.
 
Como nasceu sua paixão por viagens?
Comecei como atleta de mountain bike aos 13, 14 anos e cheguei a campeão paulista da modalidade. Com 23 anos eu vivia de esporte, já tinha patrocínio. Acho que 99% da minha vida tem sido isso. Cheguei a arrecadar e doar mais de 20 toneladas de alimentos. Comecei viajando o Brasil e essa vontade sempre foi aumentando.
 
Qual foi o embrião do projeto “Mundo em família”?
Fiz a primeira viagem de moto pela América sozinho. Na segunda, minha esposa, Andréia, viajou na garupa por dez dos 24 países que passei. Quando estávamos voltando, pensei: nestas duas viagens de moto pelas Américas percorri 1/3 do planeta. Agora só me falta os outros 2/3. Na volta da segunda viagem, veio nossa primeira filha, a Mari [Mariane, hoje com 8 anos]. E já tinha meu filho do coração, o Lucas, que havia vindo de “brinde” com a Andréia. Aí já não dava mais para viajar de moto. Foi quando comecei a ficar doente, pois a vida não tinha mais sentido para mim.
 
Aí você foi eleito vereador em São Roque por dois mandatos (2008-2016). Como foi a experiência?
Como atleta, passei a acreditar que eu era uma ferramenta de transformação social. Mas quando me pus lá dentro [na política] percebi que não conseguia ser útil para a sociedade da forma como imaginava. Percebi que era difícil, e confesso que a experiência não foi algo do meu agrado. Aliás, nem costumo falar sobre isso, pois é um assunto polêmico.
 
E foi fácil convencer a família a levantar âncoras e partir?
A Andréia é técnica de laboratório e trabalhava por mais de 20 anos com análises clínicas. Com direito a carteira assinada, nunca havia perdido um dia de trabalho. Aos poucos, devagarzinho, fui convencendo ela. Foram necessários dez anos para convencê-la [sim, ele é de capricórnio]. E mais uns três anos de conversas para construir o sonho.
 
Do lado dela, o que fez a balança pender para o sim?
A coisa que mais pesou na decisão dela foi ter perdido a mãe jovem, com 40 anos. Ela não havia aproveitado, não havia vivido nada. Isso fez a Andréia refletir seus valores. Afinal, do que adianta juntar tanta coisa se daqui não vamos levar nada? Hoje ela dá mais valor a isso que fazemos devido a essa perda. A vida é breve. E num piscar de olho estaremos bem guardadinhos num paletó de madeira. Quem pode dizer se temos mais 30 segundos ou 30 anos?
 
É uma responsabilidade muito grande colocar a família na estrada, não é? Qual era seu maior medo antes de decidir emplacar a viagem?
Há quem tenha medo de como vai ser dormir numa cidade em que nunca se foi. Outros, de como vai ser arrumar o alimento para colocar em casa. Meu principal medo era – e sempre foi – o de passar a vida toda e não realizar esse sonho. Todos os outros medos se tornaram pequenos diante deste.
 
E como colocar em prática a sua “regra única”? [“Tá com medo? Vai com medo mesmo! (o medo é importante para nos mantermos vivos)”.]
Os medos do cotidiano são ínfimos diante de passar uma vida inteira sem realizar o sonho. Mas na verdade tomo certas precauções para tudo dar certo. A gente sempre sai cedo para pegar estrada e chega ao local que vai ficar ao redor da hora do almoço. Nada de viajar de noite, por exemplo.
 
Como vocês viabilizaram a compra do motorhome?
Andréia foi quem teve a coragem de trocar a casa que recebeu de herança com o falecimento da mãe neste motorhome. Por sinal, a gente havia saído para ver um usado, que era o que o dinheiro dava para comprar. Íamos dar dois carros, uma bicicleta, um burro velho e um doce mordido para pegar um bem velhinho numa loja em Itu (SP). E aí quando estávamos vendo aquele que a gente podia comprar, ela entrou neste aqui e disse: “Se a gente vai tirar os filhos de casa, do conforto, então vamos bem”.  E eu perguntei: “Mas que jeito?”. E ela respondeu: “Eu troco na casa”. Ela decidiu por si mesma.
 
