O Metrô de São Paulo assinou contrato com a empresa CTA Consultoria Técnica e Assessoria para a realização de estudos técnicos voltados à análise de áreas que deverão ser desapropriadas para a implantação da Linha 22-Marrom. O prazo estimado para a conclusão dos trabalhos é de seis meses.
O serviço consiste na produção de um laudo macro de avaliação de terrenos considerados prioritários ao longo do traçado planejado da nova linha, que deverá ligar o município de Cotia à região de Sumaré, na zona oeste da capital.
O contrato tem valor total de R$ 56 mil e abrange áreas destinadas ao Pátio Boa Vista, além das futuras estações Sumaré, Faria Lima, Hebraica-Rebouças, Vital Brasil, Hospital Universitário, Rio Pequeno, Reserva Raposo e Granja Viana. Também estão incluídos terrenos previstos para estruturas operacionais, como poços de ventilação e saídas de emergência.
Os serviços serão executados no regime de empreitada por preço unitário e resultam na entrega de relatórios técnicos que servirão de base para a definição de valores de desapropriação necessários à implantação da infraestrutura metroviária.
O prazo de vigência do contrato é de seis meses, enquanto o prazo de execução dos serviços é de quatro meses, contados a partir da emissão da ordem de serviço, que pode ocorrer em até 30 dias após a assinatura.
De acordo com o escopo, estão previstos dez relatórios técnicos, cada um correspondente a uma região do traçado, com pesquisa de valores de mercado dos terrenos localizados no entorno das futuras estruturas da linha.
A Linha 22-Marrom poderá transportar diariamente quase 680 mil pessoas em seus 29,4 km e 19 estações ao longo do eixo entre Cotia e Sumaré.
Recentemente, o governo Tarcísio de Freitas afirmou que o ramal terá o projeto autorizado em breve, possivelmente o básico já que o Metrô finalizou o projeto diretriz no ano passado.
Novo ramal “diferente”
A Linha 22-Marrom deve operar com intervalos de até 123 segundos, com possibilidade de redução para 100 segundos nos momentos de maior demanda, além de capacidade superior a 45 mil passageiros por hora em cada sentido. A frota prevista contará com 48 trens, cada um com cinco carros, menores e mais compactos do que os modelos utilizados nas linhas mais antigas do Metrô.
O sistema de alimentação elétrica deverá ser por terceiro trilho, mesmo padrão adotado nas Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha. Já o interior dos trens seguirá o modelo de assentos longitudinais, configuração bastante comum em redes metroviárias da Ásia.
As estações terão porte mais enxuto, com plataformas de 110 metros, abaixo dos 132 metros previstos em projetos mais recentes. A maior parte do traçado deverá ser executada com o uso de tuneladoras. De acordo com o Metrô, o trecho entre as futuras estações Parque Alexandria e Sumaré será escavado com tatuzões, enquanto o segmento restante, até Cotia, deverá ser construído pelo método NATM, uma técnica de construção de túneis que utiliza a resistência do maciço rochoso circundante para estabilizar a estrutura, sendo amplamente aplicado em projetos de infraestrutura subterrânea.

Fontes: https://www.metrocptm.com.br/ e viatrolebus.com.br












