Um dos maiores desafios no combate ao câncer é a obtenção de um diagnóstico rápido e correto, o qual, quando se trata do Sistema Único de Saúde (SUS), passa por uma série de problemas, afirma a Sociedade Brasileira de Patologia.
De acordo com a entidade, para que o câncer seja devidamente diagnosticado, há a ação do médico patologista, que realiza a análise do material coletado e categoriza a existência da neoplasia e suas classificações. “Porém, apesar de esse procedimento ter um valor elevado, o SUS paga uma quantia irrisória de apenas R$24,00 por exame”, diz Clovis Klock, presidente do grupo.
Segundo ele, os laboratórios privados não querem atender, porque o que o SUS paga, não bate esse custo. “Já os laboratórios da rede pública estão totalmente sucateados, inclusive as residências médicas, que não estão conseguindo fazer a patologia moderna”, afirma.
Ainda de acordo com Klock, essa situação é tão grave, que o número de residentes de Patologia no Brasil, é baixo, conseguindo preencher em torno de 40 % das vagas oferecidas. Além disso, pelo baixo preço pago, os exames mais modernos ficam de fora dos disponibilizados pelo SUS.
“O paciente não tem acesso aos procedimentos necessários hoje para conseguirmos dar um bom diagnóstico anatomopatológico, que define melhor essa neoplasia”, ressalta o médico patologista, complementando ainda o quanto isso impacta diretamente do tratamento.
Falta de apoio do SUS atrasa diagnóstico de câncer, afirma instituição
De acordo com a Sociedade Brasileira de Patologia, para que o câncer seja devidamente diagnosticado, há a ação do médico patologista, que realiza a análise do material coletado e categoriza a existência da neoplasia e suas classificações. “Porém, apesar de esse procedimento ter um valor elevado, o SUS paga uma quantia irrisória de apenas R$24,00 por exame”















