Cooperativa de transporte alternativo vence licitação e vai operar por mais dez anos em Cotia

A decisão aconteceu na quinta-feira (4) e foi comemorada pelos trabalhadores do transporte alternativo, que tinham como concorrente a Danúbio Azul, empresa responsável pelos ônibus no município

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A Coopertransbus (Cooperativa de Serviços, Trabalho e Suporte ao Transporte), que é a atual Cooperstar, venceu a licitação para operar com o serviço de transporte alternativo na cidade de Cotia por mais dez anos.

A decisão aconteceu na quinta-feira (4) e foi comemorada pelos trabalhadores do transporte alternativo, que tinham como concorrente a Danúbio Azul, empresa responsável pelos ônibus no município.

“Hoje nós derrotamos um gigante na cidade”, disse Wellington Santos, o Leto, presidente da Cooperstar, que ainda fez uma promessa: “Agora vocês vão ver o que é transporte alternativo de verdade, porque nós vamos nos organizar de uma maneira muito profissional e vamos fazer um transporte para essa empresa entender que ela não manda no município”, argumentou.

O prazo de dez anos pode ser prorrogado por igual período, e a tarifa-referência de remuneração do serviço será de R$ 4,50, válida a partir da assinatura do contrato.

De acordo com a licitação, ficará a cargo da cooperativa o Sistema de Bilhetagem Eletrônica, totalmente integrado operacionalmente com o Sistema de Bilhetagem do Sistema Convencional.

Outra mudança é em relação a revisão do valor da tarifa, que não será mais anualmente. Segundo o documento, o reajuste será a cada três anos, “alterando-o para mais ou para menos, considerando eventuais alterações na estrutura de custos ou de mercado, o compartilhamento de ganhos, e os estímulos à eficiência e à modicidade tarifária”.

IMPASSES

No final do ano passado, o transporte alternativo, operado pela mesma cooperativa que venceu a licitação, ficou proibido de circular na cidade por duas semanas, pois estava irregular, segundo a justiça.

O impasse ocorreu desde 2016, quando a Prefeitura de Cotia celebrou com o Ministério Público um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), obrigando-se a regularizar a questão e a realizar a necessária licitação do serviço. A Prefeitura alegou ‘dificuldades burocráticas’ e solicitou, por três vezes, a prorrogação do prazo de cumprimento do TAC.

Após acordo com o MP, cerca de 145 veículos passaram por inspeção e regularização, fazendo com que o serviço voltasse, aos poucos, a sua funcionalidade.

Outro impasse ocorreu em abril deste ano, quando os trabalhadores do transporte alternativo de Cotia foram pegos de surpresa. Agentes de trânsito, guardas civis e representantes do Ministério Público da cidade foram até o terminal de Caucaia do Alto pedir para que os veículos fossem recolhidos. No total, foram 20 micro-ônibus que transportam, em média, 6 mil pessoas por dia.

A intervenção aconteceu devido a um parecer, emitido pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), alegando que essas sete linhas, que ligam Cotia a Caucaia e Cotia ao Jd. Japão, são intermunicipais e de uso exclusivo dos ônibus. Neste documento, a empresa ainda disse que ‘está amparada na legislação vigente e deve permanecer inalterada’.

Leto disse à Circuito que nessas linhas o transporte alternativo vai continuar sem operar, pois a licitação deve ocorrer somente no ano que vem.

  Por José Rossi Neto