Então vocês vivem confortavelmente sobre rodas?
Sim, temos três aparelhos de ar-condicionado e até adega de vinho. Cada uma das meninas tem o quartinho dela, o Lucas fica na sala que é um sofá-cama e no fundo do motorhome ainda tem o quarto do casal. Tudo separado por portas, com chuveiro e privacidade. São 42 m2 de área. Muita gente que entrou aqui fala que é maior do que o apartamento em que vive.
 
Vocês são em seis em um motorhome por um longo período. Num mundo em que a maioria das famílias está separada por telas pequenas e grandes, como é a divisão de tarefas com Lucas, de 19; Mariane, de 8; e a caçulinha Laura, de 7?
A Andréia faz a parte da casa. Fico com a parte de ligar para os locais onde vamos, fazer os contatos, manter o carro funcionando, atender as mídias… Não que a gente determinou que fosse assim. Simplesmente aconteceu. O Lucas me ajuda na edição dos vídeos, ele gosta desta parte.
 
Planejar a viagem é complicado?
O planejamento não é com a viagem, de roteiro, esta é a parte mais gostosa. O planejamento é com relação à família.
 
Então vamos por partes. Qual é o roteiro de vocês?
Saímos de São Roque em 9 de agosto de 2017 e fomos subindo: Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará. E dali começamos a descer por dentro do país: Teresina, Palmas, Brasília, Campo Grande, Bonito, Paraguai. De lá, cruzamos para Foz [do Iguaçu] e descemos para o Beto Carrero – não tinha como não parar lá com crianças a bordo. E dali para Floripa. Então subimos a serra gaúcha, que é linda, e a região do vinho, para finalmente atingir Porto Alegre.
 
Quantos quilômetros vocês já rodaram até agora?
Uns 17 mil quilômetros. Mas nosso objetivo não é viver rodando. Aliás, ficamos mais parados que andando. Aqui em São Leopoldo ficamos um mês devido à manutenção do motorhome. Em Canela, por exemplo, ficamos quatro, cinco dias na cidade para poder aproveitar. Quando nos deslocamos, é cerca de 200-300 km por dia. Andamos um pouquinho e paramos para desfrutar dos locais por onde passamos.
 
Para onde vocês vão depois do Rio Grande do Sul?
Vamos descer para Pelotas, a uns 300 km daqui. Quando sair a edição da revista Circuito, em junho, provavelmente já estaremos no Uruguai. De lá, seguimos para a Argentina, Patagônia e Chile. Aí, começamos a ir para o Norte: Equador, Peru, Colômbia. Entre este país e o Panamá tem chão, mas não rodovia. Então teremos de colocar o motorhome num navio para passar o canal para a América Central. Aí, passamos por Costa Rica, Nicarágua, Honduras e Guatemala, até chegar ao México.
 
Vocês imaginam que vão enfrentar problemas para passar do México aos Estados Unidos?
É bem comum entrar com motorhome nos EUA, então a gente não estima que será um problema. E será mais um idioma que a gente vai aprender.
 
Vocês continuam subindo a partir dos Estados Unidos?
Sim, dali passaremos pelo Canadá e o plano é chegar até o Alasca. Depois descemos de novo e dos EUA a ideia é pegar um navio para Europa e de lá para Ásia e, então, África. Já estamos na estrada há um ano e oito meses. Serão seis anos para percorrer 80 países.
 
