Suas músicas trazem mensagens comportamentais e políticas. Apresenta alternativas e propostas, sentimentos e sensações. Por isso, considera a música uma ferramenta potente de conscientização. “A política também passa pelo comportamento e a música tem essa possibilidade de trazer reflexões sobre eles. Eu acredito muito na mudança comportamental como a chave para a mudança política”.
Esse é Eric Hirsch, cantor, professor de música e ativista político. Nascido em São Paulo, Eric morou na Granja Viana em boa parte da sua vida. Hoje de volta à capital paulista, o músico retorna ao solo granjeiro para dar aulas de violão, guitarra, técnicas vocais, entre outras habilidades e vocações que possui.

Em entrevista à Circuito, Eric falou de suas inquietações, de suas influências e de seus objetivos. Falou de política, das desigualdades, fez críticas e apontou caminhos. Quem ele deseja atingir com todo esse repertório? “Pretendo atingir todo tipo de público. Regar sementes adormecidas que estão nas cabeças das pessoas, fazê-las acordar um pouco mais com a situação do país e no mundo todo em geral”, respondeu.
As desigualdades o inquietam. Sua indignação aumenta ao ver o crescimento da extrema riqueza, de um lado, e o da extrema pobreza, do outro. “Eu fico muito indignado com a situação do nosso povo, a forma como as coisas acontecem, as desigualdades só aumentando. Inclusive na Granja foi onde percebi isso mais intensamente”.
Há três anos, o musicista lançou o single ‘Não Passarão’, uma crítica política ao momento em que vivíamos. Hoje, ele pretende lançar um novo projeto, mas sem perder sua essência e representatividade.
Suas influências musicais são distintas. Vai de Amy Winehouse até Mamonas Assassinas. Mas seu forte mesmo, por mais que mescle diversos gêneros em suas canções, ainda é a Música Popular Brasileira, a MPB, mas aquela de raiz. “Quero dar continuidade a cena da MPB de quando iniciou, com Gil, Milton Nascimento e Elis Regina, que hoje em dia parece até que sumiu”, declara.

Buscar reconhecimento e não fama. Ter seu próprio estúdio e produzir, do início ao fim, a sua arte. Esses são alguns objetivos de Eric. “Quero buscar mais instabilidade e a possibilidade de poder gravar e buscar o reconhecimento do meu trabalho. Não busco fama e nem sucesso, mas eu quero, sim, um reconhecimento, pois minha música tem muito a oferecer”, finaliza.
Por José Rossi Neto