Um dos melhores exercícios para apreciar vinhos e quebrar paradigmas é a famosa degustação às cegas. Nela, um ou mais vinhos são provados sem qualquer identificação. Existem vários tipos de degustações às cegas, desde as totalmente “no escuro”, nas quais não se sabe absolutamente nada sobre o vinho, como uva, país, preço, safra etc., até as temáticas. Neste último caso, por exemplo, todos sabem que serão degustados Cabernet Sauvignon do Vale Central do Chile, da safra 2015, mas não conhecem o produtor de cada vinho, a fim de tentar identificá-lo.
Das mais complexas às mais simples, costumam ser sempre desafiadoras e revelar surpresas ao final. Dificilmente o vinho mais caro, que normalmente esperamos ser o de maior qualidade, será o mais apreciado por todos.
Existem casos famosos de degustações às cegas. Um dos mais conhecidos aconteceu em Paris, em 1976, quando um grupo de jurados franceses degustou grandes vinhos de Bordeaux ao lado de vinhos da Califórnia.
Surpreendentemente, os californianos superaram os franceses, no episódio que ficou conhecido como O Julgamento de Paris. O fato acabou virando filme e contribuiu para que os vinhos do Novo Mundo ganhassem destaque internacional. Talvez, se o júri soubesse quais eram os vinhos de cada país, o resultado tivesse sido outro.
Como fazer em casa
A degustação às cegas fica ainda mais divertida em grupo. Convide alguns amigos. O ideal é reunir de seis a oito pessoas e pedir que cada casal traga uma garrafa para a experiência. Você também pode criar um tema, como, por exemplo, vinhos da uva Malbec.
Quando os vinhos chegarem, uma pessoa do grupo, ou alguém de fora, deve cobrir as garrafas. Pode-se usar papel-alumínio, sacos de sapato ou qualquer outro material que esconda completamente o rótulo de todos os vinhos. Depois, basta numerar as garrafas para criar uma referência e começar a degustação.
Cada participante deve analisar todos os vinhos e, só depois, tentar adivinhar, passo a passo, alguns quesitos, como teor alcoólico, safra, região, faixa de preço etc. No final, além de adquirirmos novos conhecimentos, percebemos o quanto o rótulo de um vinho pode influenciar nossa análise, nem sempre de forma positiva.
Boa experiência!














