As obras para a duplicação da Rodovia Bunjiro Nakao estão em andamento, mas ainda longe de terminarem. Após quase um ano e meio em execução, apenas 34,72% do cronograma foi concluído, segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

Os trechos da duplicação estão entre o Km 48,7 e o Km 62,6, que vai de Vargem Grande Paulista a Ibiúna, passando por Cotia. Neste contrato, segundo o DER, os trabalhos começaram em janeiro de 2018, com investimento de R$ 92,1 milhões.

De acordo com o DER, em setembro de 2018, as obras de duplicação, referentes ao segundo contrato, que tem dois lotes, começaram em Vargem Grande Paulista, do Km 45,2 ao Km 48,7 (lote 1); e em Ibiúna, do Km 62,6 ao Km 69,5 (lote 2), sendo executados 21% e 13%, respectivamente.

O prazo, anunciado pelo Governo de São Paulo, no início do ano passado, era de que as obras estariam prontas ainda em junho deste ano. “Houve a necessidade de readequação no cronograma das obras em razão das áreas em processos de desapropriação e da programação para a remoção de postes pelas empresas de energia”, justificou o departamento à Circuito.

Os recursos foram obtidos a partir de um financiamento contraído pelo Governo Estadual junto ao Bando Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), com garantia da Agência Multilateral de Garantia de Investimento (MIGA).

A obra, segundo o governo, prevê a implantação de cinco passarelas (nos km 49,6, 53,3, 57,2, 59,7 e 61,6), melhorias no sistema de drenagem, construção de dispositivos de acesso e implantação de nova sinalização. A duplicação, ainda de acordo com o governo de SP, aumentará a segurança viária e melhorará a fluidez do tráfego, além de impulsionar a economia em Cotia e nas cidades da região.

POSTES NÃO RETIRADOS

A reportagem da Circuito esteve na Rodovia Bunjiro Nakao na semana passada e constatou algo curioso. Mesmo nos trechos em que já haviam sido feitos os serviços de terraplanagem, alguns postes de energia permaneciam no mesmo local, sob ‘morrinhos’ de terra (veja no vídeo abaixo).

E não são poucos. Há dezenas deles espalhados por toda a extensão da estrada. De acordo com o DER, esses postes devem ser removidos pela concessionária de energia da região. “O DER está empenhado nas tratativas com as empresas fornecedoras de energia da região para a remoção dos postes”, garantiu.

A reportagem não conseguiu fazer contato com a Cetril (Cooperativa de Eletrificação de Ibiúna e Região) para saber sobre o prazo para a remoção dos postes na rodovia.

Por José Rossi Neto