O país gerou 35.900 vagas formais de emprego em julho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho, em agosto. Assim, o número de contratações com carteira assinada foi maior que o de demissões — 1.167.770 frente a 1.131.870
O resultado, a princípio, é animador já que pelo quarto mês consecutivo o Brasil registra criação de vagas com carteira assinada. E mais: pela primeira vez, desde 2014, as contratações superaram as demissões no mês de julho.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), também divulgada em agosto, a taxa de desocupação em São Paulo recuou de 14,2% no primeiro trimestre para 13,5% no segundo trimestre deste ano. O recuo na taxa de desocupação também se deu em todo país — no segundo trimestre de 2017 foi de 13%, uma redução de 0,7 ponto porcentual em comparação com o primeiro trimestre (13,7%).
A Luandre, uma das maiores consultorias nacionais de recrutamento e seleção, presente em 200 das 500 maiores empresas do Brasil, também notou um aumento de vagas de emprego oferecidas pelos seus clientes. Em agosto foram, no total, 2.763 vagas (1613 efetivas e 1150 temporárias), 13% de aumento em relação ao mês de julho. Entre os setores destaques em contratação no mês: saúde, tecnologia, indústria e logística.
É notável o crescimento na abertura de postos de trabalho ao longo do ano. De janeiro a abril, foram 3112 vagas no total, enquanto que no período de maio a agosto, foram 5662. O otimismo se confirma ao observar que a tendência de aumento de postos de trabalho vem num crescendo, maio (1450), junho (1887) e julho (2325).
“Nós havíamos percebido uma melhora já em maio, quando tivemos uma procura maior por trabalhadores para vagas efetivas. Ao longo dos meses, essa tendência se confirmou e neste percebemos que os clientes estão apostando em mais contratações. A expectativa é que o número cresça ainda mais depois de novembro, com a vigência das novas leis trabalhistas, mais flexíveis”, diz Fernando Medina, diretor de operações da Luandre.
Essa é também a previsão do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, que declarou acreditar que, entre agosto e novembro, o país voltará a registrar a criação de empregos formais.














