A importância de aprender a Pensar, Relacionar e Comunicar

Alexandre comanda a EGV, que celebra meio século de história, com investimentos em inovação pedagógica, vivências internacionais e forte aposta no desenvolvimento humano.

Filho dos fundadores da Escola Granja Viana, Itamar Heráclio Góes Silva e Emilia Gambirasio Silva, que, em 1976, inauguraram a primeira escola particular da Granja Viana, Alexandre Gambirasio, hoje com 57 anos, estudou na instituição desde a primeira série. Cursou o ensino médio em São Paulo, quando ainda não havia esse nível de formação na escola dos pais. Depois, formou-se em Administração na Fundação Getúlio Vargas (FGV), fez MBA nos Estados Unidos e, antes de assumir a direção da escola, construiu uma sólida carreira como CEO da Rede Yázigi de escolas de idiomas, empreendimento familiar, também fundado por seu pai. Hoje, Alexandre comanda a EGV, que celebra meio século de história, com investimentos em inovação pedagógica, vivências internacionais e forte aposta no desenvolvimento humano. Nesta entrevista, ele fala sobre o perfil das famílias e dos estudantes da atualidade, os desafios da educação na era da inteligência artificial e as três habilidades que considera essenciais para formar cidadãos e profissionais preparados para o futuro.

A Escola Granja Viana está comemorando 50 anos. Como nasceu esta instituição?

Um dos primeiros uniformes da escola.

Naquela época não existia nenhuma escola particular na Granja Viana. Meu pai já tinha um grande trabalho na área de educação com a Rede Yázigi, de escolas de idiomas, e com minha mãe, decidiram montar uma escola aqui, inicialmente da educação infantil ao ensino fundamental. Para isso, convidaram uma terceira pessoa como sócia, e também conversaram com algumas famílias da região, que apoiaram o projeto e concordaram em matricular os seus filhos. Antes, as famílias precisavam as crianças para estudar em São Paulo. Meu pai, Itamar, foi fundador, em 1950, da Rede Yázigi, com o irmão dele e com César Yázigi, que deu nome à rede. Quando abriu a Escola Granja Viana, em 1976, ele já tinha mais de 26 anos de experiência na área de ensino de idiomas. Minha mãe, Emília, formada em letras, ficou à frente da parte administrativa, e eles também convidaram Clarice Mariano, do ramo pedagógico, como sócia.

E a escola já era aqui?

A tradicional Festa Junina da EGV.

Sim, este é o prédio original. Meus pais encontraram um empreendedor que construiu o imóvel para ser uma escola, e o alugou para nós. A escola abriu antes mesmo do prédio ficar pronto. Durante seis meses, funcionamos em algumas salas dos camilianos, aqui ao lado, onde hoje está o Hospital São Camilo. Quando este prédio ficou pronto, a escola veio de vez para cá. Hoje temos três terrenos contíguos, que somam aproximadamente 10 mil metros de terreno e cerca de 3 mil metros de área construída. Iniciamos com educação infantil a partir dos 4 anos e fundamental 1. Depois, veio o Fundamental II e o ensino médio, no final da década de 90. Hoje recebemos crianças a partir de 1 ano de idade até o ensino médio. Estamos com cerca de 500 alunos.

Você estudou aqui até que série?

Aos 14 anos, às vésperas de sua formatura do Ginásio na EGV (atual Ensino Fundamental II).

Estudei aqui até o oitavo ano porque naquela época o fundamental ia da primeira à oitava série. Depois, fui fazer o colegial em São Paulo, no Colégio Santa Cruz, em Pinheiros. Saíamos da Granja, pegávamos a Raposo, em uma época em que o trânsito era mais tranquilo, e revezávamos carona com vizinhos que também estudavam lá. Hoje é praticamente inviável estudar em São Paulo saindo da Granja por causa do trânsito.

E depois da escola, qual foi sua trajetória?

Em Salt Laki City, Utah, EUA, onde trabalhou de 1997 a 1999.

