Uma pesquisa feita pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro indica que o número de casos de ansiedade e depressão no país duplicou na quarentena. “Com a falta de perspectiva no futuro tudo fica incerto e inseguro, a morte fica mais perto de nós e, por isso, mais real, ou seja, pode acontecer comigo e com as pessoas que eu amo. Surge, então, essas questões em que muitos não gostariam de encarar, como por exemplo, o tédio de não ter o que fazer, com quem conversar, a manutenção de emprego, os problemas com as crianças, enfim, todas essas incertezas podem provocar sintomas de depressão, angústia e ansiedade”, explica a psicóloga Cecília Gasparian.
Em mais um episódio do podcast da Revista Circuito, disponível no Spotify e OLA Podcast, ela fala dos principais sintomas de que algo está errado e quando é preciso procurar ajuda médica, além de dar dicas do que pode ser feito para amenizar esses sentimentos. “Na realidade, não existe uma fórmula para amenizar esses sintomas, mas posso sugerir alguns cuidados que devemos ter. O primeiro seria respeitar os horários de cada um da família e os seus próprios horários, por exemplo, de quando você estava trabalhando. Muitas pessoas costumam trocar facilmente o dia pela noite e isso altera e prejudica o seu relógio biológico. Embora muitos estejam agora pensando: ‘levantar para quê, já que eu não tenho nada para fazer? Vou ficar na cama’. Isso é errado, você tem sim muita coisa para fazer”, ensina.
Buscar ajuda, se necessário, também é importante. “Isso pode ser passageiro e quando acabar esse confinamento, os sintomas poderão desaparecer gradativamente. Caso eles persistam, a pessoa deve procurar ajuda médica”, indica.
Importante lembrar que a prestação de serviços psicológicos por meio de tecnologias da informação e da comunicação é regulamentada pela Resolução CFP nº 011/2018. Se precisar de ajuda no momento, basta agendar uma sessão on-line e estar em um lugar sem interferências ou circulação de pessoas para manter o sigilo profissional e o bom andamento do processo.
Serviço
Maria Cecília Castro Gasparian
Psicóloga e Pedagoga
CRP 06/134442
(11) 9 9152-4927
Ouça a entrevista completa, feita à jornalista Thais Lopes:
Por Juliana Martins Machado















