Você sabe o que é ou já ouviu falar em Slam? Não? E Slam de Poesia? Menos ainda? Pois bem, em Cotia, toda primeira quinta-feira do mês, acontece o Slam Raiz e Slam do Mangue. Trata-se de uma competição de poesia falada, onde os participantes têm até três minutos para apresentarem sua performance – uma poesia de autoria própria, sem adereços ou acompanhamento musical.
O evento acontece na Praça Joaquim Nunes, ao lado do cemitério central. A Circuito fez uma live, nessa quinta-feira (2), com duas organizadoras do Slam: Sika Lopes e Amanda Cena. Elas contaram como funciona o Slam, como participar e o impacto positivo na vida da juventude.
“Quando a gente se ausenta de um processo, a gente deixa de trocar ideia, de fomentar o senso crítico e apresentar novas propostas. A pessoa pode fazer o que ela quiser da vida, desde que ela saiba o que quer. Ela pode querer fazer teatro, dança, entrar em uma universidade pública e fazer medicina, então a gente tem que estar presente para mostrar aos jovens que eles podem correr atrás disso”, diz Sika.
Veja abaixo a live com as integrantes do Slam Raiz e Slam do Mangue, que explicam tudo sobre essa atividade cultural que reúne dezenas de jovens da cidade para declamarem poesias em praça pública.
A origem da cultura dos slams
O slam foi criado nos anos 1980 em Chicago, nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que a cultura hip hop tomava forma. No entanto, ele só chegou ao Brasil mais tarde, nos anos 2000.
O campeonato ZAP, Zona Autônoma da Palavra, foi o primeiro deles, trazido pelo Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, um Coletivo Paulistano de Teatro Hip-Hop.
Hoje em dia, no Brasil, existem dezenas de slams, com a maior concentração em São Paulo.
Por José Rossi Neto













