Usina solar no Complexo Esportivo do Arakan
Creche de Caucaia do Alto (Centro Educacional Benedicta Stefano Antunes de Oliveira)

Energia solar fotovoltaica é a eletricidade gerada a partir da luz do sol. De acordo com Sergio Raia, assessor para iluminação pública, da Secretaria de Obras de Cotia, a luz atinge as células fotovoltaicas de painéis solares e provoca um efeito físico que gera energia elétrica — limpa (porque não polui), silenciosa e renovável.

“Podemos  dividir a usina em três blocos”, explica Sergio. “Captação (placas), conversão (inversores) e distribuição (saída de potência para carga, onde as placas fotovoltaicas que captam a energia solar transformando-a em energia elétrica de corrente contínua (CC), são conectadas aos inversores e convertem em corrente altenada (CA), com a tensão padrão da rede Concessionária (Enel)”. No caso das usinas instaladas nos prédios públicos de Cotia, a energia abastece os prédios onde estão instaladas, zerando sua conta de luz e o excedente é abatido de outras contas de luz do município. Veja Infográfico.

Em Cotia, a estratégia saiu do papel a partir de fevereiro, com instalação de usinas em prédios públicos. As primeiras foram instaladas na Creche de Caucaia do Alto (Centro Educacional Benedicta Stefano Antunes de Oliveira), com 428 módulos, geração média anual de ~420 mil kWh e economia estimada de ~R$ 378 mil/ano. Depois delas vieram as usinas do Complexo do Arakan e do Ginásio de Esportes. O plano municipal prevê 23 usinas e, segundo Sergio Raia, com o sistema completo, estima-se produção anual de ~8.000 MWh e economia de até ~R$ 4 milhões/ano nas contas de energia. A meta da prefeitura é que todas as usinas estejam instaladas até o final deste ano.

Raia também explicou à reportagem da Revista Circuito que em Cotia que a empresa responsável pela manutenção de toda a iluminação pública do município é a Ilumina Cotia, que tem um “período contratual” de 20 anos firmado com a Prefeitura de Cotia. Segundo ele, os equipamentos de energia solar são todos do município, porém a responsabilidade de manutenção e operação de carga é da Ilumina Cotia, da mesma maneira que todo o parque de iluminação pública do município.

Segundo o técnico, a concessionária Enel, que está sendo beneficiada pela produção de energia pelo município, tem obrigação contratual de implantar as usinas como contrapartida para reduzir o custo de consumo de energia para os cofres públicos.

“Essa economia poderá ser revertida em mais investimentos no município.”
Welington Formiga, prefeito de Cotia

7 usinas já em operação

  • 2 na Creche de Caucaia do Alto (Centro Educ. Benedicta S. A. de Oliveira);
  • 1 no Complexo Educacional Arakan (Parque Turiguara);
  • 4 no Ginásio Municipal de Esportes de Cotia.Próximas usinas

    Os próximos prédios a receberem as usinas serão a Escola Municipal José Roberto Baraúna Filho, a Prefeitura, a Escola Jornalista Maria do Carmo, o Hospital Infantil, o Teatro Municipal, o CEUC e a UPA do Atalaia.

Como a energia é captada

1) Painéis captam a luz e geram energia em corrente contínua (CC).
2) Um inversor transforma em corrente alternada (CA), a mesma usada nos prédios.
3) O consumo acontece ali mesmo (creche, ginásio, escolas).
4) A energia excedente (que sobrar do consumo local) vai para a rede e vira créditos em kWh, abatidos nas faturas da prefeitura.
5) O dinheiro que seria usado para pagar contas de luz é usado em outras obras.

E o ganho ambiental?

Ao gerar parte da eletricidade localmente, Cotia reduz impactos e reforça metas ligadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

“Sustentabilidade se constrói com ações concretas.”  Raquel Lascane
 Secretária do Verde, Meio Ambiente e Agropecuária de Cotia.

 

Usinas implantadas no Ginásio de Esportes de Cotia.

Por Mônica Krausz

 

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