Após emagrecer 40kg em apenas 6 meses, Matheus com 21 anos, percorreu a costa do Brasil até Buenos Aires com uma bicicleta para motivar e incentivar as pessoas a uma melhor qualidade de vida.

Agora, com 26 anos recém completados, o advogado, escritor e palestrante realizou algo maior: percorreu as 3 Américas com uma moto Yamaha Crosser 150cc, realizando dois projetos sociais. Ministrou palestras e bate-papos motivacionais e o Projeto Américas 100 Fome, cuja ideia central era fomentar a solidariedade e a doação de alimentos para famílias em estado de necessidade por todo o Brasil e América Latina.

Ele saiu em 22 de julho 2017 da cidade de Sorocaba e percorreu mais de 52.500 km, passando por 23 Estados brasileiros mais o Distrito Federal, além de diversos países. No dia 20 de julho de 2019, sua moto retornou ao Brasil, completando um ciclo de 2 anos dos projetos.

Durante estes 728 dias, ele esteve em tribos indígenas, tomou banho de lama, comeu ouriço do mar e, segundo os cálculos, esteve em contato com mais de 10.000 mil pessoas de diferentes níveis sociais e culturais com histórias incríveis e impressionantes. Ele passou por 17 países, entre eles Peru, Equador, Colômbia, Panamá, toda América Central até chegar ao México, Estados Unidos e Canadá.

“A estrada pode ser longa, mas ela te dá lindas paisagens e felicidades. Assim é também é a vida, nunca se deixe desmotivar para ir atrás dos seus sonhos. Siga em frente e venha na garupa”, convida.

 

 

Relembrando – Matheus é irmão do Rodrigo Nunes, nosso entrevistado de capa de junho. Para quem não se lembra, em 9 de agosto de 2017, o ex-atleta e ex-vereador de São Roque partiu com a esposa, a técnica de análises clínicas Andréia, e os filhos Lucas, Mariane e Laura para uma senhora aventura: conhecer 80 países em seis anos, a bordo de um espaçoso motorhome de 42 m². Desde então, a inspiradora família faz das refeições o eixo sagrado da convivência diária, mas também se reserva a privacidade dos espaços individuais a bordo. O aprendizado não inclui apenas a prática do schooling, isto é, da educação domiciliar que segue o mesmo conteúdo programático da escola que as meninas cursavam. Ele agrega todo o conhecimento geográfico, cultural, econômico, político, entre outros, que surgem durante o percurso. O que provavelmente elas não estariam aprendendo nos bancos escolares é que a vida, na forma de ver do pai, não é feita somente de trabalho, salvo se você fizer 100% do que gosta. 

 

Fonte: Juliana Martins Machado