Formei-me em Administração na FGV. Dos 20 aos 30 anos, tive períodos de vivência nos Estados Unidos, onde fiz meu MBA e já trabalhava no Yázigi. Na década de 90, crescemos muito lá fora. Tínhamos dez escolas próprias nos Estados Hard Rock Unidos, mais uma em Londres e uma na Argentina, além das unidades no Brasil. Nos EUA, ensinávamos inglês para estrangeiros em programa de intercâmbio. Tivemos uma escola em Nova York, em uma localização excelente, próxima à 5ª Avenida, em parceria com a Universidade de Berkeley. Trabalhei durante 3 anos em nossa escola na Flórida, em Sarasota, dentro do campus da Nick Bollettieri Tennis Academy, uma das maiores academias de tênis do mundo. E em um segundo momento, foram mais dois anos e meio em nossa escola em Salt Lake City, Utah. Foi um projeto grande de internacionalização do Yázigi, ao qual dediquei vários anos da minha vida.

Quando você se tornou CEO da rede?

Com o pai, Itamar, usando a camisa da Bollettieri.

Trabalhei no Yázigi durante 20 anos. De 2004 a 2010, fui o CEO da rede. Chegamos a ter 80 mil alunos e mais de 400 pontos de venda no Brasil, de norte a sul. Era uma das maiores redes do segmento de idiomas no país. Antes passei por todas as etapas: estagiário, auxiliar, gerente, até chegar à presidência. Em 2010, com 60 anos de história, decidimos vender a empresa para um grupo maior. Foi quando vim trabalhar ao lado da minha mãe na Escola Granja Viana.

 

 

 

Alexandre foi destaque em várias revistas de empreendedorismo em 2006, quando a Yázigi foi eleita a melhor franquia do Brasil.

O Yázigi tem uma importância histórica para o franchising brasileiro, não é?

Assim como a Escola Granja Viana foi a primeira escola particular da região, a Rede Yázigi foi a primeira franqueadora do Brasil, não só do segmento de idiomas. A rede foi pioneira no franchising brasileiro e, por essa importância, esteve entre as marcas que fundaram a ABF, a Associação Brasileira de Franchising. Sempre participamos muito, inclusive fui convidado para a vice-presidência da ABF. O franchising brasileiro é um dos maiores do mundo. Fico feliz por ter participado ativamente dessa história.

 

Sua mãe, dona Emília, ainda participa da escola?

Com a mãe, Emília, hoje conselheira da EGV.

Hoje ela participa mais como conselheira, e gosta de vir para os eventos. Está com 89 anos. Recentemente, esteve conosco na Festa Junina, que já foi uma celebração dos 50 anos da escola. Ela também costuma vir às formaturas. Está muito bem fisicamente, muito lúcida.

Para a nossa Festa Junina, convidamos cerca de 23 ex-professores e ex-coordenadores para homenageá-los.

Tinha professores da minha época como aluno, como a professora de história, Ana Vera, que hoje já tem seus 80 anos, e a Neide, que foi minha professora de alfabetização. Meu pai, Itamar, faleceu recentemente, em setembro de 2026, aos 96 anos.

Qual é o grande diferencial da Escola Granja Viana?

Yone, Emília e Juci na EGV.

É a qualidade do vínculo que ela gera com alunos e famílias. É o lado humano. A escola tem muitas iniciativas como o programa bilíngue, parceria com faculdades internacionais, programa de educação antirracista, programa de voluntariado, eletivas diferenciadas para o ensino médio, como Inteligência Artificial e Start Up, e uma infinidade de outras iniciativas, em diversas áreas; Mas o que une todas essas iniciativas é o lado humano, em termos de vínculo e da quantidade de vivências que proporcionamos ao aluno. Se nosso aluno participa de um ciclo de debates aqui ou fora do Brasil — em janeiro estivemos em Harvard participando de uma vivência internacional de debates —, são oportunidades que vão muito além de dar aulas de português, matemática, ciências ou geografia. Nosso objetivo é sempre ir além do que é comum em qualquer escola.

E como a escola mantém essa relevância ao longo de 50 anos?

Há 50 anos, foto onde vemos as fundadoras Emília e Clarice.

