Aline Silva, da luta olímpica, é homenageada em Cotia

Uma das principais apostas do Brasil, a atleta falou sobre as expectativas para a Olimpíada Rio 2016

Uma das grandes esperanças de medalha para o Brasil, a atleta de luta olímpica Aline Silva recebeu uma homenagem da prefeitura de Cotia na última quinta-feira, dia 12.

Aos 29 anos, a lutadora, que mora na cidade há três anos, é a brasileira com maior número de conquistas na história da modalidade. Além da medalha de prata no mundial de 2014 do Uzbequistão, Aline também tem no currículo 81 medalhas conquistadas em competições nacionais e internacionais.

Na entrevista abaixo, a atleta fala um pouco sobre a sua trajetória e sobre as suas expectativas para os Jogos Olímpicos 2016.

Como você começou a se envolver com o esporte?

Quando eu tinha 12, 13 anos minha mãe me colocou em um colégio que tinha judô e, como eu sempre quis fazer um esporte de luta, comecei a participar. Quando eu tinha 15, 16 anos, no local onde eu treinava, um professor que dava aula de luta olímpica começou a insistir para que eu praticasse o esporte. Depois disso, acabei abandonando o judô.

O que você espera das Olimpíadas no Rio?

Eu desejo que o legado que fique para o nosso país seja um legado cultual. O esporte tem uma importância enorme na nossa sociedade. Ele salva jovens, tem função social. Gostaria que as pessoas conhecessem os diversos esportes. A gente tem bons brasileiros nos representando e na maioria das vezes as pessoas nem fazem ideia, nem conhecem. Nós temos melhores do mundo competindo e ninguém sabe.

Você se sente pressionada de lutar em casa?

Todos nós nos sentimos. É muito bom ter o apoio da torcida, mas em contrapartida a pressão existe. Nós queremos fazer uma boa performance e corresponder a expectativa da torcida. Mas faz parte da vida do atleta, a gente tem que aprender a lidar com isso.

Você tem alguma técnica para lidar com a pressão?

Treinar. Quanto mais eu treino, mais tranquila eu fico com a pressão. Eu sei que estou fazendo a minha parte e, no dia da competição, penso que fiz tudo o que eu podia fazer. Eu não negligenciei o meu treino.

Você já sentiu algum tipo de preconceito por ser mulher e fazer luta olímpica?

Às vezes eu estou na rua e as pessoas perguntam que esporte eu faço. Elas dizem: “Ah, mas você é muito bonita para fazer luta”. Acho que isso é um clichê, um estereótipo que as pessoas criaram de que as atletas de luta não podem ser femininas.

Por que você resolveu mudar para Cotia? O que você mais gosta da região?

Tinha uma prima que já morava aqui. Achei que era um lugar interessante e acabei mudando para cá. Estou aqui há três anos. Eu gosto daqui porque é bem arborizado, longe de São Paulo. O clima é diferente.

 

 

 

 

 

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