A realização da 1ª TEIA dos Pontos de Cultura de Cotia, no sábado, 31/01, foi um marco na organização da cultura comunitária do município. Com a participação de mais de 110 pessoas e 33 iniciativas culturais, o encontro colocou a justiça climática no centro do debate sobre os rumos da Política Nacional Cultura Viva.

Com iniciativa e organização do Pontão de Cultura Instituto AME, a TEIA nasceu de um processo coletivo e autônomo, com a formação de um Comitê de Pontos de Cultura e a participação ativa dos Jovens Agentes Culturais.
A programação combinou formação política, troca de experiências e apresentações artísticas, revelando a potência dos territórios na construção de respostas culturais às crises sociais e ambientais.
Os debates foram orientados por três eixos fundamentais: o futuro do Plano Nacional Cultura Viva, os desafios da governança da política cultural e a relação entre trabalho, cultura e sustentabilidade. Esses eixos funcionaram como base conceitual do encontro, atravessando as discussões e orientando decisões metodológicas e políticas ao longo do dia.
Ao adotar a justiça climática como eixo transversal, a TEIA evidenciou o papel estratégico dos Pontos de Cultura na articulação entre cultura, cuidado ambiental, inclusão social e direitos humanos, a partir das realidades concretas dos territórios.
Como desdobramento político, os participantes elaboraram uma carta-proposta ao 4º Fórum Paulista dos Pontos de Cultura, defendendo o reconhecimento da justiça climática como princípio estruturante da política cultural, em diálogo com outras diretrizes já consolidadas, como a acessibilidade.
Mais do que um evento pontual, a 1ª TEIA dos Pontos de Cultura de Cotia consolidou-se como um processo de fortalecimento da rede, apontando caminhos para a ampliação da articulação regional e para a construção de práticas culturais sustentáveis e comprometidas com o futuro.
Com informações do
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