Conexão e inovação. Sem isso você vai gradativamente perdendo relevância, até que um dia as pessoas não vão mais te ver como uma opção. Se não acompanhar os tempos, você desaparece. Nos últimos três anos, crescemos bastante. Já tivemos anos com mais de 120 matrículas novas em um único ano. E temos uma fidelização muito boa: aqueles que entram costumam ficar muitos anos. Então, estamos fazendo 50 anos com o pé no acelerador. Houve muito investimento na estrutura pedagógica e na inovação com novos programas. Renovamos também a estrutura física: toda a frente da escola, a cantina, o pátio. E em breve vamos iniciar a reforma de um novo bloco de educação infantil, com 600 metros quadrados e um novo parquinho.

Grupo de Ginástica Artística

Você lidera uma equipe de quantas pessoas?

São 90 pessoas. O grande capital da escola são as pessoas. As instalações físicas estão crescendo, os espaços ficam maiores, mais bonitos, mais funcionais, mas nosso grande ativo é o capital humano. Já vi muitas escolas com instalações muito boas, perdendo alunos. Você pode ter o prédio mais bonito do mundo, mas, se não tiver as pessoas certas, não vai ter sucesso. As famílias podem até se impressionar com as instalações num primeiro momento, mas, no dia a dia, se não houver bons profissionais, o projeto não se sustenta.

Qual é o maior desafio da educação hoje?

Com a esposa, Patrícia, e a filha, Esther.

Como vocês bem abordaram no Especial de Educação de setembro, o grande desafio da educação hoje é relacional, comportamental. Acabamos de fazer um estudo de mercado e contratamos uma consultoria que está ajudando no branding e no posicionamento da escola. Essa consultoria olhou para várias escolas da região, de São Paulo e do mundo, e nós temos muito claro que o maior desafio das escolas hoje não é pedagógico, é relacional. Ensinar o aluno a respeitar o outro, a respeitar o diferente. Ser um bom ser humano. Por isso, estamos ampliando ações nessa direção, com iniciativas novas de prevenção de bullying, voluntariado e educação antirracista. Estamos investindo na formação de professores e letramento com as famílias também. Ontem à noite, recebemos um grupo de pais para um momento de educação antirracista e diversidade. Eles ficaram aqui das 19h às 21h.

As famílias se mostram disponíveis para esse diálogo?

Sim, há um número muito significativo de famílias interessadas. E, mesmo que algumas não possam estar presentes, acabam se comunicando e o trabalho vai ecoando. Também estamos sempre buscando maior aproximação com as famílias. Elas estão precisando de muita orientação sobre como educar seus filhos. Temos uma pauta de reuniões individuais muito grande, que já é uma característica nossa há 50 anos, com atendimento personalizado. Nenhum aluno aqui é um número. Tanto do lado educacional como comportamental, atendemos muito as famílias.

A escola é construtivista?

Trabalhamos com a linha da construção do conhecimento. Não é o construtivismo puro, é um modelo híbrido, um meio termo. Não deixamos a coisa solta. Temos uma grade curricular com objetivos de aprendizagem muito claros durante o ano para cada matéria, e objetivos bem definidos para o vestibular. Mas a sala de aula precisa ser diferente, sair do formato tradicional, engajar mais o aluno e convidá-lo a participar mais do processo. Nunca fomos uma escola com pedagogia estritamente conteudista.


“O conteúdo é importante e é ensinado, mas o nosso objetivo maior é ensinar a pensar, a se relacionar e a se comunicar.”

Você poderia detalhar essas três habilidades?

O conhecimento é importante, é relevante, mas o mais importante no final do dia são as habilidades de pensamento crítico, que precisam ser ensinadas, assim como saber se relacionar e saber se comunicar. Esses três pontos são o que nós precisamos. A educação tem de ser vista pelas famílias com uma visão estratégica. Não se resume à colocar o filho em uma escola para que ele aprenda português, matemática, geografia, ciências e etc. É muito mais do que isso. Quando os pais vêm aqui, não estão comprando um curso. Estão comprando uma mentalidade, uma forma de pensar, e um determinado tipo de ambiente. A escolha de uma escola implica algo muito maior. E uma das perguntas importantes é: a escola vai dar conteúdo ou vai ensinar meu filho a pensar? Acho que as pessoas deveriam se preocupar muito mais do que isso.

