A cidade de Cotia terá um abastecimento de água “tranquilo” até o mês de setembro do ano que vem. Segundo a Sabesp, isso vai ocorrer porque o Sistema Alto Cotia, assim como a maioria dos sistemas que atendem a Região Metropolitana de São Paulo, teve um ano hidrológico (entre outubro de 2018 e setembro de 2019) muito próximo das médias de chuva para o período.

De acordo com a Sabesp, esta condição permitiu que o reservatório Pedro Beicht terminasse o ciclo seco com uma reserva com cerca de 90%. A quantidade é mais que o dobro do mesmo período do ano passado, quando a reserva de água foi de 41%. “Esta condição permite uma perspectiva de operação tranquila para o ciclo 2019/2020”, garantiu a Sabesp.

As previsões climáticas, segundo a companhia, apontam que a primavera deste ano será de um período com chuvas um pouco abaixo das médias históricas. “Mas esta situação não é preocupante, pois o nível alto da represa assegura a quantidade necessária para a operação normal do sistema”, afirmou.

A Sabesp ressaltou, no entanto, que é essencial o uso racional da água em qualquer período do ano.

A água do Sistema Alto Cotia vem da represa Pedro Beicht, formada pelos rios Capivari e Cotia do Peixe. A captação é feita na represa da Graça e transportada para a Estação de Tratamento Morro Grande.

A produção de 1,2 mil litros de água por segundo abastece cerca de 410 mil habitantes dos municípios de Cotia, Embu, Itapecerica da Serra, Embu-Guaçu e Vargem Grande Paulista.

RÉVEILLON HIDROLÓGICO

Nesta terça-feira (1º), aconteceu a virada do ano para a temporada de chuvas, chamada de ‘Réveillon Hidrológico’. A data marca o início do período de precipitações (outubro a março) que favorecem o abastecimento dos reservatórios e o fim da fase de seca, entre abril a setembro.

O evento reforça a todos a importância da água e de seu uso consciente e, neste ano, vem com o tema Saneamento Sustentável e Inclusivo. O slogan “Não deixar ninguém para trás” sintetiza a motivação da data, ao propor a mobilização de toda a população.

A virada para o período de chuvas acontece no momento em que a situação dos reservatórios na Grande São Paulo é considerada satisfatória, segundo os dados da Sabesp. “O volume total armazenado na Região Metropolitana é de 65,4%.  No mesmo dia no ano passado (1º/10), era de 41%. Isso ocorreu porque o ano hidrológico anterior registrou boa quantidade de chuvas, que mantiveram as represas em bons níveis”, explicou a companhia.

Por José Rossi Neto