Cunha-Paraty

É simplesmente uma estrada encantadora, cheia de História, com vários locais de parada para contemplar a natureza, as suas muitas cachoeiras e o verde da mata atlântica

A RJ-165, ou estrada Cunha–Paraty, que rasga o Parque Nacional da Serra da Bocaina, faz parte da rota da Estrada Real, que é a maior rota turística do país. São mais de 1.630 quilômetros de extensão, passando por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Hoje, ela resgata as tradições do percurso valorizando a identidade e as belezas da região. A sua história surge em meados do século 17, quando a Coroa Portuguesa decidiu oficializar os caminhos para o trânsito de ouro e diamantes de Minas Gerais até os portos do Rio de Janeiro. As trilhas que foram delegadas pela realeza ganharam o nome de Estrada Real.

É simplesmente uma estrada encantadora, cheia de História, com vários locais de parada para contemplar a natureza, as suas muitas cachoeiras e o verde da mata atlântica.

O trecho de serra da estrada foi pavimentado recentemente e está bom, com trechos largos e bem sinalizados. O trânsito só é possível das 7 às 17 horas, para não perturbar o deslocamento de animais no crepúsculo e à noite, a velocidade máxima é de 20 km/h e a viagem entre Cunha e Paraty pode ser feita em menos de uma hora; antes, o percurso podia levar mais de duas horas e era particularmente perigoso, especialmente em condições climáticas ruins.

O trecho mescla asfalto e terra. Os primeiros 7 km são marcados por pequenas subidas, descidas e trechos planos. A partir daí, as subidas tornam-se mais constantes, até atingir 1.450 metros de altitude, na divisa dos municípios. Ao longo do percurso, passa-se próximo das cachoeiras do Desterro, do Pimenta e do Mato Limpo.

DICA: Deslumbrante é a palavra que mais se aplica ao chegar ao topo do mirante da Pedra da Macela, 1846 m de altitude, e após uma caminhada morro acima de 2 km, apreciando a toda a natureza que se tem no entorno. A visão é de 360º, contemplando a Serra da Mantiqueira e, do outro lado, toda a beleza da baía de Angra dos Reis, Paraty e Ilha Grande.

Para quem vai continuar a descer a serra, a sugestão é parar próximo ao segundo marco do km 38 da Estrada Real, à esquerda, onde há um pequeno mirante natural e de onde se avista a bela Baía de Paraty. Próximo ao km 41, a sugestão é sair da estrada à esquerda e conhecer a Cachoeira da Pedra Branca. No marco 208, há outro ponto que pode valer uma parada: a Igreja da Penha, onde está instalado um totem da Estrada Real. Este ponto também dá acesso à trilha do Caminho do Ouro.

O final do trecho é plano até o centro histórico de Paraty. O último marco da Estrada Real está ao lado do Chafariz do Pedreira. No Brasil colonial, era pela atual rua Presidente Pedreira que os tropeiros e viajantes partiam a caminho das Minas Gerais e chegavam para seguir em direção a Lisboa.  Aproveite para conhecer a linda e histórica cidade de Paraty.

INFORMAÇÕES DE TRECHO

  • DIFICULDADE FÍSICA: NÍVEL 5
  • DIFICULDADE TÉCNICA: NÍVEL 5
  • DISTÂNCIA TOTAL: 57 km
  • PRESENÇA DE SOMBRA: NÃO
  • DISTÂNCIA EM DESCIDA: 32 km
  • DISTÂNCIA EM SUBIDA: 21 km
  • MÉDIA DAS SUBIDAS: 2%

ILHA DO MEL

A Ilha do Mel está localizada no estado do Paraná. Ela pertence ao município de Paranaguá e é administrada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O local tem 25 quilômetros de praias que agradam a turistas de vários gostos, dos aventureiros aos mais caseiros. Para desfrutá-la, porém, é preciso seguir um pequeno manual de sobrevivência: aqui não entram carros, você terá de caminhar por trilhas de areia, e à noite apenas uma lanterna poderá iluminar seu caminho.

Algumas praias são praticamente desertas, outras têm bastante agito, inclusive à noite, e outras são ótimas para a prática do surfe. A rústica Ilha do Mel não tem asfaltamento, são apenas pequenas ruas e trilhas de terra que dão a impressão de que o lugar parou no tempo. Para evitar a degradação da ilha, não é permitido veículo automotor e de tração animal, e o número de visitantes é restrito, não podendo passar de 5 mil pessoas por dia. Não é permitida a visitação em toda a ilha, a uma grande parte não é permitido o acesso.

A Praia de Encantadas reúne a galera mais jovem, enquanto Nova Brasília tem melhor estrutura de hospedagens e restaurantes. Embora o ambiente seja rústico em ambas, a maioria das pousadas é bem equipada.

A ilha tem cinco vilarejos, que são: Fortaleza, Nova Brasília ou Brasília, Farol, Praia Grande e Encantadas. Os pontos turísticos de maior destaque na Ilha do Mel são o Farol das Conchas, que está localizado no Morro da Concha. Esta é uma construção de 1870 e que tem como objetivo orientar a navegação na Baía de Paranaguá. Do alto do farol se tem uma bela vista panorâmica de quase toda a ilha e região.

COMO CHEGAR

A partir de Curitiba, pela BR-277, chega-se a Paranaguá, um dos pontos de embarque para a Ilha do Mel. São apenas duas saídas: às 9h30 e às 15h30.

Boa opção para quem não se sente confortável em longas viagens de barco é embarcar no distrito de Pontal do Sul, a 10 km de Paranaguá. Deixe o carro em um estacionamento e siga para o cais. Há saídas de hora em hora entre 8 e 17 horas (30 minutos de travessia).

OBS.: Tem, também, outra opção para quem vai de carro, que é descer pela Estrada da Graciosa. A estrada é linda, cheia de curvas, flores e vegetação, mas leva bem mais tempo. É uma alternativa legal se você estiver com tempo sobrando.

DISTÂNCIAS:

São Paulo/Curitiba: 410 km

Curitiba/Pontal do Paraná: 115 km
Curitiba/Paranaguá: 95 km

 TRAVESSIA DE BARCO

Pontal do Paraná/Encantadas: 25 min.
Pontal do Paraná/Brasília: 30-40 min.
Paranaguá/Ilha do Mel: 1h30/2 h

 VALOR

A travessia (ida e volta) via Pontal custa 35 reais – valor de abril/2016.

 COMES E BEBES

  • Bora Bora
  • Restaurante Pousadinha
  • Toca do Abutre
  • Dona Quinota
  • Restaurante Mar e Sol
  • Bar Barranco
  • Astral da Ilha

O QUE LEVAR

  • Na ilha não tem banco nem caixa eletrônico – vários lugares aceitam cartão, mas é bom levar um dinheiro vivo.
  • Por lá também não tem farmácia – lembre-se de levar de casa o que for precisar de remédios.
  • Não se esqueça de levar repelente. O verão é época de mutuca na ilha.
  • Lanterna é fundamental por lá, já que as trilhas são escuras.

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