E, no contexto da inteligência artificial, essas habilidades, ganham ainda mais importância?

Sem dúvida. Não há nenhum elemento no nosso mundo hoje que esteja impactando mais do que a IA. Já estão muito claras algumas das implicações da IA para a educação. Não temos mais dúvida de que pensar, se relacionar e comunicar são e serão habilidades essenciais na era da inteligência artificial. A IA não vai te cobrar conteúdo, isso ela já tem. Ela vai te cobrar essas e outras habilidades. Sem elas, o aluno não vai ter chance. Quando falo em ter uma visão estratégica da educação, refiro-me a isso. O conteúdo continua importante, mas ele é o básico. Não se pode falar em educação de qualidade sem a formação dessas habilidades.

O plantio do pau-brasil na escola, que permanece lá até hoje, no pátio.

A Escola Granja Viana não trabalha com métodos apostilados?

Nunca trabalhamos com apostilas. A escolha de qualquer tipo de material, seja ele uma apostila ou um livro didático, precisa estar alinhada à proposta pedagógica da escola. No nosso caso, entendemos que os livros didáticos nos dão maior liberdade para caminhar na direção que escolhemos. Quando falamos de escola, estamos falando de uma vida escolar inteira — dez, doze, quinze anos. É um tempo de vida escolar enorme. Temos que pensar muito seriamente em como aproveitar ao máximo esse tempo com os alunos.

Como as vivências na escola complementam a formação pedagógica?

Investimos cada dia mais nas vivências dos alunos. Temos experiências internacionais, ciclos de debates, simulação acadêmica da ONU, um projeto de excelência que realizamos há nove anos, participando ativamente com escolas como Porto Seguro, Imperatriz Leopoldina, Escola do Futuro, e outras. Recentemente, nossos alunos foram, nas férias de julho, espontaneamente, participar de ciclos de debates em Brasília. Eles saíram da Granja e foram a Brasília participar do BMUN — Berkeley Model United Nations, promovido pela Universidade de Berkeley. Ficaram lá por três ou quatro dias, durante as férias. São alunos do 9º ano e do ensino médio que se propuseram a participar. Os pais jamais conseguiriam convencer os filhos a participar de um ciclo de debates nas férias se eles não quisessem. Também tivemos outro ciclo na ESPM, em São Paulo, onde ficaram cinco dias. Isso é a formação de pensamento crítico analítico. Saber argumentar, ter uma fala articulada. Habilidades de liderança e persuasão.

O que mudou na escola com a sua entrada e o que permanece?

O que permanece e se aprimora é o lado humano. A busca constante em se aproximar mais do aluno e da família. Mas o aluno de hoje e a família de hoje não são os mesmos de 50 anos atrás, nem de 30 anos atrás. A Granja Viana não é a mesma, a população não é a mesma, os valores das pessoas não são os mesmos. O lado humano sempre foi uma marca da escola e continua sendo. O que eu trouxe foi esse foco na inovação e a preocupação em ter uma dose muito maior de vivências para o aluno. E também a preocupação em ter um conjunto mais aprimorado. O acadêmico e o educacional, mais fortes e andando lado a lado.

E o que mais mudou na sociedade e na educação?

A relação entre pais e filhos mudou muito, e o olhar das pessoas para a educação também. No passado, existia uma educação mais rígida, um outro tipo de relação professor-aluno. As relações familiares eram mais rígidas, hoje, comparativamente, são mais flexíveis. Talvez, em um próximo momento, possamos encontrar um meio termo. No passado, as famílias tinham mais clareza sobre como educar seus filhos. Hoje, buscam mais ajuda da escola. Isso não é só na Granja Viana, é no Brasil todo e acredito, no mundo todo. A sociedade toda mudou. Hoje, por exemplo, discutimos muito a saúde mental das pessoas, uma das principais pautas da sociedade mundial, e isso não se discutia no passado. A relação professor-aluno era outra, as necessidades dos alunos eram outras. No passado, as coisas eram infinitamente mais simples. Os alunos tinham muito menos questões emocionais. Hoje, é tudo muito mais desafiador.