Você disse que o roteiro é a parte fácil, o planejamento é com relação à família. Como funciona a rotina familiar?
As refeições são sagradas. Há o café da manhã, a hora do almoço e o lanche à noite. E a gente faz homeschooling [sistema de educação domiciliar por meio da qual os estudos e as atividades não ocorrem na escola, mas em casa, sob a supervisão de adultos que assumem a responsabilidade pela aprendizagem]. Com base no parecer da Secretaria Estadual de Educação, nossas filhas continuam matriculadas na mesma escola que estavam. Recebemos as apostilas e seguimos o mesmo conteúdo programático.
 
Na sua opinião, o homeschooling funciona bem?
Elas vivem tanta coisa que acho que estão tendo aprendizado melhor do entre quatro paredes. Quando ficamos mais tempo num lugar, elas frequentam as aulas regulares, como em Goiás, Rio Grande do Norte e em breve no Uruguai. Um dos objetivos de nosso projeto é o de usar o mundo como a sala de aula dos nossos filhos. Há um ganho enorme de conhecimento geográfico, cultural, econômico e político, entre outros que surgem durante o percurso.
 
Elas descobrem na viagem coisas que não estão nos livros?
Sim. Você sabia que há estudos que sugerem que os portugueses aportaram primeiro não em Porto Seguro (BA), mas em São Miguel do Gostoso (RN)? E que a primeira montanha avistada não teria sido o Monte Pascoal, mas o Monte Cabuji, onde teria sido descoberto o marco trazido pela expedição em 1500? Se você olhar no mapa e estudar as correntes marítimas, verá que faria muito mais sentido os portugueses terem aportado no Rio Grande do Norte do que na Bahia. E esses questionamentos não estão no conteúdo que a escola passa…
 
Nessas andanças pelas Américas, como é dirigir um “apartamento” sobre rodas?
De fato, o motorhome é muito grande. Não é em todo lugar que ele entra. Ganhamos no conforto, mas perdemos um pouco na mobilidade. Assim, não entramos com ele na cidade, não vamos “comprar pão” com ele. Até porque, do ponto de vista econômico, a gente aprendeu a viver sem carro quando estamos num local, ele não faz mais falta. Temos cinco bicicletas e quando saímos juntos para fazer algo, vamos de Uber.
 
Por falar em economia, como se sustentam financeiramente durante a viagem?
A venda dos exemplares do nosso livro Fique rico viajando (disponível em http://mundoemfamilia.com/loja/) é o que botou a gente na estrada e faz a gente seguir viajando. Paramos nas capitais e, nos principais shoppings, abrimos o motorhome em dias e horários predeterminados para que as pessoas possam conhecer nossa experiência e adquirir a obra. Em média, ficamos de quinta a domingo, das 16h às 21h, por dois fins de semana em cada local, e vendemos cerca de 300 livros – o que dá para viajar dois a três meses sem precisar parar de novo. Aliás, acabamos de publicar Quédate rico viajando! El mundo en familia, que conta a experiência da nossa viagem pelo Brasil. Vamos lançá-lo em Montevidéu, no Uruguai, em junho. É nosso primeiro livro em outro idioma, o espanhol. O próximo deve sair em inglês.
 
E como ficar rico viajando? [Risos.]
Não tem muito segredo. Afinal, não é trabalhar 12 horas por dia que vai fazer você rico. O novo tipo de rico é aquele que tem tempo para fazer o que gosta. Temos o dinheiro para viver tranquilo e tempo para estar 24 horas por dia curtindo nossos filhos.
 
Então a ideia não é lucrar com a viagem?
Não. Nossa premissa é viver. Não há sentido em lucrar com a viagem. Estamos sempre em busca de patrocínio, que facilita um pouco o retorno. Demos entrevistas em todos os lugares. A gente rendeu mais de 2 milhões de mídia espontânea, ao divulgar nossa viagem até agora. Aliás, estamos precisando de uma assessoria de imprensa que aceite ser parceira, você conhece alguma para indicar?
 
