Transporte público de SP deve parar nesta sexta-feira em apoio à greve

Sindicatos do Metrô, da CPTM e dos motoristas de ônibus já comunicaram que vão apoiar a greve, organizada em protesto à Reforma da Previdência, defendida pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL)

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Foto: Divulgaçaõ

Os sindicatos do Metrô, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e dos motoristas de ônibus anunciaram, nesta segunda-feira (10), que vão apoiar a greve marcada para esta sexta-feira (14). O movimento é organizado em protesto à Reforma da Previdência, defendida pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo os dirigentes de dez centrais sindicais, na capital paulista, motoristas dos ônibus das linhas municipais e intermunicipais e as linhas 1-Azul, 2-Vermelha e 3-Verde do Metrô de São Paulo vão interromper suas atividades a partir da 0h de sexta-feira. Cinco das sete linhas da CPTM também devem parar: 8-Diamante, 9-Esmeralda, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade; além do monotrilho, linha 15-Prata.

“A reforma altera pontos importantes como o fim da aposentadoria por tempo de contribuição, obrigatoriedade de idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulher, aumento de tempo mínimo de contribuição”, afirma o Sindicato dos Ferroviários de São Paulo, em nota. “São pontos dos quais a categoria discorda.”

Segundo os sindicatos, há negociações com os trabalhadores dos aeroportos do Estado e com os funcionários do Porto de Santos, maior ponto de escoamento de cargas do Brasil e maior complexo portuário da América Latina.

O Sindicato dos Professores de São Paulo (Sindpro-SP) também comunicou que se juntará à greve geral. “Vamos parar contra a reforma de Bolsonaro, que corta direitos, aumenta as contribuições e os anos de trabalho obrigatório”, diz o texto divulgado no site da entidade. “Vamos parar em defesa da educação, contra a política predatória e violenta do governo Bolsonaro.”

Por José Rossi Neto

Com informações do jornal Brasil de Fato