Barragens de Cotia passam por inspeção

As barragens da Cachoeira da Graça e da Represa Pedro Beicht foram inspecionadas pela Sabesp; análise dos laudos será concluída em março. No entanto, o Departamento de Águas e Energia (DAEE) esclareceu que  os reservatórios de Cotia possuem sistema de controle da vazão, que monitora o nível de água armazenada, reduzindo, dessa forma, os riscos de extravasamento

Após a queda da barragem 1 da Mina do Feijão, em Brumadinho (MG), que já resultou na morte de 110 pessoas, alguns moradores de Cotia, preocupados, questionaram sobre o nível de segurança das barragens da Cachoeira da Graça e da Represa Pedro Beicht.
A Circuito entrou em contato com o Departamento de Águas e Energia (DAEE), responsável pela fiscalização e elaboração do Plano de Segurança das Barragens, para saber se há riscos de rompimento delas.
O DAEE informou que a Sabesp, que é responsável pela manutenção dos reservatórios, realizou uma inspeção nas barragens e que a documentação foi entregue na segunda-feira (28). O DAEE afirmou que a análise dos laudos e classificação de risco será concluída até março.
No entanto, o DAEE esclareceu que os reservatórios de Cotia possuem sistema de controle da vazão, que monitora o nível de água armazenada, reduzindo, dessa forma, os riscos de extravasamento.
As barragens da Represa Pedro Beicht e da Cachoeira da Graça estão cadastradas no SNISB (Sistema Nacional de Informação de Segurança de Barragens). Ambas estão na Reserva do Morro Grande, situadas nas bacias inferiores e superiores do Rio Cotia.
Barragem de Pirapora
Um estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) catalogou 14 represas com alto grau de perigo, enquanto que a Agência Nacional das Águas (ANA) publicou um levantamento apontando 45 barragens com sério risco de rompimento.
Destas 45 apontadas pela ANA, uma está em nossa região, em Pirapora do Bom Jesus, localizada às margens do Rio Tietê, vizinha da cidade de Santana de Parnaíba.
“Esse modelo de barragem a montante, localizada acima das comunidades, está sujeita ao desastre. Caso ela se rompa, vai inevitavelmente, atingir a população”, afirmou o promotor de Justiça Guilherme de Sá Meneghin, que atuou no caso de Mariana em 2015, sobre a situação dessas barragens.
O relatório mostrou que as principais falhas são baixo nível de conservação, insuficiência do vertedor e falta de documentos que comprovem a estabilidade das estruturas. A maioria das barragens com problemas está localizada no Norte e no Nordeste, em estados como Acre, Alagoas e Bahia.
Por José Rossi Neto

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