Vocês têm quase 50 mil seguidores no Instagram, uma página no Facebook, 5 mil seguidores do Youtube. As redes sociais ajudam ou atrapalham?
Acaba sendo um prazer, porque o pessoal que nos segue tem o sonho de fazer algo parecido, são gente de energia boa. Elas mudaram a nossa vida. Hoje a gente tem conseguido permutar todos os passeios caros com as divulgações, somos convidados por resorts para passar a semana em sistema de all inclusive.
 
Qual o segredo para lidar com a parte burocrática das viagens com menos estresse?
Como gosto, acho que tudo é legal, inclusive tirar vistos. O segredo é valorizar a oportunidade. Não vê-la como algo ruim, mas como parte de já estar viajando. Ir ao consulado, pedir o visto, acho isso legal porque você não partiu ainda e já está tendo experiências novas.
 
Vocês viajam sem cobertura de plano de saúde. Como lidam com as doenças eventuais?
Nosso lema é “andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiar”. No Brasil, não ficamos ainda nem resfriados neste mais de um ano e meio. Mas se precisar uma vez ou outra, vamos ao hospital, sem problemas.
 
Como se “jogar no mundão” com alguma segurança, isto é, lidar com imprevistos?
É bom ter dois ou três cartões de crédito guardados em diferentes locais. Se você for roubado, tem sempre um extra. Hoje se consegue maneiras de viajar melhor, há mais recursos. Manutenção preventiva do veículo também é importante. Perdido eu nunca fiquei, mesmo quando rodamos dez países Andréia e eu de moto. Não tinha nem GPS, mas eu parava e perguntava o tempo todo. Hoje com toda esta tecnologia disponível nem tem mais como se perder. O fundamental é confiar que 99,99% das pessoas do mundo são boas, querem ajudar. O povo fica vendo só TV e fica com impressão de que só tem bandido no mundo. Na verdade, é o inverso. E é esta descoberta que acaba sendo bacana.
 
Teve algum momento difícil, em que vocês pensaram em desistir?
Não, isso não passa na cabeça. Porque quando a gente volta a olhar para a vida anterior, a comparação fica descabida. Tínhamos de trabalhar o ano inteirinho para, se desse certo, passear 15 dias com a família. Hoje isso não faz mais sentido, não consigo imaginar de volta.
 
Vocês seguem alguma religião?
Tenho família católica, Andréia é evangélica. Acima de tudo, a gente acredita, tem uma fé muito grande, sabe que tem essa força toda, esse poder que nos move. Às vezes, somos convidados a ir a algum culto. Isso é que é o melhor de viajar: ter abertura de entender que todo mundo tem seu Deus e respeitamos isso.
 
Quando se está com o pé na estrada, qual a proporção certa entre trabalho, escola e diversão?
[Rodrigo ri com a pergunta, dizendo que nunca haviam questionado isso.] Acho que trabalho 10%, 20%, escola também, e os outros 60% são diversão. Acho que é basicamente o que fazemos. A gente está bem próximo do ideal! [Risos.]


Vocês pretendem gerar novos produtos de sua viagem, como filmes?
Nós somos repórteres-cidadão pelo mundo. Até temos um quadro no jornal do meio-dia da TV Serra Dourada (o SBT do estado de Goiás). Por isso, estamos captando o máximo de material. Não pensamos ainda em fazer um filme, mas pode ser uma boa ideia.
 
Como fica a vida social quando em constante movimento? Há outros viajantes como vocês? Como nascem as amizades nas estradas?
Hoje está mais fácil por conta dos aplicativos, das redes sociais. A gente acaba encontrando viajantes fisicamente, mas é mais em campings, onde não ficamos muito. Há também grupos de apoio ao viajante motorhome no Facebook, que dão dicas de local seguro, ofertas de ponto de energia, água, para que você possa se reabastecer.
 
