Dia do Biscoito: Pesquisa apresenta os diferentes hábitos de consumo do alimento em SP

De maneira geral, o consumidor aproveita o final de semana para satisfazer indulgências; sabor, prazer e saudabilidade estão entre os gatilhos de compra dos produtos

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Foto: Reprodução/Caminho do Vinho

Você sabia que hoje, 20 de julho, é o Dia do Biscoito? O estado de São Paulo consome cerca de 223,8 mil toneladas do alimento, 19,3% do total nacional. Este é um dos dados apresentados por uma pesquisa realizada pela consultoria Kantar Worldpanel, encomendada pela ABIMAPI (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

Com mais de 200 tipos fabricados, na Grande São Paulo se destacam os secos doces, também conhecidos como Maria, maisena ou as tradicionais rosquinhas, que representaram 37,4% do mercado (42,4 mil toneladas). Em seguida, os salgados, como o cream cracker e água e sal, por exemplo, responsáveis por 29,8% do volume de vendas (cerca de 33,7 mil toneladas). Os recheados e as tortinhas estão em terceiro lugar na preferência, com 23,2% das vendas (26,3 mil toneladas).

Os biscoitos estão presentes em 100% dos lares, mas semanalmente, 40,5% das famílias que moram na região metropolitana costumam comprar o alimento. Aos finais de semana, o consumo acontece principalmente durante o café da manhã e nas refeições intermediárias, motivados por prazer e sabor. Durante a semana, os gatilhos de compra são saudabilidade e conveniência.

“A Kantar nos mostrou que, com o crescimento dos snacks, biscoito passa a ser uma opção importante e de destaque. Contudo, alavancar a frequência de compra da categoria ainda é uma oportunidade”, explica Claudio Zanão, presidente-executivo da ABIMAPI.

No interior de São Paulo, o consumo ultrapassa 110,4 mil toneladas: 40,8% (45 mil toneladas) do tipo seco doce e praticamente empatados estão os salgados tradicionais, com 25,1% de mercado (27,7 mil toneladas) e os recheados, com 24,8% do mercado e (27,4 mil toneladas).

A Kantar também constatou que as embalagens familiares de 300g como as mais importantes da categoria. São os conhecidos “pacotões”, que apresentam excelente valor custo x benefício.

Este é o terceiro ano consecutivo que a entidade encomenda o estudo, que acompanhou a rotina de 11.300 domicílios (universo de 56 milhões de famílias espalhadas pelo Brasil) em 2018. Repetindo o ranking dos últimos três anos, Norte e Nordeste formam a macrorregião que apresentou maior índice de compra, responsáveis por 39,5% do consumo. Em seguida aparecem Leste e interior do Rio de Janeiro (14,6%), Sul (10,7%), Grande São Paulo (9,8%), Interior de São Paulo (9,6%), Centro-Oeste (8,6%) e, por fim, Grande Rio de Janeiro (7,2%).

“Sabemos que desde 2015, quando o país entrou em crise econômica, a população passou a racionalizar o consumo. Por esta razão, vemos os biscoitos considerados básicos com maior representatividade no mercado. Ainda assim, falamos de produtos que estão presentes em 100% dos lares nacionais, que apresentam valor agregado e apelo de saudabilidade, enriquecidos com grãos e frutas, até os mais indulgentes, como os cookies e os cobertos com chocolate. Excelentes opções para todas as ocasiões e gostos”, contextualiza Zanão.