O Dia Internacional da Paz é celebrado, anualmente, em 21 de setembro. Proclamada em 1981 pela Organização das Nações Unidas (ONU), durante uma Assembleia Geral, a data é referenciada como um momento de cessar-fogo e de não-violência global, estimulando a discussão sobre medidas que busquem a harmonia entre povos e a preservação de boas relações, tendo como premissa a diplomacia.
“Apesar de poder gerar certo desconforto e possuir consequências, o conflito é inerente ao relacionamento entre as pessoas e imaginar o coletivo sem conflitos é irreal”, afirma a professora Esther Carvalho, diretora-geral do Colégio Rio Branco. A gestora sublinha a importância de trabalhar o tema com os jovens em contexto escolar e sugere percursos para assegurar um ambiente que promova o diálogo e a paz, trazendo uma perspectiva positiva do conflito.
Ela destaca que “a escola deve buscar novos caminhos para trabalhar as relações interpessoais, voltando o olhar aos novos desafios da convivência coletiva. Conhecimentos de estratégias de mediação de conflitos, por exemplo, são aliados no momento de lidar com tais questões”. Essa abordagem dialoga com o projeto político pedagógico da escola que faz parte do Programa de Escolas Associadas (PEA), da UNESCO.
Como parte de um conjunto de ações que visam aprimorar a convivência entre os alunos, o colégio iniciou o Peer Mediation Program (Programa de Mediação de Pares), uma iniciativa de formação, com certificação internacional, para que estudantes, dentro de sua maturidade, sejam capazes de mediar conflitos. Essa iniciativa é feita em parceria com a Consultoria Gente Agente, representante exclusiva no Brasil do renomado instituto norte-americano Conflict Resolution Unlimited Institute (CRU).
Coordenado por uma equipe pedagógica da escola, o programa tem como missão ensinar aos jovens que cursam o 8º e 9º ano do Ensino Fundamental formas efetivas e pacíficas de lidar com conflitos. O grupo piloto está passando por uma formação específica, assim como a coordenação do programa. Estão previstas uma série de etapas de sensibilização e implementação na comunidade escolar. Assim, é inserido no plano pedagógico o desenvolvimento de compreensão, respeito e habilidade de cooperar com os outros em um mundo multicultural e cada vez mais diverso.
Ao longo das atividades propostas, os alunos aperfeiçoam suas competências socioemocionais para lidar com suas diferenças interpessoais e constroem repertório que permita uma mediação, de forma imparcial, de atritos cotidianos, respeitando o protagonismo de cada um dos colegas. “Favorecer essas qualidades em uma nova abordagem permitirá que esses jovens sejam indivíduos únicos, capazes de buscar a melhor maneira de conviver e manter a paz, no ambiente escolar e fora dele”, conclui Esther Carvalho.