Estar o tempo todo registrando os momentos da família não gera um pouco de Síndrome de Truman? Como conseguem equilibrar a vida pública com a privada?
Fazemos tudo com o maior prazer. A gente capta 10% da nossa vida. Vejo quem capta 90% da vida, aí fica insuportável, não dá para curtir a viagem. Não digo que estão certos ou errados, cada um faz do seu jeito. Hoje, por exemplo, eu estava limpando os filtros dos aparelhos de ar- condicionado, lavando carro, não captei nada. [Ele para e pensa um pouco.] Talvez tenha feito um vídeo de um minuto de um dia inteiro.
 
Seu irmão Matheus está seguindo seus passos de viajante?
Ele cruzou a fronteira do México para os Estados Unidos. Não sei exatamente os planos dele, mas deve ser o de chegar até o Canadá. Temos 13 anos de diferença. Ele cresceu me vendo fazer isso.
 
Vocês acham que, como família, são uma inspiração para as demais? Como?
É o que pessoal escreve bastante, bastante mesmo. Inclusive algumas famílias já saíram para viajar por nossa causa. Fico feliz porque me parece o cumprimento da minha missão de desfrutar mais a vida. A vida não é feita somente para trabalhar, salvo se você fizer 100% do que gosta. Tenho a sensação de trabalhar 30% do dia. Assim, em vez de trabalhar oito horas por dia, trabalho quatro e tenho tempo para mim, para minha família, para brincar com meus filhos, jogar bola com eles, fazer o que queremos. E não de estar lá cumprindo as normas que a sociedade capitalista botou de ter mais isso ou mais aquilo.
 
Como saber a hora de parar?
Acho que vai depender das meninas. Olhando a longo prazo, acho que conseguimos manter assim por mais uns seis, sete anos. Quando elas disserem que não querem mais, quando quiserem parar para ir a uma faculdade.  O Lucas já vai fazer 20 é está pensando em cursar Tecnologia da Informação (TI), aí ele pode trabalhar em qualquer lugar do planeta.
 
Quais são os outros projetos futuros?
A Mari (Mariane, a filha do meio de 8 anos) já me acompanha nas palestras motivacionais do nosso projeto “Expedição Realize seu Sonho”, que ministramos gratuitamente em escolas públicas. A gente imagina que daqui uns 13, 14 anos, ela já terá dado palestras em cerca de 30 países, em três idiomas, e poderá trabalhar com isso, se quiser.
 
Depois de uma aventura como esta, é possível se estabelecer de novo em algum lugar?
É uma baita dúvida que temos, e ainda estamos no primeiro país. A gente não faz ideia. Dizem que Moçambique, por exemplo, é ótimo para se morar. Mas ainda não temos nada definido. Estamos em trânsito.
 
Para finalizar, a pergunta mais importante: o que você acha de morar na região?
Nós nascemos e crescemos em São Roque. Acredito que nossa história acaba sendo mais bacana quando você sai da sua cidade, pois aí você sabe como ela é. São Roque tem um clima muito bom. No calor não é muito calor, no frio não é muito frio. O potencial econômico a gente só notou isso quando saiu de lá, do dinheiro que há na região metropolitana de São Paulo. A Granja Viana é um dos lugares mais ricos do país! É assim que a gente consegue admirar ainda mais a nossa cidade: quando sai dela. Meus pais ainda moram em São Roque e lá acabou ficando uma casa nossa, que está alugada, dinheiro que ajuda na viagem. Portanto, ainda temos nosso cantinho aí na região.
 
Que mensagem final vocês gostariam de passar para os leitores?
Nosso principal objetivo é o de motivar as pessoas a viver melhor em família. Acho que esta é a maior mensagem que a gente pode passar. Quando as pessoas dizem: “vocês largaram tudo!”, eu respondo: “mas é precisamente o contrário para mim”. Viajar é uma forma de você amplificar o viver. Infelizmente, não somos eternos. Com muita sorte, temos 80 anos… Então a questão fundamental é de que jeito você consegue viver o máximo para desfrutar do que a vida, tão breve, tem a oferecer…