E como são os jovens de hoje?

Penso em duas coisas quando me deparo com essa pergunta. No passado, você tinha jovens mais dispostos a conquistar as coisas e a lutar, com sacrifícios, pelo seu lugar no mundo. Os jovens de hoje têm relativamente mais conforto e, aparentemente, menos vontade de lutar, talvez porque já saiam de um patamar melhor. Estão mais preocupados com qualidade de vida, bem-estar. São mais imediatistas e parecem menos ambiciosos. Os sonhos são diferentes. Conheço muitas pessoas com essa mesma visão. Por outro lado, o que talvez nem todo mundo saiba, é que quando bem estimulados, os jovens de hoje podem, por exemplo, concordar em abrir mão de parte das suas férias para participar de um ciclo de debates em outra cidade. Por isso, nosso desafio como educadores é tirá-los da estagnação. Se hoje parece haver menos iniciativa da parte deles, incentivá-los é nosso trabalho. Se você não apresentar o mundo para eles, eles não irão até ele. Mas, se você promover pontes e conexões do jovem com o mundo lá fora, eles podem se interessar de uma forma muito positiva.

A escola busca mais colaboração do que competição?

Os primeiros festivais de esportes da EGV.

Temos os dois. Para citar alguns exemplos, temos muitos momentos de competição, como as várias olimpíadas das quais participamos, e os debates também. O mundo é extremamente competitivo, então não dá para preparar um aluno para um mundo sem competição. E saber colaborar também é colocar o aluno em condições de competir. Uma coisa não exclui a outra. As empresas são todas feitas de pessoas e, para ter melhor resultado, precisam ter um conjunto melhor. Além disso, hoje, toda pessoa de sucesso tem de ser empreendedora, tem de tomar iniciativa. As empresas querem cada dia mais o colaborador empreendedor. Olhando para a realidade da escola, quanto mais colocamos os alunos em contato com a realidade, e promovemos diferentes vivências, tanto mais eles aprendem a competir, a colaborar e a ter uma postura empreendedora.

O que você projeta para os próximos dez anos da escola?

Primeiro, seguir nesta direção de investir cada vez mais no lado humano, dando suporte tanto para alunos como para famílias. Mas não é um suporte sem contrapartida. É um suporte que também exige responsabilidade da família em querer acompanhar e querer ser ajudada. Sem isso, não teremos sucesso, não importa o que a escola faça. Muito do nosso novo momento é buscar unir forças. Parte do nosso projeto para os próximos dez anos está em seguir entendendo esses desafios, aprimorando e buscando trabalhar o conjunto do ser humano em parceria com as famílias. Expandir o ser humano significa fazê-lo crescer em todas as dimensões. Não adianta o aluno ter resultado acadêmico bom e não respeitar o outro. Os próximos dez anos serão extremamente desafiadores, talvez a década mais desafiadora da nossa história, por conta da IA e de outros fatores. Uma mudança de outra magnitude, muito maior do que o advento da internet, em volume e velocidade. A velocidade das transformações hoje é infinitamente maior. …

Se pudesse destacar um momento nesses 50 anos, qual seria?

Destacaria 2017, quando trouxemos uma consultoria e fizemos um grande trabalho ouvindo mais de 100 famílias presencialmente, além da equipe e dos alunos, para trabalhar o posicionamento da escola. Isso abriu portas para que todos começassem a entender que, num processo de evolução, você pode somar e agregar, sem perder a essência. 99% das pessoas acreditam que qualquer mudança implica negar o passado. Conseguimos mostrar que era possível conciliar as coisas e ter um conjunto muito melhor. A evolução e a mudança fazem parte da vida de qualquer organização. Se você quiser continuar fazendo aniversário, não há outro caminho a não ser se adaptar. Sem um processo de adaptação contínua, você não vai estar aqui nos próximos anos, seja qual for a sua área de atuação.

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